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Sábado, 27 de maio de 2017

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Fávaro afirma que o clima é maior ‘ativo’ de MT e adverte que desmatamento será punido

Da Redação - Ronaldo Pacheco

07 Mar 2017 - 18:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Fávaro afirma que o clima é maior ‘ativo’ de MT e adverte que desmatamento será punido
O maior ativo do agronegócio de Mato Grosso é o clima e quem insistir no desmate ilegal vai sofrer com a repressão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O alerta partiu do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), titular da Sema, ao anunciar que não vai medir esforços para honrar o compromisso de zerar o desmatamento ilegal em Mato Grosso, firmado pelo governador José Pedro Taques (PSDB) na Conferência do Clima (COP21), em Paris.
 
“Porque MT é o recordista na produção de grãos e alimentos? Porque o nosso maior ativo é o clima. Temos um clima propício para a produção. Temos um clima muito bem definido. De nada valem todos os outros ativos, se não chover. No deserto não se produz alimentos”, afirmou Fávaro, sobre a decisão ferrenha de zerar o desmatamento e punir os que insistirem em permanecer na ilegalidade.

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“É certo que o desmatamento zero é uma medida ousada, sem dúvida, que vai marcar a sustentabilidade de Mato Grosso. Os demais estados do Brasil assumiram o compromisso de zerar até 2030, enquanto Mato Grosso colocou como meta 10 anos antes. E a meta é ousada, mas factível: zerar o desmatamento até 2020”, observou o secretário de Meio Ambiente, para a reportagem do Olhar Direto.
 
O vice-governador lembrou que Mato Grosso é o maior produtor nacional de soja, milho, algodão, girassol e carne, porque é gigante na sustentabilidade. “Temos 62% de nosso território completamente intocado. Será que o nosso maior ativo da riqueza mato-grossense são as nossas terras? Ou a nossa gente, vocacionada a produzir alimentos?  
Será que é a pesquisa, para cada vez produzir mais? Ou serão os equipamentos? Nada disso! Nosso maior ativo é o clima, porque chove na hora certa, na dose certa”, avaliou ele.
 
Diante da meta ousada de preservar os 62% intocável e, ainda, zerar o desmatamento ilegal, Fávaro crê que isso só será possível com o despertar de consciência dos próprios produtores. Por isso, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) está sendo facilitado.
 
“Vamos fazer o CAR corretamente e diagnosticar os passivos que as propriedades têm.Vamos encontrar os mecanismos da regularização para o Programa de Recuperação Ambiental [PRA] de cada a propriedade”, ensinou ele.
 
“Mas vamos investir também repressão, para quem não quer a legalidade. Vamos instalar uma base avançada na região Noroeste, em Juruena ou Cotriguaçu. E vamos incentivar a produção dentro da legalidade; quem quiser viver ilegal, vamos trabalhar para prender e embargar”,  detonou Carlos Fávaro.
 
O secretário de Meio Ambiente lembrou que, em 2016, houve redução de 19%no desmatamento ilegal. Ele lamentou que 50% esteja em propriedades com menos de 50 hectares, o que dificulta sobejamente a fiscalização. “Cada vez mais, vamos precisar das imagens de satélites e do pessoal em campo”, resumiu Fávaro.

5 comentários

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  • Maria
    08 Mar 2017 às 15:25

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Vinicius Ribeiro Mota
    08 Mar 2017 às 02:19

    Vamos estudar mais sobre a história do clima. Dica a ser proposta Sr. Secretário.

  • Alberto
    07 Mar 2017 às 20:30

    SENHOR VICE-GOVERNADOR FÁVARO ZERAR O DESMATAMENTO ILEGAL ATÉ 2020 É ADMITIR O CRIME POR MAIS 3 ANOS, TOLERÂNCIA DE 3 ANOS COM AQUILO QUE A LEI NÃO PERMITE, COMBATE AO DESMATAMENTO ILEGAL JÁ, FISCALIZAÇÃO JÁ.

  • costa
    07 Mar 2017 às 20:15

    Seraaaa. Pago pra ve. Esse e da turma que adora ver os campos sem nenhuma arvore. Kkkk

  • Maria
    07 Mar 2017 às 19:14

    SENHOR VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO DA SEMA , O MEIO AMBIENTE EQUILIBRADO É IMPORTANTE PARA ATUAL E AS FUTURAS GERAÇÕES E UMA DAS METAS DE LUTA CONTRA O DESMATAMENTO É COM ESSA DETERMINAÇÃO DO MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO-GROSSO QUE REQUEREU DESDE SETEMBRO/2016 AO INDEA O CUMPRIMENTO IMEDIATO DA LEI COMPLEMENTAR 235/2005 QUE EXIGE O CERTIFICADO DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS PARA O TRANSPORTE INTERESTADUAL E ATÉ A PRESENTE DATA 07/03/2017 NÃO FOI CUMPRIDO, E ESSA ATIVIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRA SE TORNOU UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DO TRANSPORTE DE MADEIRAS EXTRAÍDAS NO TERRITÓRIO MATO-GROSSENSE, AUXILIANDO ALÉM DOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS E DA EVASÃO FISCAL E A DEFESA DO CONSUMIDOR, A PORTA DO ESTADO ESTÁ ABERTA (SEM FISCALIZAÇÃO) PARA O TRANSPORTE DE MADEIRAS ILEGAIS COMO A CASTANHEIRA(PROIBIDA DE CORTE) E TANTAS OUTRAS E COM ISSO O DESMATAMENTO ESTÁ AI DEVASTANDO A NOSSA FLORESTA, E O ESTADO ESTÁ PERDENDO 27 MILHÕES E AINDA MAIS A CADA DIA QUE ESSA ATIVIDADE NÃO É RETOMADA SÃO CENTENAS DE CARGAS DE MADEIRA ILEGAL QUE VÃO PARA OUTROS ESTADOS E COM ISSO ESTÁ HAVENDO UMA OMISSÃO NAS OBRIGAÇÕES PÚBLICAS COM IMPACTOS NO ORÇAMENTO DO ESTADO E NA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, AVANTE MPE DECISÃO JUDICIAL NÃO SE DISCUTE, SE CUMPRE.

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