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Domingo, 22 de outubro de 2017

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Somos todos corajosos?

Autor: Isolda Risso

08 Jun 2017 - 11:09

A palavra coragem de forma subliminar nos  convida a relembrar as cenas de bravura tão bem retratadas nos filmes de ação.
 
O herói sempre forte e destemido se lança corajosamente sobre o inimigo.
 
Com muita facilidade encontramos a coragem sendo vista e conceituada como uma arrogância ardilosa, determinação astuta ou agressividade.
 
Mas será isso mesmo?
 
Pelo sim , pelo não, nada melhor que voltar as origens.
 
Etimologicamente, a palavra coragem vem da raiz latina cor, cordis, que significa coração.
 
Ora vejam,  se a palavra se origina do centro da alma, da inteligência e da sensibilidade, é de se pensar que as atitudes que normalmente são vistas como corajosas, não me parece estarem em harmonia com a essência  da palavra.
 
Sendo assim, arrisco dizer que ser corajoso significa agir empregando um potencial que todos que estão vivos possuem;  a voz do coração.
 
A vida é composta por escolhas, frequentemente somos impelidos a tomar decisões diante de  cenários nada favoráveis, nebulosos e incertos.
Outras vezes, as pessoas que estão a nossa volta se manifestam tão contrarias ao que acreditamos ser o melhor caminho, que só com uma boa dose de coragem para seguirmos sozinhos.
 
Também passamos por momentos de tamanha solidão, sem uma viva alma para nos direcionar que se não tivermos coragem para avançar por nós mesmos, não saímos do lugar.
 
É necessário coragem para assumir as consequências das nossas ações e desacertos.
 
Só a coragem para suportar a vontade de retrucar ou devolver uma ofensa recebida, de responder na mesma moeda.
 
É necessário coragem para sentir e fazer as coisas que acreditamos ser melhor para nós, só a coragem para vencermos o medo da rejeição, da discriminação.
 
É preciso  coragem para dizer não e assim impedir que passemos uma vida sendo explorados.
 
Em um mundo tão violento, com diferenças tão discrepantes, mantermos um pensamento positivo, buscando sempre ver o lado bom da coisa, acreditando que haverá uma solução benéfica, só sendo muito corajoso.
 
A pessoa realmente corajosa sabe que viver é correr riscos, é enfrentar o desconhecido.
Somos convidados cotidianamente a cometer pequenos e grandes deslizes e em uma sociedade que ser honesto é ser  imbecil, que a ética é desconhecida pela maioria do povo, só os corajosos se mantem firmes nos seus valores.
 
Ser honesto em meio a um grande número de corruptos não é para os fracos.
 
Não são poucos os “corajosos “ que pregam a honra a lisura e os bons costumes, mas não sustentam o que andam a pregoar quando algum de seus interesses esta em jogo. É... realmente haja coragem para manter-se digno diante das adversidades.
 
Não dá para ser autêntico sem coragem, ser original sem ser corajoso e não podemos amar se não corrermos riscos.
 
A ciência, a tecnologia, não existiria se não existisse homens e mulheres destemidas.
 
Desde que o mundo é mundo, os homens conquistaram territórios tendo a guerra como meio, milhares e milhares de inocentes padeceram para alguns poucos desfrutarem de fartura, viver na opulência, fazendo dos desfavorecidos seus escravos.
 
E foi um homem de aparência frágil que mostrou ao mundo que a verdadeira conquista é obtida por intermédio da paz.
Impossível olhar para Gandhi e não reconhecer a sua imensa coragem.
 
Quer coragem maior que passar por uma doença sem se lamentar, sem se revoltar ?
 
Quer coragem maior que sobreviver a perda de um filho ? Só revestidos de muita valentia para seguir a vida sem perder a sanidade.
 
Só sendo valente para não cometer uma atitude ilegal ao ouvir de um filho que esta com fome e nada ter para oferecer.
 
Em um mundo que a cultura de rebanho predomina, só com muita  coragem  assumimos quem somos, como pensamos, como gostamos de viver,  independente de sermos aprovados ou não pela maioria.
 
Um abraço

*Isolda Risso é Personal & Professional Coaching Executive, Xtreme Life Coaching, Neurociência no Processo de Coaching, Programação Neurolinguística (PNL) pedagoga por formação, cronista, retratista do cotidiano, empresária, Idealizadora do Café Com Afeto, mãe, aprendiz da vida, viajante no tempo, um Ser em permanente evolução. Uma de suas fontes prediletas é a Arte. Desde muito cedo Isolda busca nos livros e na Filosofia um meio de entender a si, como forma de poder sentir-se mais à vontade na própria pele. Ela acredita que o Ser humano traz amarras milenares nas células e só por meio do conhecimento, iniciando pelo autoconhecimento

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