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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

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​Primeira usina com painéis solares do Sesc é inaugurada em Mato Grosso para a redução do impacto ambiental

Da Redação - Vinicius Mendes

14 Nov 2017 - 09:16

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

​Primeira usina com painéis solares do Sesc é inaugurada em Mato Grosso para a redução do impacto ambiental
A primeira usina fotovoltaica do Serviço Social do Comércio (Sesc) no Brasil foi inaugurada nesta segunda-feira (13) no Hotel Sesc Porto Cercado, em Poconé (a 103 km de Cuiabá). Utilizando 1.260 painéis solares a usina será responsável por cerca de 60% do consumo de energia elétrica da unidade.

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De acordo com o responsável técnico pela construção da usina, o gerente de infraestrutura do Sesc Pantanal, Irineu Teódulo, o custo total das obras foi de R$ 5,1 milhões. Segundo ele a idéia é de que esta seja a primeira usina do Sesc, e que depois outras unidades também possam contar com o fornecimento por energia solar.

“A intenção é tentar gerar energia por meio de um recurso abundante, gerando também educação ambiental. Este é o principal motivo, mostrar para as pessoas que faz a diferença no dia a dia, porque nós temos um planeta só e a demanda por energia cada vez cresce mais”, disse Irineu.

O gerente afirmou que as obras no Pantanal tiveram alguma exigências diferentes e que Mato Grosso foi escolhido por se tratar de um pólo de educação ambiental. Ele contou que o planejamento é recuperar o investimento em até 25 anos.

“A construção no meio do pantanal teve uns requisitos mais exigentes. O primeiro foi respeitar o movimento das águas. Elas são predominantes e a gente não tem o direito de barrá-las e por isso a gente fez plataformas elevadas que permitisse que o fluxo de água não atrapalhasse a geração de energia”, contou.

O professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pelo desenvolvimento do projeto da usina, Jose Afonso Botura Porto Carrero, disse que se inspirou em desenhos indígenas na criação do projeto.

“A minha pesquisa é sobre habitação indígena, então a possibilidade de usar esta tecnologia solar com o desenho indígena, que é ancestral, da nossa raiz, foi muito boa. Esta mistura transmite um recado, de que a gente precisa prestar atenção naquilo que está mais perto, e que é possível que isso fique globalizado”, disse o professor.

Na inaugiração também estiveram presentes o presidente do conselho nacional do Sesc, o senhor Antônio Oliveira Santos, de 92 anos, e a supervisora do Sesc Pantanal, Christiane Caetano.

Para que a estrutura não enferruje, foi adquirido um aço especial, que veio de Luxemburgo, na Europa. O material é mais resistente à corrosão e ferrugem. Os 1.260 painéis juntos têm capacidade instalada de 327,6 kW/p e produção mensal de 39.639,6 kWh/mês, o suficiente para suprir a necessidade por energia elétrica de 60% do hotel.

As placas ocupam uma área de 3.600 m², evitando a emissão de 3,28 t de CO2 por mês, com energia equivalente a 3.146 litros de petróleo por mês. A energia será entregue diretamente na rede de distribuição pública e o valor referente à produção será deduzido nas contas de energia.

11 comentários

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  • Luiz
    15 Nov 2017 às 08:50

    O que deixou a obra neste valor, com certeza, foi o sistema de elevação das estruturas e a própria. Ficou interessante essa preocupação com as águas.

  • Prisco Lavasse
    14 Nov 2017 às 16:24

    Parabéns ao Sesc. Que essa bela idéia,seja copiada por outros empreendimentos. Mt tem sol em abundancia o ano inteiro.

  • Wilson Alexandre de Carvalho
    14 Nov 2017 às 13:47

    Este é o futuro no mundo. Energoa lompa e respeota o meio ambiente. Tambem condomonioa, casas, comerciantes deverão fazer a sua propria pequena usina de energia solar.

  • Luciano Konzen
    14 Nov 2017 às 11:10

    Se foram gastos R$5,1 milhões, alguém agiu com má fé ou com negligência. Um sistema deste tamanho a preços de hoje custa R$ 2 milhões.

  • Zé Mendes
    14 Nov 2017 às 10:39

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  • Zé Mendes
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  • Claudio de Oliveira
    14 Nov 2017 às 10:14

    Parabéns ao Sesc e ao Ireneu pelo excelente trabalho de vanguarda em um estado que tem potencial para se tornar o maior produtor de energia solar do Brasil.

  • mayara
    14 Nov 2017 às 10:08

    Esse sistema não mata as aves que se aproximam do sistema?

  • GUILHERME DE LAMONICA
    14 Nov 2017 às 09:54

    Parabéns pela iniciativa, que seja exemplo à ser seguido.

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