Olhar Agro & Negócios

Quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Notícias / Agronegócio

Produtores de algodão alegam falta de diálogo e são contra reativação do Fethab 2

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

08 Jan 2019 - 12:01

Foto: Assessoria

Produtores de algodão alegam falta de diálogo e são contra reativação do Fethab 2
O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel se posicionou contra a reativação do Fethab 2, pretendida pelo Governo do Estado. De acordo com o presidente, o governador Mauro Mendes (DEM) em momento algum convidou o setor para discutir uma nova contribuição do agronegócio.

Leia também
Puxados pelo agronegócio, só MT e mais cinco estados devem superar pior recessão da história


"Ficamos sabendo dessa nova proposta pela imprensa e não é justo com o setor que está sendo eficiente e contribui tanto com o Estado. Não procuraram e não tiveram diálogo com o setor para saber se a gente é capaz de contribuir, se pode contribuir e de que forma. Os produtores de algodão são contra o Fethab 2 ou qualquer aumento de tributação no nosso setor", confirmou Schenkel.

Nesta terça-feira (8), está prevista a ida do governador Mauro Mendes (DEM) à Assembleia Legislativa para entregar uma série de projetos, incluindo o do Fethab 2, com o objetivo de "reforçar" o caixa do Estado.

Os produtores de algodão ressaltam, no entanto, que os custos em cima da lavoura já são altos e que é preciso o Governo do Estado e a classe política conhecer os números do setor. Apenas com custos de produção, estima-se que chega a R$ 8,5 bilhões por ano.

"Os produtores fazem planejamento com um ano, um ano e meio de antecedência, tendo compromisso com fornecedores e clientes antes de colher. Já estamos apertados na questão de planejamento dos gastos, não temos mais receita para novos tributos", alertou o presidente da Ampa.
Sobre as declarações do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, em relação a um possível Fethab 2 permanente, Alexandre Schenkel avaliou que o gestor pode desconhecer a realidade do setor produtivo, justificando que não há possibilidade de ajudar integralmente todos os anos sem saber como está e estará a realidade financeira do setor.

"No setor do agro, 85% da área de algodão do Estado vem em segunda safra, que seria uma safra posterior ao plantio de soja. Somos produtores de soja, milho e algodão e temos uma dependência muito grande do clima e do mercado externo, sendo variável a cada ano. Imagine um ano onde teremos uma produção baixa por conta do clima, de intempéries e por conta disso, fisicamente, não conseguimos produzir um volume grande. Ao mesmo tempo, temos preços muito baixos, e isso inclusive já aconteceu anteriormente, em lavouras de algodão e milho, em que tivemos que pagar para produzir", concluiu.

6 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Gustavo
    14 Jan 2019 às 08:48

    Exato Chico Bento, os mimimis a favor de mais imposto vem dos que não produzem nada no estado e apenas querem sugar... Não matem o agronegócio por favor!

  • analista ambiental
    11 Jan 2019 às 20:31

    essa turma tá chiando com barriga de obeso, imagina se o governo do estado for cobrar o pagamento pelo passivo ambiental gerado nestas décadas de ocupação? quantos rios foram soterrados? quanta fumaça foi inalada? quantos toneladas de agrotóxicos contaminaram nosso aquifero subterrâneo? quantas pessoas tiveram sua saúde comprometida com a inalação dos agrotóxicos? quantas espécies da fauna foram mortas e até extintas com o impacto causado pelo desmatamento para plantar capim? e for destalhar sobre os reflexos causados pelo desmatamento de milhares de hectares de florestas nos últimos 30 anos que alteraram o microclima regional e até nacional? francamente senhores da degradação ambiental aceitem o que o governador mauro está propondo, tá de graça, porque se ele for cobrar a conta completa ai voces vão sentir um sacode bem forte nos seus lucros. que tal fazerem uma análise custo x beneficio do lucro econômico versus externalidades negativas causadas com a atividade agropecuária? que tal fazer um desconto sobre as consequencias do custo do desmatamento em relação ao lucro que obtiveram nesses anos todos? vai por mim, aceitem a proposta do governador, vai doer menos!!!!!!!!

  • Rubens
    10 Jan 2019 às 08:14

    Produtores de Algodão tem um incentivo fiscal absurdo que tem que acabar imediatamente para o bem de mato grosso, eles só pagam 3% de icms nas vendas interestaduais. Enquanto todos os outros setores e produtos pagam 12 eles pagam 3%. Se eles tem 3 safras por ano então o lucro é em triplo, pq o pequeno só consegue produzir uma vez ao ano. Coitadinhos, se forem taxados não terão mais lucros de de 1.000.000,00 por hectare ano, terão somente 900.000,00 hec ano. ocorre que a maioria tem mais de 10.000 hectare, alguns com mais de 50 propriedades somando 100.000 hectares. Deve contribuir sim, vocês não vivem em um estado alienígena ao nosso, vocês vivem em Mato grosso, e como tal deve contribuir como toda a sociedade!

  • Fernandes
    09 Jan 2019 às 16:54

    É contra a reativação do FETHAB 2? Meu amigo Alexandre Schenkel, segue meu conselho, candidata-se ao governo do Estado primeiramente.

  • joao
    08 Jan 2019 às 14:07

    Só chorão... 99% dos produtores tem avião particular, caros importados, moram em casas confortaveis, viajam com a familia a lazer e não querem retribuir o Estado onde ficaram todos ricos... e os funcionarios publicos sem receber em dia sem o 13º, a população sem hospitis sem remédios..... Faço uma sugestão ao Goverandro Mauro Mendes que convide os 30 maiores produtores do estado a conhecerem os hospitais publicos de Cuiabá e Várzea Grande... Eles vivem em um mundo de ficção onde não tem nenhuma noção da realidade da vida de um cidadão comum... TEM QUE TAXAR SIM... SE NÃO DEREM CONTA VENDEM AS FAZENDAS E MUEDEM PARA A PRAIA...

  • Chico Bento
    08 Jan 2019 às 12:28

    Querem arrecadar mais somente para pagar RGA para servidores que nada produzem? Por que obras que é bom não há nada no estado.

Sitevip Internet