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Sábado, 25 de novembro de 2017

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Filme sobre a relação dos albinos com o sol de Cuiabá é vencedor de Mostra Sesc de Cinema

Da Redação - Isabela Mercuri

17 Jul 2017 - 17:08

Foto: Reprodução / Ilustração

Filme sobre a relação dos albinos com o sol de Cuiabá é vencedor de Mostra Sesc de Cinema
O curta-metragem “Filhos da Lua na Terra do Sol”, de Danielle Bertolini, foi o vencedor de Mato Grosso na Mostra Sesc de Cinema na última semana. O documentário trata a relação entre as pessoas albinas e o sol de Cuiabá.

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O anúncio dos vencedores das mostras regionais foi feito no último dia 13 de julho, quinta-feira, em uma cerimônia realizada no Cine Odeon, na cidade do Rio de Janeiro. Ao todo, 34 filmes foram premiados com o licenciamento para exibição pelo Sesc em suas unidades no Brasil e que compõem a primeira edição da Mostra Sesc de Cinema (2016/2017).
 
Danielle concorreu com outros filmes como: “Hirigaray na cidade das artes”, de João Manteufel, “Três tipos de medo”, de Bruno Bini, “Meu Rio Vermelho”, de Rafael Irineu, e outros.
 
De acordo com a assessoria do Sesc, no total foram 1.250 filmes inscritos na mostra e 957 habilitados a participar do concurso. Destes, 640 vieram das capitais e 317 do interior.
 
Além disso, dos 957 filmes, 467 compuseram o programa das mostras estaduais, sendo 424 curta metragens (174 documentários e 250 ficções) e 43 longa metragens (35 documentários e 8 ficções) concorrendo à indicação para seguir no concurso. Cento e vinte e um filmes foram premiados nas mostras estaduais, com licenciamento para exibição no âmbito de seus estados de origem.
 
As inscrições para a Mostra Sesc de Cinema 2017/2018 começam no próximo dia 1º de agosto e seguem até o dia 1º de outubro de 2017. O edital já pode ser acessado AQUI. Mais informações AQUI.

1 comentário

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  • Bruno Alexandre
    16 Set 2017 às 21:10

    Sou albino, tenho 25 anos achei fenomenal a iniciativa da cineasta Daniele Bertolini em abordar o tema. Em um tempo em que tantas classes, categorias e principalmente gêneros sexuais, “brigam” por seus supostos direitos, os “filhos da lua ” desfalecem diante da indiferença da sociedade engessada pelo poder público, que desconhecem nossa existência, não sabem quem somos, quanto mais se necessitamos de algo. Fazendo uso das palavras do Professor Roberto Biscaro que também é albino que disse: “A gente sabe quantas geladeiras têm no Brasil, quantas pessoas assinam TV a cabo, mas não sabemos quantos albinos existem, porque nós não constamos no Censo. Somos praticamente invisíveis”, vivemos sem a sensação de proteção e amparo que o estado deveria oferecer a qualquer cidadão nascido neste nação. Interessante, mesmo que tarde para alguns, ou cedo para outros albinos que provavelmente irão nascer , a proposta da Daniele é louvável e merece todo reconhecimento e pênios por sua iniciativa, porém me sinto dividido entre o alívio da informação sendo levada a uma sociedade ignorante como a brasileira, e a tristeza por ver o quanto estamos distantes de viver em um país igualitário e justo para todos

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