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Neste 2018, cuiabanos revelam metas e fazem críticas para o novo ano

Da Redação - Vitória Lopes

09 Jan 2018 - 16:45

Neste 2018, cuiabanos revelam metas e fazem críticas para o novo ano
Há duas semanas, o ano de 2018 deu as caras. A premissa de reflexão e mudança nesta época se repete ao longo dos anos, pois no imaginário humano, cada vez que um ciclo está encerrando temos uma nova chance para começar tudo de novo.

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Junto com as energias revitalizadas, promessas e planos começam a figurar na lista de metas, além de fazer um balanço dos acontecimentos do ano que se sucedeu, seja no cenário nacional ou pessoal. Confira quais são as metas – ou reclamações - dos cuiabanos que frequentaram a Praça Ipiranga na tarde desta última segunda-feira (8).

Indignação

Em frente ao Ganha Tempo, um grupo de idosos está conversando, enquanto filas se formam lá dentro. Logo que pergunto para o vendedor de picolé Adelmo Isaias, de 49 anos, quais suas metas para 2018, todos começam a denunciar:

OD: Quais suas metas para 2018?

Queria que os políticos morressem!

OD: Não desejam ter saúde?

Que saúde? Não tem médico, os prontos-socorros estão abandonados e lotados!

OD: E uma namorada?

Namorada? Os bandidos estão matando todos, não tem polícia na rua! Dizem, atropelando a fala uns dos outros.

Adelmo Isaias, que trabalha com seu carrinho há cinco anos, responde que gostaria de uma perspectiva melhor no futuro:

OD: O que você quer para 2018?

Adelmo: Queria emprego, né? Um emprego melhor, porque só viver só de “boca” não adianta. Eu trabalho direto com isso aqui, não estou desempregado, mas queria algo melhor.

OD: Como foi 2017 para o senhor?

Adelmo: 2017 foi péssimo, feio, feio. Não só para mim, mas para todo mundo. Vamos ver esse ano agora como vai ser.

OD: Esse ano tem eleição, né?

Adelmo: Não quero saber de presidente nada, rapaz. A gasolina já aumentou, ônibus já aumentou... O salário também aumentou. Ai aumenta o dobro, de todas. Eu quero saber de política nenhuma esse ano, nem vou votar. Nem vou me dar o trabalho de ficar na fila.

Esperança

O caminhoneiro Francisco Lopez, de 64 anos, está parado ouvindo o debate. Logo, entra na conversa. Percebo pelo sotaque que é estrangeiro, e ele me revela ser argentino. Ele está desempregado há dois anos, mas não perde as esperanças de um ano melhor:

OD: O que o senhor faz da vida?

Francisco: Sou caminhoneiro e soldador, tenho 2º grau completo. Eu tinha carro, tinha moto, tanta coisa que eu comprei para trabalhar comigo mesmo e não deu certo. Vendi tudo agora estou só com o carro.

OD: Quais suas metas pra 2018?

Francisco: Eu acho que você não pode perder as esperanças. Tem que melhorar, não é verdade? Eu espero que melhore, porque desse jeito não dá.

OD: Por que veio ao Brasil?

Francisco: Faz muitos anos. Em Cuiabá, moro há aproximadamente nove anos. Já morei em Curitiba (PR), Porto Alegre (RS). Mas fiz minha casa e família aqui. E vou te falar uma coisa boa. O pessoal daqui, brasileiro em geral, reclama muito. Eu conheço a Espanha, Argentina, Chile e único lugar que dá saúde de graça é aqui, único país que eu conheço. Aqui, a área é muito grande, muito “campo”, dá pra viver muito tempo, principalmente em Mato Grosso. Aqui se tem come, se não tem, também come. O custo de vida é melhor, mais barato, eu acho. Tem muita gente que não sabe se virar. Eu não vou reclamar.

Prosperidade

Rodeada de crianças, que brincam na Praça com pouco movimento, Patrícia Monique, 21 anos, está sentada aguardando por clientes em seu carrinho de ervas e raízes naturais. Na virada do ano, a jovem alega ter pedido por prosperidade e fartura nos negócios:
 

OD: Qual foi seu desejo para 2018?

Patrícia: Uma meta que eu quero atingir é vender bem. Ter dinheiro, saúde, esperança e prosperidade. Saúde pra mim e pra minha filha, meu marido, minha família.

OD: Você deseja algo para sua filha?

Patrícia: Para ela quero saúde, esperança, inteligência e estudo, e que seja uma boa menina e filha pra mim.

Pergunto para a pequena Radassa – que significa Ester -, o que ela queria para 2018. As outras crianças que brincavam com ela se juntam e respondem em coro que querem brinquedos. Quando indago sobre estudos, todas riem e negam. “Eu prefiro uma Barbie”, diz Flávia.

Amor

O casal Rayson Janderson e Jaqueline Oliveira, ambos de 25 anos, estão sentados na beirada da grama da Praça, em frente a Avenida Isaac Póvoas. Os dois se conheceram no antigo trabalho, no supermercado Atacadão, mas atualmente estão desempregados. Ainda assim, planejam se casar este ano:

OD: Há quanto tempo está desempregado?

Rayson: Tem pouco tempo, sai agora em outubro.

OD: O que espera deste ano?

Rayson: Espero que em 2018 muitas coisas melhorem, como a área da saúde, da educação que é muito importante. Melhorar também o trabalho.

OD: E como desejo pessoal, tem alguma coisa?

Rayson: Casar. Nós temos esse sonho, sim. Ter filhos, família. Mas toda hora tem um momento certo, também.

OD: E se conhecem há quanto tempo?

Rayson: Quatro meses. Na verdade já moramos juntos. Nos conhecemos no serviço, no meu último emprego no Atacadão.

OD: Seus planos são parecidos com o dele?

Jaqueline: Sim, com certeza.

OD: Também está desempregada?

Jaqueline: Eu fui desligada agora. Na verdade, no mês passado. E estou procurando serviço.

OD: Definiu alguma meta para 2018?

Jaqueline: Planejo muita coisa. Nós planejamos casar, né amor? Ter nossos filhos. Eu já tenho filhos, mas ele não. Então eu pretendo. Meu filho menor tem quatro anos, e minha filha tem sete.

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