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Terça-feira, 26 de setembro de 2017

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Poeta cuiabano lança livro 'A máquina de carregar nadas' no Metade Cheio

Da Redação - Isabela Mercuri

13 Set 2017 - 10:55

Foto: Stéfanie Medeiros

Poeta cuiabano lança livro 'A máquina de carregar nadas' no Metade Cheio
O escritor e poeta cuiabano Matheus Guménin Barreto, que já foi colunista do Olhar Conceito (veja AQUI), lança no próximo sábado, dia 16 de setembro, seu livro de poemas “A máquina de carregar nadas”. O lançamento acontece no café-bar e espaço cultural Metade Cheio.

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Matheus é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde cursa atualmente pós-graduação em tradução de poesia alemã. Além disso, morou por um ano na Alemanha, onde estudou na Universidade de Heidelberg (Alemanha).
 
Em 2017, foram publicadas traduções suas de Bertolt Brecht e Ingeborg Bachmann, e no mesmo ano ele apresentou, em Cuiabá, a palestra intitulada “5 décadas, 5 poetas” sobre os poetas brasileiros João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar, Conceição Evaristo, Lucinda Nogueira Persona e Ana Martins Marques.
 
“A máquina de carregar nadas” (Editora 7Letras – Rio de Janeiro) foi publicado em São Paulo em agosto deste ano, e tem lançamentos previstos para acontecer também no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.
 
Em sua cidade natal, Cuiabá, o lançamento do acontece este sábado, dia 16 de setembro, no espaço cultural Metade Cheio (Rua Comandante Costa, 381), às 19h30. Veja o texto de orelha, escrito pelo poeta Bruno Rosa:

"A máquina de carregar nadas – na topografia do imenso arquipélago da literatura contemporânea, este livro aflora como uma ilha muito singular: seu território está cercado de silêncios por todos os lados. E como a ilha é varrida pelos ventos, esse livro é ventilado por correntes de ar que procedem do que de mais valioso se produziu em nossas letras, e não só nelas, está claro. O lirismo é drummondiano, a contenção e a paciência da composição, cabralinas, a experiência de livro como uma máquina que mói silêncios e barulhos, gullartiana, a sintonia fina com as ventanias que varrem o mundo, alisam as praias, breyneriana; e essa sensação aguda de que a poesia pesa o peso de um nada, mas um nada tão pleno que, ao ser acolhido em palavras, faz dessas não a tradução de um silêncio, mas a experiência do mesmo, essa virtude é a do autor deste livro. Que não se engane, pois, o leitor: o peso do nada que o homem leva, do silêncio que a palavra é, esse peso está medido em cada verso aqui presente. Este é um livro denso." (Bruno Rosa - poeta, doutorando em Filosofia e graduando em Medicina na Universidade de São Paulo [USP])

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