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Quarta-feira, 18 de outubro de 2017

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Abates suspensos em frigoríficos de Mato Grosso derrubam arroba do boi gordo em 10,6% ante 2016

Da Redação - Viviane Petroli

18 Abr 2017 - 15:53

Foto: Edson Rodrigues/Secom-MT Arquivo

Abates suspensos em frigoríficos de Mato Grosso derrubam arroba do boi gordo em 10,6% ante 2016
A suspensão de abates em sete plantas frigoríficas em Mato Grosso derrubou o preço da arrobado do boi em 10,6% em abril no comparativo com o mês em 2016. Somente nos últimos 30 dias a desvalorização foi de 4,6%. Os números são do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea) para Cuiabá. JBS encerra férias coletivas em 10 de suas 36 unidades de bovinos no Brasil na próxima segunda-feira, 24 de abril.
 
No comparativo de abril com o mês em 2016 a arroba do boi gordo em Cuiabá, por exemplo, recuou de R$ 136,80 para R$ 122,27.

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O setor produtivo esperava já esperava a queda, porém acreditava-se que a mesma decorreria por uma redução do consumo devido a Operação Carne Fraca, contudo o mercado não apresentou oscilação, mantendo o preço médio do quilograma estabilizado em R$ 21,10, com pequena variação de 0,4% entre março e abril.
 
De acordo com levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mato Grosso as exportações de Mato Grosso em março somaram US$ 88,95 milhões. O valor supera em 8,47% as negociações de carne bovina em março de 2016. O resultado, inclusive, é considerado o maior desde novembro de 2015.
 
A desvalorização do preço da arroba em Mato Grosso, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), é considerada uma consequência da paralisação de sete plantas frigoríficas no Estado.
 
Somente a JBS entrou em férias coletivas de 20 dias no Estado nas unidades de Juína, Alta Floresta, Pedra Preta e Diamantino. De acordo com a JBS, por meio de sua assessoria de imprensa, as atividades retornam na próxima segunda-feira, 24 de abril. Também entraram em férias coletivas a Marfrig em Tangará da Serra, o Minerva em Várzea Grande e o Frialto em Matupá.
 
Como o Agro Olhar comentou recentemente, na planta do Frialto em Matupá apenas a divisão de desossa encontra-se com férias coletiva de 20 dias.
 
As empresas alegaram que com a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal no dia 17 de março, houve o fechamento temporário de alguns mercado, o que fez com que as indústrias suspendem-se os trabalhos em algumas unidades para readequarem seus estoques.
 
O setor produtivo de Mato Grosso, segundo a Acrimat, trata a decisão dos frigoríficos em conceder férias coletivas aos funcionários como uma estratégia de mercado para manipulação de preços. 

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