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Segunda-feira, 29 de maio de 2017

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Gaeco garante que interceptações ilegais não passaram pelo Guardião e recomenda pente-fino na Inteligência da PM

Da Redação - Arthur Santos da Silva

19 Mai 2017 - 14:48

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Mauro Benedito Pouso Curvo

Mauro Benedito Pouso Curvo

Os números de telefone apontados no relatório de inteligência da Polícia Militar, que foram grampeados indevidamente na Comarca de Cáceres e amplamente divulgados pela imprensa, não passaram pelo Guardião do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

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O levantamento foi realizado após requerimento efetuado pelo Procurador-Geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, com o intuito de esclarecer os fatos, assegurar a transparência e evitar especulações indevidas.

A Procuradoria Geral de Justiça informa ainda que, em parceria com a Corregedoria Geral do Ministério Público, encaminhou recomendação a todos os membros da instituição que atuam na área criminal para que realizem, no prazo máximo de 15 dias, levantamento de todos os procedimentos de interceptação telefônicas afetos à sua Promotoria de Justiça que tenham sido instaurados ou prorrogados com suporte em relatórios provenientes do Núcleo de Inteligência da Polícia Militar.
 
O levantamento deverá contemplar todos os procedimentos em tramitação ou concluídos no período de 01/06/2014 até a presente data.

Na Recomendação, também foi estabelecido o prazo máximo de 60 dias para a efetivação de análise criteriosa dos relatórios policiais constantes desses procedimentos, de modo a identificar se os números de terminais telefônicos indicados nesses documentos fazem referência a indivíduos que efetivamente são suspeitos do cometimento das infrações penais apuradas.

No caso específico de Cáceres, a Corregedoria Geral do Ministério Público também adotou as providências cabíveis para esclarecimento dos fatos, inclusive a pedido do próprio promotor de Justiça que atuou no caso.

Ainda com relação às supostas interceptações ilegais, o Procurador-Geral de Justiça também encaminhou ofício ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, convidando-o a conhecer como funciona o sistema Guardião do Gaeco, visando garantir a necessária transparência nos procedimentos adotados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado.

8 comentários

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  • Lucas Dias
    20 Mai 2017 às 06:11

    Agora é engraçado! Ninguém quer ser pai de gente feia. MP e o Judiciário tem 99 por cento de culpa pelo ocorrido. Digo porque o mp é o fiscal por isso promotor de justiça tem que promover a justiça e não ao contrário. Se a Pm estava com pacto de interceptação para investigar crimes militares por quê no pedido de interceptação o pedido era diverso e ainda assim mesmo o mp e o juiz concederam. Não deveria porque investigação de quadrilha de tráfico compete a polícia civil e não a Pm. Mesmo assim o juiz concedeu com o aval do mp. Estão erradíssimo.

  • alexandre
    20 Mai 2017 às 05:46

    Então foi a casa civil ou melhor, o cabo somente.. sozinho, só ele. Fala sério..

  • Cuiabano
    20 Mai 2017 às 01:13

    Quero saber qual juiz autorizou a escuta da Tatiana? Porque não revelam?

  • Carlos
    19 Mai 2017 às 17:50

    Quem autoriza o grampo não é o judiciário, porque se fala tanto nos outros poderes.

  • Monteiro
    19 Mai 2017 às 16:41

    A única certeza que a sociedade está percebendo é que seus direitos mais fundamentais estão sendo violados por organismos do Estado e não tem mais confiança em nada,uma verdadeira barbárie!

  • alexandre
    19 Mai 2017 às 16:28

    é o guardião fora do guardião, fora do controle do judiciário..

  • Benedito Addôr
    19 Mai 2017 às 16:26

    Em 9/5/2017 minha casa foi furtada, até o hipernoticias fez uma matéria, intitulada Morador tem a casa invadida e apenas documentos são levados de armário. Levaram vários documentos, papéis, que consegui juntar desde 2012, provando que a autorização dada pelo IPHAN ao Governo, para desapropriar e demolir os imóveis na área frontal à Igreja do Rosário, foi 100% irregular. Faz algum, tempo, mesmo meu celular estando desligado, e discando o meu número do telefone fixo, alguém atendia e desligava. Eu pensava que tinha discado errado, mas quando ia ver, tinha discado para meu número mesmo certo. Não tenho dúvidas que não é coisa do Gaeco, é outra coisa, fuçar e intrometer na vida de cidadãos que estão fazendo de alguma forma oposição aos Governos. Como o fato aconteceu neste mês, eles estão botando para quebrar, a arapongagem continua a todo vapor. Da onde vem? Cabe ao próprio Gaeco descobrir. A máfia já chegou à Cuiabá. Isso é coisa de máfia de quinta categoria. Fiz B.O. na Polícia, e um Relatório ao MPF, pois a primeira coisa que furtaram foi um Relatório Completo, encaminhado ao Procurador da República.

  • Cuiabano
    19 Mai 2017 às 15:38

    Esse guardião espião deve ser exclusivo do executivo.

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