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Notícias / Economia

Grande Cuiabá tem salto de 280% em lançamento de imóveis e é 5º lugar em vendas no país, aponta pesquisa

Da Redação - André Garcia Santana

Com aumento de 280% no volume de lançamentos imobiliários, Cuiabá se destaca no cenário nacional como uma das cidades com melhor índice de recuperação, em comparação aos números registrados em 2016. Em termos proporcionais, tanto em vendas quanto em lançamentos, a cidade se destaca nacionalmente, ocupando 3º e 5º lugares respectivamente. A porcentagem foi divulgada nesta terça-feira (12), pela consultoria curitibana Brain, contratada pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil para realizar o levantamento do mercado na Capital e em Várzea Grande.

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“Em termos absolutos a cidade está fora do ranking das 10 mais do Brasil, isso não significa que o mercado local não está bom. Significa apenas que a cidade não é uma das 10 maiores do Brasil. Então quando a gente compara proporcionalmente ao que era a realidade de 2016, é um número muito positivo”, avalia o representante da Brain, Fábio Tadeu Araújo.

A porcentagem vertiginosa de crescimento, contudo, não deve ser atribuída exclusivamente ao sucesso do setor em 2017. De acordo com Fábio, é preciso considerar que 2016 foi muito ruim, tendo sido registrados apenas 700 lançamentos. “Embora esteja abaixo de seu patamar histórico, de 2500 unidades, a região deve fechar o ano com um número satisfatório de lançamentos, ficando na faixa de 1200/1400”, diz o consultor.

A estimativa corresponde a quase o dobro da marca de 2016, que foi encerrado com apenas 700 registros de lançamentos. A pesquisa, que leva em consideração os primeiros nove meses de cada ano, mostra ainda que as vendas continuam em patamar médio de 150 unidades por mês, somando Várzea Grande e Cuiabá. Isso significa 450 unidades vendidas por semestre o que deve representar um total de vendas de 1800 até o fim de dezembro.

Para 2018 as projeções são positivas: se as construtoras vendem mais unidades do que lançam, a oferta disponível diminui. Isso significa que a tendência é que o volume de lançamentos seja maior que agora, uma vez que, à medida que a oferta diminui, começa a faltar imóveis novos para o público final. “Devemos terminar o ano com redução de 600 imóveis disponíveis”, explicou ao Olhar Direto.

A recuperação é atribuída pelo presidente da Comissão da Indústria Imobiliária, Paulo Bresser, à uma maior segurança nas transações. “As pessoas hoje começam a pensar em imóvel novamente e isso ocorre por um aumento na segurança de emprego, segurança em manter negócio. O consumidor, para comprar um imóvel, precisa sentir essa segurança na renda”, avalia.

Aliado a estes fatores, é necessário considerar ainda o crescimento nos financiamentos, que apresentaram uma queda brusca em relação à 2011, 2012 e 2013, despencando nos anos seguintes para liberações até 50% menores das disponibilizadas anteriormente. “Também não teremos problema de recurso com a caderneta de poupança, que é o maior financiador de imóveis no Brasil. O FGTS e a Caixa também tem atuado para não faltar investimento e movimentar o setor.”

Outro facilitador mencionado é a redução de juros e a quantidade de oferta maior de financiamentos. “A tendência é de uma melhora ainda maior para 2018. A oferta de empregos também será maior por conta da retomada de obras como o minha casa minha vida, obras públicas e a finalização de obras em andamento e lançamentos. Não é o nosso pico, mas as previsões são bastante positivas”, diz Julio.
 
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