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Sábado, 19 de agosto de 2017

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Além de reajuste da Petrobras, logística e ICMS devem levar gás de cozinha a superar os R$ 100 em Mato Grosso

Da Redação - Viviane Petroli

12 Jun 2017 - 14:00

Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar

Além de reajuste da Petrobras, logística e ICMS devem levar gás de cozinha a superar os R$ 100 em Mato Grosso
O valor do botijão de gás de cozinha (13kg) em Mato Grosso pode superar os R$ 100 em alguns municípios do interior, principalmente os mais distantes da Capital, como Alta Floresta, Colniza e Guarantã do Norte, por exemplo. O preço deve passar dos dois dígitos visto o reajuste anunciado pela Petrobras na semana passada. Segundo o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás em Mato Grosso (Sinergás-MT), logística e carga tributária são os fatores encarecem o produto, que chega ao Estado a granel em caminhões e não por meio de gasoduto.

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No último dia 07 de junho a Petrobras anunciou que o gás de cozinha às distribuidoras subirá 6,7% e que, assim como a gasolina e o diesel, adotou para o produto uma nova política de preços, que passará a ser reajustado mensalmente.
 
Em Mato Grosso, o preço médio, com esse reajuste, ao consumidor final deverá ficar entre R$ 80 e R$ 95, dependendo da região. Contudo, segundo o presidente do Sinergás-MT, Alan Rener Tavares, há possibilidade de em alguns municípios o valor do botijão de 13 kg superar os R$ 100,00 diante a alta carga tributárias e a logística.
 
“Esse valor pode chegar a municípios mais distantes de Cuiabá, visto a logística e a carga tributária, somado ao reajuste anunciado pela Petrobras”, explica o presidente do Sinergás-MT, que revela que hoje a carga tributária para o gás de cozinha é de 17% em Mato Grosso. Ele comenta ainda que ao invés de chegar por meio de gasoduto, o produto no Estado chega a granel em caminhões para serem envasados pelas cinco companhias engarrafadoras localizadas no Distrito Industrial de Cuiabá.
 
Conforme a Petrobras, a nova "política de preços do GLP-P13 não terá como referência a paridade de preços internacionais e está em linha com os parâmetros do Planejamento Estratégico 2017/2021". A Estatal esclarece que "O preço final às distribuidoras será formado pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu (“Butane NWE CIF ARA”e “Propane NWE CIF ARA”) convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, conforme divulgada pelo Banco Central, acrescida de uma margem de 5%".
 
As correções de preços do gás terão vigência a partir do dia 05 de cada mês.
 
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em Cuiabá o botijão de gás de cozinha na semana passada (04 a 10 de junho) era encontrado entre R$ 70 e R$ 90. Em Alta Floresta, o valor variava entre R$ 88 e R$ 100. Já em Sinop entre R$ 75 e R$ 80 e em Rondonópolis R$ 85 e R$ 105.
 
Para a dona de casa Cíntia Arruda tais reajustes são um “absurdo” tanto o visto no gás de cozinha, como em alimentos, combustível e medicamentos. “Por mais que se faça um planejamento financeiro da família e eu tente ajudar fazendo bolos e salgados para fora, nunca sobra no final do mês porque a cada dia sobe uma coisa. Tirar dinheiro da população através de aumento de impostos e preços não vai solucionar os problemas do governo federal”. 

1 comentário

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  • Pagadora de Impostos
    14 Jun 2017 às 11:53

    O pobre trabalha para pagar impostos até nos remédios, ipva se não pagar perde o bem que compra para trabalhar , fica preso no sol e na chuva vai a leilão e o pobre fica a pé, ,absurdo demais ,a justiça precisa trabalhar pelos pobres trabalhadores.

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