Olhar Conceito

Segunda-feira, 21 de maio de 2018

Notícias / Chef Paulo Vitor

Chef Paulo Vitor fala sobre a 'Westvleteren 12', melhor cerveja do mundo produzida por monges belgas

Chef Paulo Vitor

02 Fev 2017 - 14:15

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Chef Paulo Vitor fala sobre a 'Westvleteren 12', melhor cerveja do mundo produzida por monges belgas
Olá amigos!

Na coluna de hoje vou conversar com vocês sobre as cervejas trapistas, ou seja, produzidas sob a supervisão dos monges da Ordem Trapista, uma congregação religiosa ligada à Igreja Católica. Elas são bebidas raras e, por este motivo, existe a seu redor uma ‘áurea’ especial.

Uma delas é considerada por muitos cervejeiros, e também por alguns concursos, a ‘melhor cerveja do mundo’: a Westvleteren 12, uma Belgian Dark Strong Ale. Produzida desde 1940, essa cerveja só é vendida na Abadia de Westveleren, na Bélgica, e não tem nem mesmo um rótulo.


Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Isto acontece porque as cervejas trapistas são fabricadas e vendidas para angariar fundos para manutenção do monastério, e todo e qualquer lucro deve ser doado à caridade. Desta forma, são produzidas em pouca quantidade e não têm grande interesse comercial.

Dos 171 mosteiros trapistas existentes no mundo, apenas onze são autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade, garantindo a origem monástica de sua produção. Para garantir essa unicidade, em 1997 foi fundada a “Associação Internacional Trapista” (International Trappist Association) e, assim, empresas comerciais foram impedidas de usar o nome trapista. A associação - privada - criou um logotipo que é atribuído aos produtos que respeitem critérios de produção precisos.


Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

São esses critérios:

- Ser fabricada dentro dos muros de um mosteiro trapista, pelos próprios monges ou sob sua supervisão

- A cervejaria deve ter importância secundária dentro do mosteiro, e deve seguir práticas de negócios adequadas para o modo de vida monástico

- A cervejaria não deve visar o lucro, visto que todo dinheiro deve ser usado para manutenção do monastério e para caridade

Por ter tantas restrições, as cervejas trapistas são feitas em número restrito. A Westvleteren 12 (10,2% de álcool), por exemplo, não é vendida oficialmente no Brasil. A mesma abadia, na Bélgida, também produz a Westvleteren 8 (com 8% de álcool) e a Westvleteren Blonde (com 5,8% de álcool).

Confira um vídeo do ‘Mestre Cervejeiro’, em que ele prova uma das poucas Westvleteren 12 do mundo:



Por hoje é só! Até a semana que vem com mais “bastidores e cultura gastronômica”!

*Paulo Vitor é Chef de cozinha e proprietário do Restaurante Dom Sebastião.

5 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Conceito. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Conceito poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • O Vigilante
    03 Fev 2017 às 11:26

    Essas cervejas "padrão" vendidas no país são um lixo... Crystal, Skol, Brahma, Itaipava e outras não passam de "laxantes" em frente às cervejas de verdade!

  • Pastor
    03 Fev 2017 às 11:04

    Itaipava e outras cervejas nacionais são apenas arremedo de cerveja perto das verdadeiras cervejas belgas e alemãs. Essa eu não conhecia, mas as que chegam um pouco mais próximas do sabor são as boas "puro malte".

  • Cervejeiro
    03 Fev 2017 às 10:21

    Itaipava? Vocês não conhecem o que é cerveja...

  • porto
    02 Fev 2017 às 18:15

    Prefiro a minha Itaipava

  • DITO DO ENGORDADOR
    02 Fev 2017 às 17:55

    Prefiro uma Itaipava... bem geladaaaaaa

Redes Sociais

Sitevip Internet