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Quinta-feira, 17 de agosto de 2017

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Leia a coluna da semana da cirurgiã dentista Elibel Carvalho

Elibel Carvalho

11 Ago 2017 - 10:18

Leia a coluna da semana da cirurgiã dentista Elibel Carvalho
Queridos leitores,
 
Antes de iniciar o assunto desta semana, quero agradecer imensamente o incentivo e o carinho que recebi pela estreia da coluna Saúde Bucal aqui no Olhar Direto. O feedback positivo foi um grande estímulo para enfrentar este novo desafio. Muito obrigada!
 
Hoje, quero dar continuidade ao assunto abordado na primeira edição: prevenção. Para tanto, fiz um apanhado das dúvidas mais frequentes sobre as quais sou questionada no meu consultório. Vou tentar respondê-las aqui de uma forma simples e objetiva.
 
Dentre as principais dúvidas estão:

Por qual motivo usar a escova de dente?
Qual a melhor técnica de escovação?
Quantas vezes higienizar ao dia?
Escovas elétricas funcionam? Porque usar o fio-dental?
Como usar o fio-dental?


Qual a importância do líquido antisséptico de bochecho e quando devo utilizá-lo? 
Infelizmente, não temos espaço suficiente para esmiuçar cada uma dessas perguntas em uma única coluna. Então, para informá-los da forma mais completa possível, resolvi dividi-las em três grandes temas, sobre os quais trataremos separadamente em três colunas. São eles: Escovação, Fio-Dental e Líquido Antisséptico Bucal. Abordaremos, nesta semana, a Escovação.
 
SOBRE A ESCOVAÇÃO:
 
1) Por que usar a escova de dente?
Para entender essa necessidade precisamos explicar o significado do Biofilme Microbiano ou Placa Bacteriana. Estamos falando de uma comunidade complexa e estruturada de microrganismos, com mais de oitocentas espécies catalogadas (entre bactérias, fungos, vírus e protozoários), presentes na cavidade bucal, alojadas nos dentes, na margem gengival, no interior do sulco gengival e na língua.
 
Simplificando: trata-se de uma espécie de “lodo” que fica envolto ao dente. Essas bactérias, formadoras deste “lodo”, são habitantes normais da cavidade bucal. Contudo, quando deixamos essa placa ficar espessa ou organizada demais, os microrganismos podem nos causar danos irreversíveis, pois iniciam um processo de liberação de enzimas e toxinas prejudiciais aos dentes e aos tecidos circundantes.
 
O método considerado padrão ouro (mais eficaz) para a desorganização desse biofilme, para que não nos cause mal, é a sua remoção mecânica através da higienização correta. E a higienização correta é feita, invariavelmente, através da escovação e da utilização do fio-dental. Só assim evitamos o aparecimento e o desenvolvimento da cárie dentária e das doenças periodontais – que destroem os tecidos que são o alicerce dos dentes.
 
2) Qual a melhor técnica de escovação?
Há uma técnica mais adequada para a escovação, que segue as seguintes orientações: primeiramente, posicione a escova contra a arcada dentária, perpendicular ao longo eixo do dente, com uma inclinação de 45 graus, direcionando-a aos dentes e à margem gengival. 



É importante determinar, ainda, uma sequência na escovação: no início, estamos mais descansados e mais concentrados. Portanto, é indicado priorizar as regiões de difícil acesso, como as faces internas (linguais) da arcada inferior e, depois, as faces externas. Segue-se, então, para as faces internas dos dentes superiores e, na sequência, para as externas. Por último, as faces de cima de todos os dentes, inferiores e superiores. Escove com movimentos curtos e horizontais, com amplitude de apenas dois dentes, por 10 segundos, com pressão moderada.
 
A empunhadura da escova deve ser dígito-palmar, ou seja, utiliza-se as pontas dos dedos para segurar e a palma da mão para apoiar. Para finalizar, não deixe de escovar a língua, pois ela é o reservatório das bactérias causadoras do mau-hálito.
 
3) Que tipo de Escova devemos utilizar?
Quando pensamos em marcas, formatos, tamanhos, cabos e textura das cerdas, são muitas as opções de escovas. Portanto, é mesmo muito difícil que se chegue a uma decisão unânime. Todavia, existem recomendações científicas nacionais e internacionais: a escova “ideal” deve ter cabeça pequena (para chegar às áreas de difícil acesso), cerdas polidas e macias - de preferência na mesma altura –, cabo reto e anatômico.
 
Para pessoas que possuem gengiva fina e delicada, com retração gengival, ou que aplicam pressão demasiada, indica-se a utilização de escovas de cerdas ultra macias.
 
Há, ainda, uma variedade de escovas especiais indicadas para casos específicos. Cada uma delas contribui sobremaneira para a prevenção de determinadas patologias. No entanto, cada necessidade deve ser especificamente verificada e a escova especial adequada deve ser prescrita por profissional devidamente habilitado.
 
4) Escovas elétricas funcionam?
As escovas elétricas funcionam tão bem quanto as escovas manuais. Elas são indicadas para pessoas que gostam de tecnologia e que se sentem mais motivadas ao utilizá-las.
 
5) Quantas vezes ao dia devemos escovar os dentes?
Mais do que a quantidade, o que realmente importa é a qualidade da higienização. Não adianta escovar cem vezes ao dia inadequadamente. Portanto, é recomendado higienizar com paciência e atenção, três vezes ao dia, de preferência após as refeições.
 
6) Quando devemos trocar a escova?
A escova deve ser trocada quando suas cerdas começarem a dobrar, o que ocorre em torno de trinta dias. Existem escovas com o recurso de possuírem parte das cerdas azuis. Tais cerdas servem para indicar que, quando perderem a cor até a metade do seu comprimento, está na hora da troca.
 
Na próxima coluna abordaremos o uso do fio-dental. Muito obrigada e um ótimo final de semana a todos!
 
*Elibel Carvalho é cirurgiã-dentista há 25 anos. É Mestre e Especialista em Periodontia e Especialista em Implantodontia.

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