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22/08/2013 - 14:57

Professor da LFG aponta péssima qualidade no Exame da OAB; 9 questões cabem recurso

Da Redação - Katiana Pereira

Professor João Aguirre

Professor João Aguirre

 O professor João Aguirre, coordenador de cursos para Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da LFG, em entrevista ao Olhar Jurídico lamentou a péssima qualidade na elaboração dos exames de Ordem Unificado. “É lamentável essa sucessão de erros. Na prova passada foram anuladas duas questões do caderno de Direito Civil. Agora, no XI Exame, temos nove questões com erros graves, que também cabem recursos para anulação. Lamenta muito ver que a prova está sendo realizada com tantos deslizes”, lastimou.

Aguire, que é doutor em Direito Civil pela USP e Mestre em Direito Civil pela PUC/SP, afirma que o exame aplicado no domingo (18), trouxe algumas questões passíveis de recurso por parte dos bacharéis e possível anulação.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) Projetos, que aplica a prova, divulgou no domingo o gabarito preliminar, mas o definitivo só sairá no dia 17 de setembro. “É triste saber que a FGV, uma instituição histórica, que possui tradição na confecção de provas, tenha caído tanto na qualidade. As provas carecem de cuidados. As luzes devem recair sobre a fundação neste momento para que aconteça uma reflexão sobre o tema e a situação mude”, ponderou.

O doutor explicou que, das nove questões que são passíveis de anulação, duas contêm erros graves. Uma das questões é de Direito do Consumidor e abordava donos de supermercados e a compra de detergente. Segundo ele, o gabarito está errado.

A outra é de Direito Civil e falou sobre uma máquinas de churros. No enunciado, a questão pedia que o candidato apontasse a alternativa incorreta, mas, segundo Aguirre, três opções estavam incorretas. “Nenhuma das alternativas disponibilizadas no gabarito cabe como resposta ao caso”, garantiu.

Bacharéis devem recorrer

Aguire informou ainda que no portal da Rede LFG possui um vídeo com argumentos jurídicos para auxiliar os bacharéis a entrarem com recurso contra o gabarito. “A LFG não possui legitimidade para recorrer da prova, por não estar inscrita. Os bacharéis devem sim entrar com recurso e não esperar  que outros recorram”, alertou.

A lista preliminar de aprovados será divulgada no dia 28 de agosto. A partir de então, os candidatos terão até o dia 31 para entrar com recurso. Como a resposta do recurso só sai em 17 de setembro, Aguire indica que os bacharéis continuem estudando para a segunda fase.

Para passar para a próxima fase, o candidato precisa acertar as respostas de pelo menos 40 das 80 questões de múltipla escolha.

Segundo a assessoria de imprensa da FGV Projetos, todos os recursos serão avaliados a partir do dia 28 e qualquer decisão a respeito do gabarito será publicada no site oficial do Exame.

Exibindo de "01" à "10" do total de "28"

