Agro Olhar

Domingo, 26 de março de 2017

Notícias / Política

Fávaro crê ser ‘mito’ dizer que agronegócio não paga imposto e afirma que 53% do ICMS vem do setor produtivo

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

08 Mar 2017 - 07:51

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Fávaro crê ser ‘mito’ dizer que agronegócio não paga imposto e afirma que 53% do ICMS vem do setor produtivo
Num momento em que o Mato Grosso busca o equilíbrio fiscal e em que se ampliam as vozes em favor da taxação das comoditties, principalmente grãos, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) saiu da zona de conforto e comprou a briga em favor do segmento produtivo. “Dizer que o agronegócio não paga ICMS em Mato Grosso é maldade. Isso é mito. É falta de conhecimento de quem fala”, afirmou ele.

“O agronegócio mato-grossense representa quase 53% de todo o ICMS arrecadado. Ou seja: mais da metade de todo ICMS que Mato Grosso arrecada direta ou indireta, vem do setor produtivo”, sentenciou Fávaro, para a reportagem do Olhar Direto/Agro Olhar, durante entrevista em seu gabinete, no Palácio Paiaguás.

Leia Mais:
- Carlos Fávaro afirma que o clima é maior ‘ativo’ de MT e adverte que desmatamento será punido 

- Marcelo Duarte diz que credibilidade de Taques dobrou Fethab e mantém meta de quatro mil km em quatro anos

 
“Se alguém comer um bife bovino produzido em Mato Grosso, em São Paulo, pagou o ICMS para sair de Mato Grosso e chegar até  São Paulo. Se comprar um quilo de algodão produzido em Mato Grosso para fazer malha no Nordeste ou em Santa Catarina, pagou ICMS. Se alguém comprar farelo de soja ou milho, em Bastos [SP], para a galinha comer a ração e criar o ovo, pagou ICMS”, observou ele, apontando a forma direta.
 
Carlos Fávaro citou também a forma indireta de arrecadação do ICMS, pelo agronegócio mato-grossense. “Também tem a forma indireta. Ou seja, comprando insumos: defensivos agrícolas; peças, oficinas, máquinas, borracharias, óleo diesel e outros. Sim, tudo paga ICMS”, afiançou o vice-governador.
 
“Desta forma, o agronegócio vai fomentando a economia com o seu efeito em cascata. Então que se registre: 53% do ICMS mato-grossense é oriundo do agronegócio. Não podemos dizer que Mato Grosso não paga ICMS”, complementou Carlos Fávaro, que entreou na vida pública como presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).
 
Carlos Fávaro não crê que a taxação do agronegócio volte a ser pauta de discussão, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

13 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Zurê Ferreira Camargo
    08 Mar 2017 às 14:43

    Além de não pagar imposto, ainda estão envenenando a terras, o que é irreversível em pouco tempo. A lei Kandir não tem mais razão de ser. Qual vai ser o legado do agronegócio? No futuro breve, soja será alimento para a humanidade? O Brasil precisa estabelecer padrões, e protocolos para tratar as pragas,e corrigir o solo sem agredir. O câncer está expandindo alarmadamente , as águas estão se contaminando, a terra e o ar, e o uso do agrotóxico sem limites.

  • Ilse
    08 Mar 2017 às 13:10

    Só falar não adianta Sr. Favaro. O senhor tem é que mostrar o que afirma com provas cabais. O que o pessoal desse setor demonstra no seu cotidiano é que a crise passa muito longe deles. Assim só cabe-lhes garantir as benesses que recebem para que estejam sempre no topo da Forbes.

  • Mizaell
    08 Mar 2017 às 12:26

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Brasil
    08 Mar 2017 às 11:44

    Lei kandir só serve para enriquecer algumas famílias. Por que esse pessoal é intocável na taxação mínima de produtos exportação??

  • Léia
    08 Mar 2017 às 11:26

    Me engana, me engana que eu góto

  • João do Agro
    08 Mar 2017 às 11:24

    Só me digam uma coisa: qual o setor não produtivo do Estado!?

  • Zé Mendes
    08 Mar 2017 às 10:47

    VAMOS EXPORTAR PRODUTOS INDUSTRIALIZADO, VAMOS AGREGAR VALORES VAMOS DAR EMPREGA AO NOSSO POVO VAMOS TRANSFORMAR ESSE BRASIL NUM PAIS DE PRIMEIRO MUNDO, INDUSTRIALIZANDO AQUI NO BRASIL.

  • Zé Mendes
    08 Mar 2017 às 10:41

    EU VOO TER UM ENCONTRO COM AS PRINCIPAIS ENTIDADE DE CLASSE PARA NÓS JUNTOS FAZER UM LEVANTE NO RECOLHIMENTO DE ASSINATURA DE NOSSO POVO BRASILEIROS PARA TAXAR TODA A EXPORTAÇÃO BRASILEIRA DE PRODUTOS PRIMÁRIO E COM ACRÉSCIMO DE 10% NO CONTRATO DE EXPORTAÇÃO, JÁ NA EXPORTAÇÃO DO PRODUTO INDUSTRIALIZADO DESONERA 100% DOS TRIBUTOS PARA EXPORTAR.

  • Edson
    08 Mar 2017 às 10:15

    Imposto direto pagam muito pouco. Agora qdo vcs compram insumos é recolhido imposto de quem vendeu, não de vcs. Diretamente vcs devem contribuir mais. E essa a verdade. Olha o que Mato Grosso do Sul está fazendo. Todos se entendem.

  • Contribuinte
    08 Mar 2017 às 10:15

    Insumos para o setor agropecuário são todos isentos. Tudo que é exportado é isento e isso representa 70%. Qual a sua fonte para afirmar isso?

Sitevip Internet