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Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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Bombeiros enfrentam tempo seco e têm dificuldades para conter chamas em parque; fogo se propaga pelo ar

Da Redação - André Garcia Santana

23 Ago 2017 - 10:14

Foto: Reprodução

Bombeiros enfrentam tempo seco e têm dificuldades para conter chamas em parque; fogo se propaga pelo ar
O incêndio que atinge o Parque Estadual do Araguaia teve avanço retardado pela ação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), mas continua a consumir parte da área. As condições atmosféricas favorecem a propagação das chamas que se espalham até pelo ar, por meio da movimentação de partículas incandescentes pela fumaça, que transpõe áreas úmidas e de mata densa. Os profissionais trabalham na região desde o sábado (19), quando fogo foi registrado.  

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, na terça-feira (22) a frente norte tinha chamas mais altas e muito calor na principal linha de defesa natural do setor e não foi possível interromper a progressão do incêndio. Essas condições forçaram as equipes a adequarem o planejamento para a construção de uma linha de defesa na frente sul do incêndio que ameaça maior parte do Parque (mais de 200 mil ha), outra linha foi construída para conter a frente que ameaça pouco mais de 10 mil hectares no setor norte do parque.

As equipes de resposta a emergências ambientais tiveram muito trabalho hoje para construção 13 km de linhas de defesa e contenção do fogo que evolui dentro do Parque. A tripulação da aeronave de combate a incêndio do corpo de bombeiros orientou os trabalhos em terra por meio aéreo e permaneceu de modo preventivo sobre as equipes evitando que as chamas alcancem as máquinas ou ultrapassassem os aceiros.

Contornado pelas linhas de defesa, no final do dia o incêndio oferecia baixo risco na frente sul, já a frente norte evoluía com velocidade para as linhas de defesa, onde equipes do Corpo de Bombeiros e da Ong Aliança da Terra aguardam para empregar o combate direto durante o período noturno. A expectativa é de que o voo de monitoramento traga boas notícias das equipes terrestres na manhã desta quarta-feira.

O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do CBMMT já estava na região por conta da operação Abafa Araguaia, que reúne as forças de segurança no combate aos crimes ambientais na região. Por conta da mobilização prévia, a resposta foi rápida e os militares do BEA, juntamente com a Brigada de Incêndio Florestal, começaram o combate.

As equipes são compostas por dois componentes da ONG Aliança da Terra, 10 bombeiros no combate terrestre. Um avião de combate a incêndios, 3 auto rápidos florestais, 1 Auto Tanque Combustível,  1 Auto Tanque e uma moto cross serão os meios empregados na operação. Estima-se que o incêndio no Parque Estadual do Araguaia já atingiu cerca de 12000 hectares. O acesso e progressão no terreno pelas equipes e o fato do incêndio ter se divido em duas frentes (norte e sul) são os complicadores para o time de combate.

As balsas do rio das mortes transportaram as equipes, viaturas o maquinário necessário para a operação. A dificuldade de comunicação na região está sendo sanada com a equipe do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM) que atua com sua experiência.

O Parque

O Parque Estadual do Araguaia se localiza no município de Novo Santo Antônio, entre os municípios de Ribeirão Cascalheira, Serra Nova Dourada e São Felix do Araguaia. Do outro lado do rio Araguaia fica o Estado de Tocantins. O parque está a 850 quilômetros de Cuiabá, contém uma vegetação de alagados, cerrado, floresta e compõe um mosaico de Unidades de Conservação para proteção do rio Araguaia e suas riquezas.

1 comentário

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  • Zé Guaporé
    23 Ago 2017 às 11:07

    SE os produtores rurais no entorno dos Parques Estaduais descuidarem e um fogo escapar queimando sua própria propriedade, com certeza será penalizado com multas milionárias pelos órgãos ambientais. E nos parques estaduais/nacionais que o fogo corre quase todos os anos, quem arcará com a degradação do ambiente? Apesar de terem pessoal e veículos para fiscalização e contenção de desastres ambientais, cujos proprietários rurais não têm!

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