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Terça-feira, 26 de setembro de 2017

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Ministério investiga pagamento de "mensalinho" por JBS; suspeita é de que empresa tente desestabilizar sistema

Da Redação - André Garcia Santana

13 Jul 2017 - 15:31

Foto: Reprodução/Estadão

Ministério investiga pagamento de
Após denúncias de que JBS teria pago um "mensalinho" a fiscais, a fim de reduzir os entraves na produção, autoridades dos EUA e da Europa procuraram o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) na manhã desta quinta-feira, 13 em busca de respostas. O Temor é de que a desconfiança sobre os produtos brasileiros no exterior, desencadeada pela operação Carne Fraca, aumente ainda mais. Há ainda a suspeita de que a empresa, presente em outros países, teria feito a acusação para desestabilizar o sistema de inspeção federal do Brasil, dificultando a relação com os compradores.

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Ao Agro Olhar a Pasta informou já ter instaurado procedimento administrativo para apurar a identidade dos possíveis responsáveis. “A pedido do ministro Blairo Maggi já foi instaurado o procedimento administrativo para que seja feita a apuração rigorosa da situação. Também expedimos um ofício para a Justiça e para Polícia para termos acesso a lista de nomes de servidores que estariam envolvidos”, explicou o secretário executivo do ministério, Eumar Novacki.

Os dados foram revelados pelo jornal "Valor Econômico" e confirmados nesta manhã por Novacki, que está em Genebra, na Suíça, para tentar restabelecer a confiança do mercado na carne exportada pelo Brasil. Segundo a denuncia, a irregularidade seria cometida por até 200 servidores que receberiam cerca de R$ 20 mil reais.

A tese é de que, com plantas em locais como Argentina, Austrália, EUA, e Canadá, a empresa JBS seria uma das poucas a não ser afetada pelo momento delicado experimentado pelo setor no Brasil, já que ela exporta via esses países. Na publicação Novacki também não descartou que a Europa use esse novo caso para pressionar e ameaçar com embargos. Bruxelas já indicou que, se o processo de verificação da carne brasileira não for modificado até o final do ano, pode tomar medidas fechando os mercados.

De acordo com o secretário, uma reforma será feita no processo de inspeção federal. "Mas não é tão fácil virar a página", disse. Hoje, os veterinários em uma planta são pagos pela empresa, mas respondem a um auditor fiscal do estado. Denúncias têm chegado diariamente. Nós estamos apurando e compartilhando com Ministério Público e Polícia. Mas até o momento, o problema está restrito à JBS, mas se a questão é crônica, vamos apurar com toda transparência e tomar as providências, garantiu o secretário.

1 comentário

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  • elias
    17 Jul 2017 às 15:52

    Como pode o fiscal ser pago por alguém que ele deve fiscalizar..so no Brasil mesmo

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