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Sexta-feira, 22 de junho de 2018

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Showdré rememora, emociona e arrebata corações de diferentes segmentos da cultura mato-grossense

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

20 Fev 2018 - 09:15

Foto: Mayke Toscano / SEC-MT

Showdré rememora, emociona e arrebata corações de diferentes segmentos da cultura mato-grossense
É provável que nem em seus melhores sonhos, Antônio Sodré, o Sodrezinho, esperasse tão sincera e qualificada homenagem prestada por diferentes correntes da cultura de Mato Grosso, na noite desta segunda-feira (19), na Casa Cuiabana. Nem há necessidade de ser especialista sobre eventos do gênero para constatar que o Showdré, com mais de 300 pessoas se acotovelando no quintal e palco da Casa Cuiabana, foi emocionante e memovável.
 
Certamente que o “o poeta da transmutação”, como era conhecido, de onde quer que tenha assistido aos espetáculos do Showdré (já que não acreditava em céu e inferno no formato convencional), aprovou cada instante das quase três horas de muita coisa da nossa terra, com cheiro cuiabano. E, lógico, muito bem temperado pelo perfume comunitário do bairro Pedregal, um dos mais tradicionais da região Leste de Cuiabá.

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Na prática, o show também serviu como ‘carta de apresentação’ do novo secretário de Estado de Cultura, jornalista Kleber Lima, que assumiu a pasta há poucas semanas. Ele não escondeu a sua animação com o sucesso, principalmente porta da presença maciça de artistas de praticamente todas as áreas.
 
Showdré, que espetáculo emocionante! Pura sinergia, vibração e a força da poesia que vem da alma do poeta”, afirmou Kleber Lima, emocionado, ao defender que a obra de Sodrezinho é imortal.
 






Durante evento, a Banda Caximir, da qual o escritor fazia parte, constituída especialmente para essa ocasião, sem dúvida, certamente foi um show  a parte. Os músicos Amauri Lobo, Edaurdo Ferreira, Fidel Fiori, Adriangelo Antunes, Joel Delatorre e Rubão, na bateria, tiveram sintonia fina com o público, no refrão das composições de Sodreziho.
 
Música, poesia e performance teatral estiverem entre os componentes do espetáculo que tende a ser lembrado por muito tempo pelas tribos culturais de Cuiabá. Ausência sentida do artista plástico Adir Sodré, irmão do homenageado.
 
Para uma noite de segunda-feira, com reinício de ano letivo nas faculdades de Cuiabá, o Showdré demonstrou o acerto da SEC num evento para marcar o sétimo aniversário de morte de Antônio Sodré. Aliás, a encenção do jogo de ‘cartas da humanidade’ é antológica e merece registro diferenciado.  
 
Durante as apresentações, de forma intercalada com as músicas, amigos e admiradores recitaram alguns de seus poemas. A intérprete Bia Correa Rosean Glória deu um show a parte ao declamar “Tão Fóssil”, inclusive arrancando lágrimas de alguns dos presentes. “Trata-se de uma homenagem mais do que merecida. É mesmo de arrepiar!”, definiu o músico Pio Toledo, professor de Música da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para a reportagem do Olhar Conceito
 
Também foram recitados os poemas ‘O Lado Humano Não Acompanha o Tecnológico’, ‘Tão Só Dré’, ‘Cômica Cósmica’, ‘Outros 500’ e ‘Still Corporation’, entre tantos outros poemas. Entre colabodores e participações especiais estiveram presentes Anna Amélia Marimon, José Medeiros, Lúcia Palma, Luiz Renato Pinto, Mário Friedlander, Fernando Greffe Filho, Ramon Carlini e o Fusca Sebo.
 
Pela manhã, nesta segunda-feira (19), Sodrezinho já tinha sido homenageado no Instituto de Linguagens da UFMT. O  diretor da FCA, professor Aclyse de Mattos, destacou que Sodré foi um escritor que falava direto ao inconsciente. “Ele era o poeta da conexão com o imaginário, com o inusitado, ele vivia da poesia, ele era poesia; um grande poeta que não pode ficar esquecido”, enfatizou Aclyse de Mattos.
  
Comumente, Antônio Sodré se autodenominava "El poeta de la transmutación" e, sem dúvida, foi isso que aconteceu em sua homeangem: a transformação de poesia em instrumento de confraternização e amor mútuo, na Casa Cuiabana.

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