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Domingo, 23 de julho de 2017

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Novacki classifica ajuda de U$ 1 bi como "migalha" e defende vantagem comercial do Brasil no exterior

Da Redação - André Garcia Santana

13 Jul 2017 - 17:04

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Novacki classifica ajuda de U$ 1 bi como
Em evento internacional realizado na Suíça, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Eumar Novacki, classificou como “migalha”, a ajuda de U$ I bilhão enviada pela Noruega para o combate ao desmatamento no Brasil. O posicionamento reforça o discurso do ministro Blairo Maggi (PP), que, durante abertura do Fórum das Cadeias Produtivas, em Cuiabá, defendeu que o governo abrisse mão dos recursos já o que estes, segundo ele, não beneficiam a população.

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“Precisamos ter a coragem de chegar nos fóruns e dizer claramente que não podemos mais ficar cócoras nesse processo.. Se eu fosse o presidente ia dizer que não quero nada deles, afinal esses recursos que vieram pra cá, não viraram em nada. Se você achar um cidadão que mora na Floresta Amazônica ou em qualquer lugar da Amazônia Legal Brasileira que foi beneficiado com esse 1 bilhão, vai ganhar um prêmio. O Brasil se compromete e fica na dívida com países sem gerar nada para sua população”, disse Maggi.

O ministro se refere a um encontro de Michel Temer (PMDB) com representantes do país europeu, realizado há duas semanas, por causa do avanço do desmatamento na Amazônia. Na ocasião a Noruega anunciou que vai cortar os pagamentos ao Brasil em 2017 para o fundo que é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi considerado internamente como uma "deselegância" contra o Brasil.

Em Genebra Novacki aproveitou para questionar abertamente o comportamento de países estrangeiros contra a situação do meio ambiente no Brasil. Ali, levou o posicionamento do governo de pedir compensações da comunidade internacional por seu esforço na área ambiental. Uma das opções seria a de obter melhores condições de acesso para produtos exportados pelo País, como prêmio pela conservação. 

Blairo Já havia reforçado que os produtores esbarram em questões ambientais, trabalhistas e sociais que envolvem a agricultura e a Pecuária. Questões estas que também podem prejudicá-los no setor. É considerado ainda que o produtores mantêm 20% do território para área ambiental e que ninguém paga nada por isso, sendo ainda de responsabilidade dos investidores cuidar do seu perímetro, das invasões e do fogo. Diante disso, ele defende que o país obtenha uma vantagem comercial sobre os outros.

O ministro aponta que 66% do território nacional é preservados na forma original, tendo 9% ocupados pela agricultura, 20% pela pecuária e 13% para atividades indígenas. Distribuição não observada em outros países do mundo, segundo ele. “Somos obrigados a deixar 35% das nossas propriedades em Mato Grosso, no cerrado, e 80% das nossas áreas fechadas no bioma amazônico. Eu tenho tentado mostrar isso. O Brasil precisa ter um apoio, uma vantagem comercial em relação aos outros países que não respeitam essas questões, que não tem mais como fazer isso.”

Ao longo de sua fala deixou claro que respeita a legislação e que as ponderando apenas trazem argumentos para o pode ser feito para se ter acesso aos mercados. “O Brasil abre mão de muitos recursos ou de áreas que poderiam ser cultivadas em nome das questões ambientais. Não estou pregando nada contra, só estou fazendo uma constatação. O Brasil se compromete e fica na divida com outros países sem efetivamente gerar nada para os moradores destas regiões.” 

4 comentários

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  • Nelson
    14 Jul 2017 às 08:39

    Estratégia imbecil do ministério da agricultura. Em tempo de carne fraca que a comunidade internacional está cobrando mais rigor no controle sanitário da carne exportada, o cunhado do Blairo vem com esta conversa fiada. Eles estão achando que são Trump que muda discurso e não quer cumprir compromissos internacionais. Vão ferrar os exportadores. Agora vão ter que vender carne e soja mais barato pra Russia e China.O Blairo sentiu na carne o que é ter a pecha de motosserra de ouro. O ministro teve que mudar o discurso e trabalhar melhor os conceitos sobre meio ambiente para voltar a ter credibilidade no mercado exterior,

  • Horácio
    13 Jul 2017 às 21:19

    Parabéns secretário. Esse dinheiro só abastece ONGs sem trabalho nenhum. Um cabide de emprego de inaptos.

  • Roberio Gasquez
    13 Jul 2017 às 18:37

    Migalha..... bem parece, com uma SEMA MT que não tem agentes para combate a nada, IBAMA massa falida, esse 1 bi é só para torrar em campanha politica, tinha de cortar tudo, nós não fazemos a tarefa de casa, voce bem sabe Novaki.

  • Heins?
    13 Jul 2017 às 17:38

    Um bilhão de dólares, é isso? UM BI? Migalha?! Os caras mandavam essa grana toda para preservação ambiental, BRAIRO diz que "não virou nada", (culpa de quem?) e ainda cospe nesse prato? Tá sobrando dinheiro mesmo, né? Seu presidente Michel Temer já deu entrevista falando que "não há crise no Brasil". Pior é que tem cidadão que vota nessa gente!!

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