Olhar Conceito

Segunda-feira, 25 de setembro de 2017

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Raul Fortes, novo articulista do Olhar Conceito, fala sobre o carnaval

Autor: Raul Fortes

02 Fev 2017 - 16:54

Neto Gabiru

A partir desta quinta-feira (2), o Olhar Conceito ganha mais um articulista: o músico-educador Raul Fortes. Ele também é regente, cantor e percussionista e integrante dos grupos "O samba, a bossa e as novas', 'Camerata Jazz', 'Mesa pra 6', 'Quinteto Camerata' e 'Orquestra de rua'. 

Seus artigos serão publicados sempre na primeira quinta-feira do mês, e vão tratar de arte, música, história... e outras coisas também. Sua primeira contribuição fala sobre o carnaval.

Das dionísias gregas ao boi à serra cuiabano

Conta-nos o passado que nas terras romanas, gregas e egípcias, o povo já se divertia ao festejar o solo fértil e a farta colheita. Carrum navalis ou em nossa língua pátria, carros navais, compunham o cenário da abertura das festividades em honra aos deuses. De Osiris por conta do Nilo, passando pelo Momo, deus da zombaria, até chegar nos copos fartos de vinho em honra ao deus Dionísio, o culto aos deuses não se esquecia também de Saturno, Baco e Júpiter.

Mas o que chamaria mais atenção nos contos do passado é a figura de um soldado, que por ser considerado belo, seria entronado como o anfitrião da festa. Seria o Rei Momo a gozar de todo os privilégios de uma realeza que ao final da festa teria um trágico fim: seu sacrifício no altar de Saturno. O tempo transformaria os termos de escolha de um Momo e a beleza perderia seu status para algo que mais representasse as colheitas fartas: a obesidade como imagem da fartura e das extravagâncias. Da França do século XIX nos vem a criação dos confetes e serpentinas.

Da Veneza italiana e seus bailes de mascarados, advêm as máscaras que naquele tempo permitiria aos nobres se misturarem com o povo. Aliás, por causa delas o Romeu de Shakespeare conseguiu adentrar numa festa e assim cair de amores por sua Julieta...

De volta ao motivo das minhas palavras, outra versão paira sobre a origem da palavra CARNAVAL: se os carros navais carregavam homens e mulheres nus, outros pesquisadores atribuem à festividade o termo latino Carnem Levare, ou ficar livre da carne, posto que após a festa a liberdade seria restrita pela Quaresma, onde por 40 dias os cristãos teriam que se abster do consumo de carne.

Em terras brasileiras no século XVII, o carnaval português chamado Entrudo teria seu terreno propício com as brincadeiras feitas com água. Daí, limões, laranjas, lama, farinha e ovos seriam as munições do folguedo popular carnavalesco. Como momento único de poder viver fantasias, teríamos também homens vestidos com roupas femininas. Óh abre alas de Chiquinha Gonzaga inaugura o período das marchinhas para se dançar e ao que se sabe, devemos os blocos ao ato de um sapateiro solitário que saiu pelas ruas do Rio do século XIX a tocar um bumbo.

O Sr. José Nogueira Azevedo mal sabia que uma multidão se somaria ao seu lado para estabelecer de vez o período dos blocos de carnaval. Todo este cadinho cultural chegaria às terras pantaneiras. Embalados pelo ganzá, por mochos e violas de cocho, a figura de um boi sai pelas ruas a correr atrás do povo que assiste a brincadeira passar.

Para a tristeza de muitos, as belezas do nosso carnaval se vê aos poucos substituída por costumes de outras bandas, letras e adereços em geral. É o chamado “progresso” que bate às portas do Rio Cuiabá, emudecendo as cantorias de Cururus e siriris com modelos de outros Rios. Mas isto é outra história que não nos cabe aqui lamentar. Um viva a todos que nessa época ajudam a empurrar a “Cristaleira” como dizia uma marchinha composta e cantada em nossa tradição cuiabana.

7 comentários

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  • negaprogrerss
    16 Mar 2017 às 13:59

    Esse Raul Fortes é um fanfarrão

  • LEITOR
    15 Mar 2017 às 15:11

    TEXTO BONITO, BEM ARTICULADO, PORÉM SEM UMA JUNÇÃO ENTRE OS PARÁGRAFOS, TEXTO CONFUSO, COM IDEIAS SOLTAS, VULGO SEM PÉ NEM CABEÇA, COMEÇA CONTANTO UMA HISTÓRIA, CORTA-SE ESSA HISTÓRIA SEM FIM E INICIA-SE UMA OUTRA. O TÍTULO NOS ADUZ QUE SERÁ FALADO O SURGIMENTO. O NASCER OU ATÉ MESMO UM POUCO MAIS SOBRE A CULTURA METROPOLITANA DE CUIABÁ, MANTIDA AINDA POR CIDADES COMO SANTO ANTONIO DE LEVERGER E BARÃO DE MELGAÇO. SENTE-SE QUE O AUTOR, HORA EU LIRICO SABE SOBRE AS NOITADAS DE BOIS A SERRA E OS BATUQUES CARNAVALESCOS CONDUZIDOS TAMBEM POR RASQUEADOS, SIRIRIS E CURURUS, SINTO QUE QUIS MOSTRAR MAIS A BELEZA DE UM TEXTO BEM ESCRITO QUE UM TEXTO COESO E COERENTE. AO AMIGO AUTOR DEIXO O RECADO DE QUE A MÉTRICA É IMPORTANTE, A ESTÉTICA É IMPORTANTE , PORÉM DIFERENTE DO PARNASIANISMO VIVEMOS ERA DE BOAS NOVAS DADAS SEM ENROLAÇÃO, OU , SE, COM ENROLAÇÃO BONITO E COM LIGAÇÕES ENTENDÍVEIS.

  • Paulo Barth
    10 Mar 2017 às 17:41

    Adorei a densidade cultural do texto, mostra valiosa formação, essa nas sombras das arvores do IEL! Muitos pelo estado atual da educação no Brasil, não teram capacidade mental para absolver algumas informações, conseguiu resumir bem a história do carnaval e fechar com o regional. Adorei a sua Coluna ... abraço

  • Amiguinho do CSG
    06 Fev 2017 às 13:59

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  • aluno do csg
    03 Fev 2017 às 18:17

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  • SERVIDOR
    03 Fev 2017 às 13:52

    texto confuso ...publique para que o autor tenha conhecimento

  • servidor publico
    02 Fev 2017 às 17:32

    texto confuso...escreva mais voltado para o povo meu amigo.linguajar mais simples..este site é povão

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