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Sexta-feira, 23 de junho de 2017

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Sete frigoríficos em Mato Grosso concedem férias coletivas diante instabilidade de mercado

Da Redação - Viviane Petroli

04 Abr 2017 - 10:10

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Sete frigoríficos em Mato Grosso concedem férias coletivas diante instabilidade de mercado
A instabilidade de mercado (interno e externo) provocada pela Operação Carne Fraca elevou para sete o número de frigoríficos com férias coletivas, sejam elas totais ou parciais dos funcionários. Além da JBS e do Minerva Foods, a Marfrig e a mato-grossense Frialto entraram em processo de “pausa” para “encontrar equilíbrio”. Segundo o setor frigorífico, o consumo somente no mercado brasileiro caiu entre 15% e 20% desde a divulgação da ação da Polícia Federal.
 
Ao contrário da JBS e Minerva Foods, a Marfrig e a Frialto suspenderam parcialmente as atividades, ou seja, apenas algumas etapas da produção foram paradas.

Leia mais:
- Após JBS, frigorífico Minerva Foods entra em férias coletivas na unidade de Várzea Grande

- Após operação da PF, JBS dá férias coletivas de 20 dias para funcionários de frigoríficos em Mato Grosso 

A Marfrig, por meio de sua assessoria de imprensa, revela que "concedeu férias coletivas a apenas ao segundo turno no setor de abate na unidade de Tangará da Serra (MT) pelo período de 10 dias".
 
Já a Frialto, conforme o diretor comercial Paulo Belincanta em entrevista ao Agro Olhar, concedeu na unidade de Matupá férias coletivas de 20 dias para a divisão de desossa. Ele pontua que no caso dos abates os trabalhos seguem normalmente.
 
“É uma pausa para encontrar um equilíbrio diante a situação vivida pela cadeia produtiva de carne no país devido a Operação Carne Fraca, que causou uma redução muito grande do consumo tanto no mercado interno quanto no externo”, explica Belincanta.
 
Ainda de acordo com o diretor comercial da Frialto, somente no mercado interno sentiu-se queda entre 15% e 20% no consumo. Enquanto, no mercado externo a queda foi “bruta”.
 
Belincanta ressalta que além da situação provocada pela Operação Carne Fraca, o mercado da carne deparou-se também entrou em vigor no dia 1º de abril em São Paulo a volta da cobrança do posto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre a carne, o que não acontecia desde setembro de 2009. O decreto do governo paulista acaba com a isenção do ICMS na venda de qualquer tipo de carne levando o comércio varejista naquele Estado a ter que recolher 11% do imposto.
 
Apesar de todas as dificuldades, o diretor comercial da Frialto acredita em uma retomada do setor como um todo.
 
JBS e Minerva Foods
 
Na semana passada a JBS, como o Agro Olhar já comentou, concedeu férias coletivas de 20 dias para 10 unidades de bovinos dentre as 36 que possui no Brasil. Apenas em Mato Grosso são quatro unidades, que estão localizadas em Juína, Diamantino, Alta Floresta e Pedra Preta.
 
A Minerva Foods confirmou à reportagem no final de semana que também entra em férias coletivas na unidade de Várzea Grande. Segundo pontuado por sua assessoria de imprensa, a pausa é para "manutenção" na unidade.
 
Em recente entrevista ao Agro Olhar, o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, avaliou as suspensões das atividades nos frigoríficos em Mato Grosso como “péssima” para os pecuaristas.
 
“O que estamos vendo é uma consequência de fatores. Além da Operação Carne Fraca, temos um crescimento do desemprego no Brasil, o que acarreta em uma redução do consumo no mercado interno. Esse é um momento em que o pecuarista tem de ter cautela e esperar que o mercado se equilibre”, pontuou Pires ao Agro Olhar.
 
Ele comenta que desde a deflagração da Operação Carne Fraca, no dia 17 de março, pela Polícia Federal, a arroba do boi gordo já recuou 15%, aproximadamente, em Mato Grosso em pleno período de safra da pastagem.

3 comentários

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  • André
    04 Abr 2017 às 18:12

    Muita estória mal contada. O preço da carne ao produtor está equiparada aos de meados de 2014. Não se vê um açougue que abaixou o preço da carne no varejo. Os frigoríficos estão matando os produtores a unha. Pra piorar reviveram o FUNRURAL e o governador quer aumentar alíquota do ICMS pra lotar de gado o estado. Os produtores vão quebrar!!!

  • jorge
    04 Abr 2017 às 12:17

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  • jorge
    04 Abr 2017 às 11:04

    podem falar o que quiserem, é tudo mentira, o os frigoríficos querem é derrubar o preço pago ao produtor, os preços do varejo não abaixaram, e ontem as noticias dizem exatamente o contrário, tanto os embarques, quanto os preços aumentaram no mercado externo. mentir é feio, mas acreditar nesses canalhas é pior ainda . os jornalistas desse site tinham que investigar mais, fazer uma matéria completa ouvir todo mundo, produtores, frigoríficos, varejistas e consumidores, aí sim a verdade vai aparecer

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