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Terça-feira, 13 de novembro de 2018

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Impacto ambiental nas baías de Siá Mariana e Chacororé é investigado

Da Redação - André Garcia Santana

03 Jan 2018 - 08:54

Foto: Reprodução/MPE

Impacto ambiental nas baías de Siá Mariana e Chacororé é investigado
A instalação de uma Pequena Central de Hidrelétrica (PCH) no rio Mutum é alvo de apuração do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá, foi instaurado no último mês um procedimento que determinará se a obra causará impactos ambientais nas baías de Siá Mariana e Chacororé.

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A PCH Mantovillis será instalada na região limítrofe entre os municípios de Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço. Sendo assim, a promotoria realizou uma reunião com os moradores da região, representantes tradicionais e representantes legais e comerciais da PCH Mantovillis.
                         
De acordo com o MPE, o órgão foi informado sobre a instalação da PCH por meio de uma moradora antiga da região, que está preocupada com as consequências do barramento das águas e da vazão com relação a Baía Siá Mariana, já que o Rio Mutum é seu único tributário.

Na reunião, os representantes da PCH Mantovillis esclareceram que haverá captação de parte das águas do Rio Curicaca, que deságua no Rio Mutum, e que após um processo de aproveitamento do seu potencial energético, elas serão devolvidas ao rio, sem nenhuma intercorrência. Foi ressaltado ainda, que não haverá nenhuma barreira que impeça a migração dos peixes, tampouco alteração do fluxo das águas.
 
O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, solicitou a expedição de ofício à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), requisitando o encaminhamento dos autos do procedimento de licenciamento ambiental da PCH Mantovillis, para a realização de inspeção.

“É cediço que usinas hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas sempre geram grandes impactos ambientais, com potencial para atingir bacias hidrográficas inteiras, e, no caso em tela, a instalação desse tipo de empreendimento, nas proximidades das baías de Siá Mariana e Chacororé, pode causar danos irreversíveis ao próprio Pantanal Mato-grossense”, disse. 

4 comentários

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  • Roberto Juliano
    03 Jan 2018 às 14:35

    Escândalo à toa. Essa PCH localiza-se a mais de 60km em linha reta das baías, em cima da serra, num trecho super encachoeirado, barreira natural para a subida dos peixes. O lago é minúsculo, só serve para desviar parte da água para as turbinas, pois só terá 300 metros quadrados, o que corresponde a menos de um terço de uma piscina olímpica não tem capacidade nenhuma de interferir no fluxo da água.

  • Nelson
    03 Jan 2018 às 10:27

    Duvido que fizeram estudos sobre a serie histórica da vazão do Curicaca e do Mutum, Na PCH que tem no Caeté proximo da agrovila das Palmeiras já estão querendo pegar água do ribeirão do Glória e do Cuiabazinho porque falta água para a PCH. Várias PCHs de MT tem esse problema , os empreendimentos seguram água para gerar energia comprometendo as comunidades rio abaixo e o ecosssistema. Quem licencia não leva em consideração que as alterações a montante nas cabeceiras estão diminuido o volume de água. Virou tudo lavoura no planalto e não tem recarga dos aquiferos e lençóis freáticos. A água escorre superficialmente direto pro leito dos córregos, riachos e rios. Enche rápido e seca rapido. Em Campo Novo dos Parecis tem cachoeiras que não tem água na estação seca por causa de barramentos e PCHs.

  • Juca
    03 Jan 2018 às 09:51

    Interessante que quanto as casas construídas às margens das lagoas, ninguém reclama, né?

  • Rubem Mauro
    03 Jan 2018 às 09:41

    Como profissional da área, pantaneiro e ambientalista, que o complexo das Baías não sofrerão impactos advindos desse emopreendimento.

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