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Segunda-feira, 21 de agosto de 2017

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TJ adia pela segunda vez julgamento de juíza que teria fraudado sistema para se beneficiar

Da Redação - Lázaro Thor Borges

16 Fev 2017 - 18:28

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

TJ adia pela segunda vez julgamento de juíza que teria fraudado sistema para se beneficiar
O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso adiou, pela segunda vez, o julgamento de uma sindicância contra a juíza Flávia Catarina Amorim Reis, acusada de manipular dados no sistema do Tribunal para aumentar sua produtividade. O adiamento ocorreu nesta quinta-feira (16), após pedido de vistas do desembargados Luis Carlos da Costa.

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Flávia Catarina atua na 10ª Vara Criminal de Cuiabá e teria modificado informações no sistema Apolo (sistema informativo do Tribunal) para atender as regras de produtividade do Conselho Nacional de Justiça e alcançar, por meio dos dados fraudados, os critérios de promoção profissional no órgão. Os desembargadores analisam a abertura ou não de Processo Administrativo Disciplinar  (PAD) contra a magistrada. 

O desembargador Orlando Perri, que anteriormente tinha pedido de vistas do processo, votou pela abertura do inquérito, em desacordo com o voto da desembargadora Maria Erotides Kneip, corregedora-geral de Justiça, que votou pelo arquivamento da sindicância e pela não abertura do processo adminsitrativo. 

Em seu voto, Perri lembrou que testemunhas ouvidas na sindicância declararam que a juíza lançava sentenças “em branco” no sistema. Além disso, servidores próximos a magistrada, teriam afirmado que ela ouvia testemunhas em processos, mas cadastrava como se fosse uma audiência realizada.

Além da sindicância julgada, também consta do nome da juíza outras três sindicâncias por conta de atrasos em julgamentos de processos que se aproximam da prescrição. Se o processo administrativo for aberto, a pena máxima para a magistrada será a aposentadoria compulsória. 

4 comentários

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  • Ana Lídia
    11 Abr 2017 às 13:24

    Convenhamos que o CNJ é um cabide e só sabe cobrar relatórios e metas. Seus membros pensam que servidor público não tem outra atribuição a fazer a não ser relatórios e cumprir metas. Se fizer uma pesquisa mais séria serão apurados inúmeros casos semelhantes...comecem pelos órgãos publicos federais.

  • paulo costa
    17 Fev 2017 às 15:07

    Chato isso.

  • Cal
    17 Fev 2017 às 08:46

    Que seja usado o critério de qualquer outro criminoso.. afinal .. é crime .. evitem o coorporarivismo srs Magistrados.

  • Fernando
    17 Fev 2017 às 08:26

    Ai a câmara dos deputados fazem uma PL para acabar com a impunidade dos magistrados e a população fica revoltada. Toma ai um belo exemplo de impunidade. O máximo que pode acontecer com ela é se aposentar com um salário de R$ 30.000,00. Em quanto qualquer outro funcionário público nessa situação seria exonerado.

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