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Terça-feira, 21 de novembro de 2017

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Taques finaliza missão na China e segue para COP 23 na Alemanha; MT quer recursos para reduzir desmatamento

Da Redação - André Garcia Santana

13 Nov 2017 - 15:02

Foto: Reprodução: Wolfgang Rattay / REUTERS

Taques finaliza missão na China e segue para COP 23 na Alemanha; MT quer recursos para reduzir desmatamento
Finalizada a programação de negócios na China, o governador Pedro Taques (PSDB), seguiu na manhã desta segunda-feira (13) para a cidade de Bonn, na Alemanha, onde participa da Conferência do Clima (COP 23), evento mundial sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU). Mato Grosso, segundo ele, é destaque positivo nesta edição do evento e deve receber recursos internacionais da ordem de £40 milhões para redução do desmatamento.

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A estratégia adotada pelo governo é batizada como PCI :Produzir, Conservar e Incluir , e foi apresentada na Conferência do Clima em Paris, em 2015. Por meio de publicação no Facebook, Taques disse que a medida já está dando resultados práticos. Na terça-feira (14) a comitiva mato-grossense segue para o Amazon Bonn Day, com a presença dos governadores e representantes dos Estados da Amazônia. Na ocasião, será assinado um contrato para o recebimento de recursos.

“Estamos na COP 23, na Alemanha, recebendo recursos para ações de combate ao desmatamento, apoio à agricultura familiar e à produção produtiva sustentável.E já estamos em busca de novos investimentos. Estive esta tarde em reunião no Ministério de Economia, Cooperação e Desenvolvimento Alemão, que abriga o banco estatal KfW, responsável pelo financiamento de projetos em Mato Grosso”, afirmou.

Reprodução - Facebook
Mesmo sob compromisso internacional de zerar o desmatamento ilegal, o Estado foi responsável por 20% de todo a devastação detectado na Amazônia no último ano, segundo análise do Instituto Centro de Vida, divulgada recentemente. Os dados, doInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que quase 90% dos mais de 1,3 mil km² de florestas desmatadas entre agosto de 2016 e julho de 2017 não tinham autorização do governo.

O evento começou na última segunda-feira (6), um ano após o Acordo de Paris entrar em vigor – e alguns meses depois de o presidente Donald Trump ter anunciado que vai tirar o país do tratado. O desafio é manter os espíritos em alta e fazer caminhar o manual que vai definir exatamente como esse esforço mundial de combate às mudanças climáticas vai funcionar.

Sob a presidência de Fiji, país-ilha que está na mira da elevação do nível do mar, esta conferência deve também ter um componente emocional forte para que os países comecem a se mover em direção a tornar mais ambiciosos seus compromissos de redução de gases de efeito estufa. Na última semana, centenas de manifestantes protestaram na cidade, pedindo por medidas mais claras e efetivas no combate ao desmatamento. 

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