por pedro fernando taiar, em 16/12/2013 às 18:50
Concordo e pelo gabarito da LFG eu passava com 41 acho isso um absurdo a questão 42 de civil pelo estatuto da cidade autoriza o uso do subsolo então não tem erradas tem que ser anulada , uma de etica totalmente mal formulada , faz a gente se confundir e coloquei a resposta certa com a da LFG que é a correta . a da OAB esta equivocada essa tambem teria que ser anulada , como a gente fica nessa que acertamos e deram como erradas? e por ultimo a de penal que não é crime ou veja bem até é crime, mas segundo rogerio greco é um crime impossivel .. ela nao comenteu crime , poderia ser aceita também, mas duvido que eles sejam coerentes..isso me chateia muito.. a gente estuda e ainda tem que se submeter ao que eles querem ..mas vamos ver se alguém com uma razoabilidade intelectual e vontade acata , o que já é certo e não se tem que discutir pedro fernando
por Andreia Morais, em 23/10/2013 às 11:27
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por Edmilson Martins dos Santos, em 16/09/2013 às 17:37
Uma prova recheada de minucias da lei, será que o objetivo da prova é reprovar ao invés de avaliar? quais os interesses que estarão por trás de tudo isso?
por Marcos Reis, em 10/09/2013 às 23:26
Quer acabar com o Exame de Ordem meu caro? Muito simples, faça o MEC diminuir as 1321 faculdades de Direito que existem hoje pela metade que o problema está resolvido. Fechem-se os balcões. Mas no Brasil infelizmente, o que vemos são apenas pessoas enganadas por um ensino de direito estelionatário e caindo na ilusão dos concursos públicos... escolheu a área errada? chora e rasga o diploma!!! kkkkkk
por dionaire, em 31/08/2013 às 15:36
Estou de pleno acordo, já fiz 4 provas e todas apresentaram péssima qualidade. No X exame, 2 fase tirei 5,9 só porque não coloquei a palvara JUSTIÇA ESTADUAL em um das questões, mas fiz menção da palavra e a FGV não considerou. porque se a FGV diz que pau é pedra, o pau vira pedra, temos que dá um basta nisso, amigos..
por Wasplano, em 31/08/2013 às 13:05
"Banalidade do Mal" Tento compreender sobre o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que ocorrem três vezes por ano, causando um mal desnecessário a milhares de bacharéis. Este exame é recheado de grande polêmica e controvérsias porem as grandes sumidades Jurídicas e Políticas insistem em manter este ato criminoso contra os Direitos Humanos em comunhão de desígnios com um grupo organizado com fins puramente gananciosos por poder e dinheiro. Esse grupo de sujeitos apresentam características de caráter social distorcido e doentio, age pelo desejo de manter sob seu domínio o mercado de trabalho onde a possibilidade de ascender na carreira profissional decorre de imposição legal arbitrária e não de competência individual adquirida na prática de seu ofício. A Ordem dos Advogados do Brasil despreza sua credibilidade adquirida historicamente e está transfigurada num monstro. Administrando um poço de crueldade onde são jogados Jovens Bacharéis excluídos. Isto é uma forma de Exclusão Intelectual. Um ato condenável e praticado por regimes ditatoriais com finalidades sempre cretinas. Esses atos insanos não são inocentes e não podem ser negligenciados, pois são praticados sob a chancela de leis injustas por organização registrada de uma categoria profissional que age como uma quadrilha de bandidos que tem inclusive um código de ética. No entanto não é um órgão sujeito ao controle da sociedade ou do Estado. Não presta conta de seus ganhos astronômicos e de seu enriquecimento ilícito sem causa. Quem sustenta esse agrupamento de vagabundos é a sociedade que eles massacram e oprimem.
por Juvenal Henrique Souza, em 31/08/2013 às 10:20
Atuando desta forma, a FGV, em conluio com a OAB está transformando o Exame da Ordem da OAB em um jogo de adivinhação, e não em uma avaliação de conhecimento. Pois cria questões inconsistentes, com respostas dúbias, e divulga um resultado questionado por especialistas. É hora de um basta retumbante nessa pouca vergonha!
por Wasplano, em 31/08/2013 às 09:44
Criaram normas para instituir um exame de ordem, que exigem conhecimento de matérias acima da capacidade humana de armazenamento de informações. A interpretação e o significado do texto de algumas perguntas exigidas nesse teste de conhecimentos beiram a irracionalidade. Como sabemos, existe um limite para toda possibilidade de codificação dos textos sagrados e também das leis que regem o ordenamento jurídico de um povo. A consequência desse bizarro artifício é o não entendimento do que se admite como resposta. Produzindo uma reprovação repetida por diversas vezes até a desistência dos candidatos de serem úteis para a sociedade. Uma forma perversa de descartar como lixo pessoas que se esforçaram para se profissionalizar e contribuir para a sociedade.
por Wasplano, em 31/08/2013 às 09:41
Estou fazendo registros históricos sobre o Exame de Ordem dos Advogados do Brasil. Quero manter a comunidade de Estudantes e Bacharéis de Direito informados de nossa luta para ingresso no mercado de trabalho. Sou a favor do ensino e do esforço individual de aprendizagem, mas não concordo com as injustiças cometidas pela OAB. O exame não tem validade, pois 80 questões de múltipla escolha e 5 escritas não avaliam capacidade profissional. Não tem legitimidade pois a OAB não deu aula e não é ente educacional. http://www.youtube.com/watch?v=dx-Uj7KLilE http://www.youtube.com/watch?v=SY8ssqMp0Sg http://www.flickr.com/photos/99885426@N03/ http://www.youtube.com/watch?v=umC-INqJYrI&feature=youtube_gdata_player&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DumC-INqJYrI%26feature%3Dyoutube_gdata_player&nomobile=1 A comunidade cristã não pode admitir que uma categoria ímpar de desqualificados, instituídos e organizados como uma quadrilha de bandidos, rasgue o tecido social impedindo jovens de se tornarem adultos dignos de Direitos Humanos Fundamentais. A Organização dos Advogados do Brasil negam o direito de trabalho, condição primária de dignidade, aos Bacharéis de Direito. Criaram normas para instituir um exame de ordem, que exigem conhecimento de matérias acima da capacidade humana de armazenamento de informações. A interpretação e o significado do texto de algumas perguntas exigidas nesse teste de conhecimentos beiram a irracionalidade. Como sabemos, existe um limite para toda possibilidade de codificação dos textos sagrados e também das leis que regem o ordenamento jurídico de um povo. A consequência desse bizarro artifício é o não entendimento do que se admite como resposta. Produzindo uma reprovação repetida por diversas vezes até a desistência dos candidatos de serem úteis para a sociedade. Uma forma perversa de descartar como lixo pessoas que se esforçaram para se profissionalizar e contribuir para a sociedade. As transformações de jovens promissores em adultos desqualificados não fazem bem a nenhuma sociedade decente. Essa sociedade que mercantiliza pessoas e habilitações pretende reproduzir uma eugenia intelectual de Jovens Brasileiros em todas as graduações. Onde vamos chegar. Nossos filhos não merecem oportunidade de viver, trabalhar e ser feliz? Esse capital humano pode ser alienado? Onde vamos enterrar esses mortos vivos? Serão tratados como incapazes e sustentados pela nação como indigentes intelectuais improdutivos e rejeitados? Tomem providencia, pois os jovens não vão se conformar com esse absurdo. Grato pela atenção.
por Emanuel, em 30/08/2013 às 18:05
Enquanto os bacharéis em direito não se unirem no sentido de demonstrar indignação quanto aos disparates da FGV Projetos e da OAB continuarão sofrendo, vivendo a mercê desses "incompetentes" ou mercenários que procuram frustar o sonho e o profissionalismo de muitos, e o pior, induzindo a população a acreditar que os culpados *únicos e exclusivos, são os examinandos. Inadmissível erros em uma prova que custa R$ 200,00 e que é realizada por instituições que se dizem tão idôneas (OAB e FGV Projetos). Se as diversas questões que contem vícios, erros graves não forem anuladas, prejudicando a coletividade de examinandos, devemos nos unir, mais verdadeiramente nos unir, inclusive para pleitear recursos quanto a está vergonha na esfera judicial (não é possível que magistrados e outros contribuam para essa tremenda injustiça, "falta de caráter").
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