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Terça-feira, 26 de março de 2019

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Projeto leva estudantes e professores ao Pantanal para estimular conexão com a natureza

Da Redação - Thaís Fávaro

14 Mar 2019 - 17:11

Foto: Assessoria

Projeto leva estudantes e professores ao Pantanal para estimular conexão com a natureza
O Projeto Bichos do Pantanal, em parceria com o Programa de Educação Ambiental, leva conhecimento e vivência com a natureza para alunos e professores de escolas estaduais, municipais e da rede privada de ensino de Cáceres, Porto Estrela e região. O projeto, que já atendeu mais de três mil alunos e cerca de 40 professores, tem como objetivo estimular a conexão com a natureza, pesquisar e proteger espécies da fauna do Pantanal Mato-grossense.
 
A área de atuação do "Bichos do Pantanal" abrange o município de Cáceres, o rio Paraguai, a Estação Ecológica Taiamã até Pacu Gordo, e também o município de Porto Estrela, região do entorno da Estação Ecológica da Serra das Araras.
 
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O projeto oferece ferramentas como binóculos e lunetas para utilização pelos estudantes em trilhas e praças públicas, o que proporciona um conhecimento da fauna mais aprofundado e uma verdadeira conexão com a natureza, com o lema "Conhecer para preservar".
 
Mentor do projeto, o pesquisador Douglas Trent explica que o Programa de Educação Ambiental "Conexão com a Natureza" surgiu a partir da constatação de mais de 750 estudos publicados por universidades de todo o mundo que mostram que estamos desconectados da natureza. "Mais de 50% da população mundial não mora mais no campo e, no Brasil, esse número é ainda maior, ultrapassa os 80%. Está comprovado pela ciência que a depressão, a violência e até mesmo o déficit de atenção, por exemplo, vêm dessa falta de conexão com a natureza", afirma Trent, que atua na área há mais de 20 anos.
 
Os mesmos estudos, no entanto, revelam que é possível se reconectar com a natureza e, com isso, ter uma vida mais leve e saudável. Por isso, cada vez mais escolas do mundo estão adotando a educação ambiental como um princípio pedagógico. Os benefícios, segundo o pesquisador, são imensuráveis e se ampliam para outras áreas do conhecimento, como as ciências exatas e sociais. Mais informações como essas podem ser obtidas por meio do movimento Children & Nature Network.


 
O coordenador do programa, professor Mahal Massavi conta que, além de incentivar a preservação do meio ambiente e o contato com a natureza, o intuito é despertar a empatia e aproximação da comunidade para com o ambiente natural. "Fazemos isso por meio da vivência em incursões a campo, palestras em sala de aula e vivências. Então a ideia é trazer as crianças para esse contato para que possam vivenciar isso na prática e, aí sim, estimular nelas uma nova postura, que é a da empatia e a importância da preservação ambiental", explica Massavi, que é mestre em Ecologia e Conservação.
 
A professora da rede pública de educação Maria Aparecida Miranda participou do curso Educação Ambiental: a conexão com a natureza como princípio pedagógico, realizado na primeira semana de fevereiro, em Porto Estrela, a 113 quilômetros de Cáceres, e afirma que a vivência fará a diferença no dia a dia com os alunos. "Para nós é maravilhoso saber que temos um programa que vai nos incentivar, nos estimular, para que possamos desenvolver ações junto às crianças do nosso município. Nossos alunos são multiplicadores de conquistas e da melhoria da qualidade da educação ambiental que queremos para o nosso futuro", afirma.


 
O projeto
 
Bichos do Pantanal está em sua segunda edição e conta com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Gerido pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental, o projeto conquistou prêmios e diversos resultados positivos entre 2013 e 2015, especialmente com as ações de educação ambiental, que envolveram 44 mil crianças e jovens do Alto Pantanal. Ao todo, 350 mil pessoas foram mobilizadas com as atividades.

Nesse período, foram realizadas 350 incursões e coletas pelos rios Paraguai e Jauru. Com o apoio de universidades locais e internacionais foram catalogadas 167 espécies de peixes e 80 mil imagens da fauna e da flora foram utilizadas no censo de avifauna e mamíferos da região que foi disponibilizado para o Instituto Chico Mendes – ICMBio, estabelecendo o primeiro inventário de espécies de longo prazo na região.
 
Além disso, houve um estudo inédito sobre os impactos da mudança do clima no Pantanal e as emissões de GEE (gases do efeito estufa) pelos aguapés; 6 artigos científicos e 7 teses de trabalho científico foram produzidos e publicados e uma nova rota para o turismo de natureza foi detectada, desenvolvida e batizada como "Estrada Turística Transpantanal", contribuindo na transição do turismo de pesca para o turismo de observação de vida silvestre.
 

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