Olhar Agro & Negócios

Sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Notícias / Agricultura

Comissão de Agricultura aprova projeto de Cidinho sobre isenção do PIS/Cofins para o milho

Da Redação - Thaís Fávaro

04 Dez 2018 - 14:48

Foto: Assessoria

Comissão de Agricultura aprova projeto de Cidinho sobre isenção do PIS/Cofins para o milho
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA) aprovou na manhã desta terça-feira (4), a isenção da contribuição para o Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) para o milho em grão e seus derivados. O Projeto de Lei 117/2018, é de autoria do senador Cidinho Santos (PR/MT) e dá ao milho um tratamento igualitário com a soja, já que ambos contribuem de forma equivalente na geração de empregos.

Leia mais
Prefeitura de Cuiabá investe em monitoramento para atender demandas da Agricultura Familiar

Além de serem usados na produção de alimentos para consumo humano (óleos) e para o consumo animal (farelo para ração), os dois grãos ainda são utilizados para a produção de biocombustíveis e o barateamento da produção pode significar a expansão do mercado de energia limpa.

"O Brasil é um dos maiores produtores de grãos no mundo e essa é uma cadeia importante na nossa balança comercial. O nosso objetivo é criar um cenário favorável para que a produção de milho continue a crescer", justificou o senador Cidinho.

O senador Wellington Fagundes (PR/MT), relator da matéria, acatou duas emendas da senadora Lúcia Vânia (PSB/GO) que incluem os derivados do milho, como o farelo de germe de milho e farináceos, na desoneração.

Em média, o Brasil produz 85 milhões de toneladas de soja e 77 milhões de toneladas de milho por ano. A matéria segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para decisão terminativa.

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Davi
    04 Dez 2018 às 17:04

    Os EUA têm aproximadamente 300 bilhões para investir no Brasil, o que aliado a uma mudança na política interna poderá representar um processo tardio de industrialização do Brasil. Ainda hoje em decorrência do lobby do agronegócio a exportação de commodities agrícolas é desonerada, com isso a matéria-prima não fica no Brasil. É preciso retirar essas isenções fiscais e priorizar a manufatura/ industrialização de produtos para agregação de valor (venda do produto já industrializado) e ao mesmo tempo geração de emprego e renda para a população. Neste contexto as parcerias internacionais irão se alterar naturalmente porque a China sempre pretendeu usar o Brasil como um fornecedor de materiais-primas para a sua indústria. Neste esteio, não podemos restringir a análise geo-política somente na situação estabelecida (Brasil exportador de commodities agrícolas) e sim, num novo contexto em que o Brasil pode se aproveitar da necessidade estadunidense de solução da questão da Venezuela/Cuba para equilibrar suas relações externas e ao mesmo tempo avançar, criar uma indústria forte e alterar suas parcerias priorizando países livres. Mas para se ter esse avanço é preciso vencer o desejo de lobistas e financiadores de campanha.

  • joaoderondonopolis
    04 Dez 2018 às 16:01

    Porque não a isenção do Pis e do Confins da energia elétrica? Senador do Agro, puxou brasa para sua sardinha.