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Sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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Gestantes podem optar por diferentes tipos de analgesia para diminuir dor do parto normal

Da Redação - Isabela Mercuri

08 Ago 2017 - 14:10

Foto: Divulgação

Suíte 'PPP' no Hospital Santa Rosa

Suíte 'PPP' no Hospital Santa Rosa

Nos filmes, livros e na televisão, é comum ver cenas em que o parto normal é retratado como um momento de muita dor, e esta ideia pode contribuir para os altos índices de cesáreas desnecessárias que as mulheres fazem no Brasil. No entanto, o que poucos sabem é que existem formas de diminuir o sofrimento: a chamada ‘analgesia’.

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De acordo com o médico anestesiologista Cássio Henrique Arruda Régis, gestor da equipe de anestesia do Hospital Santa Rosa, a analgesia é menos complexa que a anestesia, e não impede os movimentos ou a capacidade de sentir o nascimento.
 
“No trabalho de parto, há progressivas contrações do útero e dilatações do colo uterino, o que faz com que a intensidade da dor aumente e diminua constantemente. Apesar de ser decorrente de um processo fisiológico, hoje – em pleno século 21 – existem formas de lidar com ela para que o desconforto físico não se transforme em sofrimento psíquico. Aliás, a tranquilidade da mulher é primordial na hora do parto”, esclarece o médico.
 
Vale a pena lembrar que escolher a analgesia ou não é uma decisão da mãe, já que a dor é diferente para cada pessoa. O analgesista explica que, no entanto, quanto mais relaxada a mulher estiver, menos dor ela vai sentir.
 
"Toda mulher pode e tem o direito de dar a luz de forma natural, tranquila e sem sofrimento. Durante o trabalho de parto, a mulher tem um bebê querendo sair. Ou seja, ela precisa relaxar a musculatura para a passagem. Mas, com dor, o cérebro a manda contrair. Fica uma guerra interna. Com a analgesia, o benefício é fantástico – a mulher relaxa, o que facilita o trabalho de parto e a relação positiva entre a mãe e bebê”, pondera.
 
A mulher pode escolher entre três tipos de analgesia: a raquianestesia (a famosa “ráqui”), a peridural, ou o duplo bloqueio com cateter, considerado o ‘padrão ouro’ na área. “O objetivo desses, bem como de outros métodos [farmacológicos ou não] que facilitam a chegada do bebê ao mundo e reduzem a dor física, é tornar o parto menos traumático para a mãe e para a criança. No caso da analgesia, a mulher continua em trabalho de parto, sente o nascimento, vê a criança nascer de forma consciente, mas sem dor e sem perder a força muscular. Normalmente, é aplicada quando solicitada pela mulher, já que a dor é algo pessoal – cada um tem a sua”, ressalta Cássio.
 
Peridural – Analgesia aplicada aos poucos por um cateter fino que fica nas costas, conforme a parturiente sente necessidade, e que faze efeito em cerca de 15/20 minutos. 
 
Raquianestesia –
Utiliza-se volume menor de anestésico, com efeito quase imediato e duração mais curta.
 
Duplo bloqueio com cateter - Mistura da analgesia peridural com a raquianestesia. Por meio dele, a mulher conta com o efeito rápido da ‘ráqui’ e a flexibilidade da peridural, com o benefício do cateter para reaplicação, se for necessário.
 
“Todas as analgesias são procedimentos seguros, com poucas contra-indicações e complicações. As mais comuns são a hipotensão arterial, náuseas e vômitos – que podem ser controladas perfeitamente pelo anestesista experiente. Em alguns casos, dependendo da qualidade das contrações uterinas, pode provocar um aumento no tempo do trabalho de parto”, explica o médico.    
 
O anestesiologista acrescenta que a conscientização sobre esses métodos e a ‘quebra de tabu’ é uma forma de aumentar o número de partos normais. “Todos sabemos que o parto normal é o melhor tanto para a mãe como para o bebê. Mas, ainda ficou incutido na cabeça das mulheres há milênios que ter a dor do parto é normal. É preciso rever esses conceitos e evitar cesarianas desnecessárias”, enfatiza.  
 
Adequação
 
O Santa Rosa aderiu à segunda fase do Projeto Parto Adequado, iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Institute for Healthcare Improvement (IHI), com apoio do Ministério da Saúde, e que tem por objetivo reduzir as altas taxas de cesarianas desnecessárias no Brasil.
 
O hospital possui, ainda, em sua estrutura, uma suíte para Pré-parto, Parto e Pós-parto (PPP), com ambientação para redução de ruídos, iluminação adequada, banheira, bola, banqueta ergonômica, barra espaldar (métodos não farmacológicos de alívio de dor) e um moderno equipamento de anestesia, que proporciona maior segurança ao local.
 
Além disso, durante todo o processo a parturiente contar com a presença de um acompanhante, e é cuidada por uma equipe de enfermeiras obstetras e berçaristas. O Santa Rosa conta ainda com plantão de anestesistas de corpo presente e obstetras 24 horas; pediatras para recepcionar os recém-nascidos; e UTI Neonatal e Adulta para garantir toda segurança necessária à mãe e ao bebê durante e após o procedimento.
 
De acordo com a assessoria, o hospitel é o único do Centro-Oeste certificado pela Acreditação Canadense, nível Diamond – uma das principais certificações de qualidade em saúde no mundo. A instituição também é certificada em Excelência, Nível III, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

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