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Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

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Brechó no centro da cidade traz peças do vintage ao contemporâneo por no máximo R$60

Da Redação - Isabela Mercuri

05 Dez 2017 - 14:49

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Izabel e Sara, as 'Catarinas Sisters'

Izabel e Sara, as 'Catarinas Sisters'

Foi quando estava cansada do dia-a-dia no antigo trabalho que a catarinense Sara Silva, 37, decidiu se dedicar a uma antiga paixão, o brechó. Ela e mais duas irmãs, esvaziaram o próprio guarda-roupa, juntaram R$900 para o primeiro aluguel e abriram o ‘Catarina Sisters’, em um espaço de 12 metros quadrados, há dois anos. Hoje, em outro local com o dobro do tamanho, ela e Izabel Silva, 36, a irmã que continua na sociedade, comemoram o sucesso do empreendimento – mas garantem que os preços continuam baixos: no máximo R$65 a peça.

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“Eu sempre fui brechozeira, a gente sempre foi de gostar do bom e do barato. E aí eu estava cansada do Departamento Pessoal, e sempre quis montar um negócio pra mim. Mas você precisa de muito recurso, né? Qualquer coisa que você for fazer, precisa de investimento. E a gente não tinha um real”, lembra Sara.

Ela e as irmãs, então, desapegaram de quase tudo o que tinham no guarda-roupa, e abriram o brechó com pouco menos de duzentas peças à venda, todas delas e algumas doações de amigas. “Saímos igual loucas atrás de um lugar pra alugar, ninguém tinha dinheiro pro aluguel. Aí rachamos em três”. Para a decoração, elas também contaram com doações e a ajuda do marido de Izabel, que fez as araras. “Os móveis nós trouxemos de casa”, lembra a irmã mais nova.

Como o primeiro endereço era na frente de uma lotérica, os clientes apareceram aos poucos. “Mesmo quem não tinha dinheiro e não conhecia um brechó no centro, via e falava, nossa, um brechó tão colorido, tão arrumadinho, tão organizado... aí começaram a voltar sempre”. Com isso, no primeiro dia, as irmãs já quase recuperaram o aluguel: venderam R$700.

O sucesso, segundo elas, veio da qualidade dos produtos. “Foi o que a gente prezou até hoje, porque eram peças que a gente gostava, de qualidade, e é o que a gente procura. Qualidade e preço bom”. Para isso, quase todas peças vêm de fora de Cuiabá, seja trazidas por elas mesmas, quando viajam de férias, ou enviadas por amigos e familiares. “[Cuiabá é] Muito caro, mais caro do que a gente vende aqui. Hoje a nossa peça mais cara é R$60, que é uma saia godê de confecção própria e nova”, afirma Sara.

As saias godê foram uma revelação. Um ano depois de abrir a loja, já no novo endereço, Izabel – que tinha uma máquina de costura e fazia algumas peças por hobby – decidiu se arriscar e fazer um modelo que a irmã, Sara, queria. “Sempre gostei do pin up, da moda retrô, dessa coisa de boneca, bem arrumadinha, e que você pode brincar com o despojado, mas está com uma saia mais arrumadinha, esse look. E ai eu falei: Bel, vamos comprar um tecido? Vamos tentar?”, lembra. 

Como Izabel tinha experiência apenas com costura reta, de cortinas e toalhas de mesa, foi necessário entrar no Youtube e assistir a tutoriais para aprender a fazer a saia. Só para colocar o zíper, por exemplo, foram dois dias ‘quebrando a cabeça’.

Depois de pronta, a saia foi usada por Sara por algum tempo, e depois colocada à venda. “As clientes viram, nós falamos que era confecção própria, e aí foi um ‘boom’, começaram a pedir para que fizéssemos de novo”.
 
A primeira foi colocada para venda depois que Sara usou, e as clientes começaram a pedir para que fizessem de novo. “Hoje, se a Bel sentar ali [na máquina], em uma tarde ela consegue fazer sete saias”, comemora.

Além da confecção, as irmãs também vendem o que encontram por aí. Segundo elas, os produtos ‘queridinhos’ são os vintage, como os shorts e calças de cintura alta. Na ‘Catarinas Sisters’ também são vendidos sapatos, blusas, vestidos e mais. Na sessão de ‘garimpo’, as peças saem por apenas R$3.

Elas aceitam, inclusive, roupas de pessoas que querem desapegar. “Mas tem que ser com a intenção de desapego mesmo. Se a pessoa chegar aqui querendo ganhar 80% do que pagou em uma roupa que está há dois anos guardada, não vai rolar... até porque não vai ser nem o que nós vamos conseguir cobrar na peça”, explica.

Para ter mais referências e aprender sobre customização – outra técnica que as irmãs usam na loja – Izabel se matriculou em moda, na Universidade de Cuiabá (Unic). Sara está quase se formando em psicologia, e também pretende estudar “nem que seja um bom curso de corte e costura”, finaliza.


Serviço

Catarinas Sisters Brechó
Rua Joaquim Murtinho,540 Galeria Colonial
Funcionamento: Segunda a sexta – das 9h às 18h
Sábados: das 9h às 12h
INSTAGRAM / FAN PAGE

19 comentários

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  • Cilonita
    11 Dez 2017 às 07:16

    Adorei a ideia voceis estão de parabéns este é meu sonho também.

  • Solange
    07 Dez 2017 às 15:05

    Assim como voçes estou começando sem dinheiro com peças minhas e doaçoes das irmas e cunhadas e sobrinhas boa sorte pra voçes obrigado pela dica.

  • joselita do amparo cerqueira
    06 Dez 2017 às 17:48

    Parabéns meninas,tabm adoro brecho,tanto que estou montando um na garagem de minha casa. Bjos

  • Anna karolyna
    06 Dez 2017 às 15:52

    Olá sisters, estou montando um brechó também, so que estou montando um espaço em minha casa, está quase tudo organizado, mais quero saber qual a dica pra mim começar minhas vendas, tenho pouco mais de 100 peças ainda... o que devo organiza, deixa preparado antes de inalgura-lo? Obrigada. Bjus sucesso pra vocês.

  • Eliane Teles
    06 Dez 2017 às 15:21

    Merecem todo sucesso, super carismáticas, criativas e com muito bom gosto. Já fui no brechó e super recomendo.

  • Gonçalo Poconé
    06 Dez 2017 às 14:37

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Noemi
    06 Dez 2017 às 13:28

    Ajente nunca pode desanimar cempre lutar por aquilo que ajente que

  • Noemi
    06 Dez 2017 às 13:27

    Também tenho um brechó

  • Gonçalo Poconé
    06 Dez 2017 às 13:01

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • CLENI DOS SANTOS BORGES
    06 Dez 2017 às 12:46

    Amo brechó

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