Olhar Jurídico

Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Notícias / Criminal

Delator premiado de esquema da Seduc é diagnosticado com Transtorno Bipolar e Ansiedade

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

23 Mai 2017 - 10:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Giovani Guizardi

Giovani Guizardi

Documentos trazidos aos autos da ação penal da “Operação Rêmora” apontam que o empresário Giovani Belatto Guizardi, delator premiado, foi diagnosticado com “Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Ansiedade Generalizada”. Para confirmar o laudo, o juízo da Sétima Vara Criminal, na figura do juiz substituto Jurandir Florêncio de Castilho Júnior, solicitou atestados médicos.

Leia mais:
Justiça condena Walter Rabelo e TV Record por divulgar rosto de policial em imagem de assalto


Conforme a defesa de Giovani Belatto Guizardi, feita pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, a recomendação médica é para que o réu participe de curso de “planejamento emocional”, conforme consta do trecho abaixo:

“Em relação ao pedido formulado às fls. 57/60, antes de analisá-lo, determino que a defesa junte aos autos documentos que atestem ter sido o Colaborador diagnosticado com ‘Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Ansiedade Generalizada’, bem como a recomendação médica para participação no curso “Planejamento Emocional”, no prazo de 05 dias. Com os documentos nos autos, voltem conclusos. (...) Assim, ao contrário do que aduz a defesa, o acordo não prevê a possibilidade de deslocamentos em razão de questões pessoais, e sim somente para finalidades religiosas ou tratamento de saúde. Ademais, o evento será realizado em um sábado (20/05) e o acordo prevê que a convivência com os filhos deverá ocorrer aos domingos, no espaço social do condomínio”.

O juízo, entretanto, negou o pedido para participação na palestra, pois “a hipótese não está abarcada no Termo de Acordo de Colaboração Premiada”.

O empresário Guizardi é acusado de, juntamente ao ex-secretário Permínio Pinto Filho, articular um esquema de pagamentos de propinas em obras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Os valores variavam, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), entre R$ 400 mil e R$ 3 milhões e o cartel seria formado por mais de 23 empresas que ganhavam contratos e licitações fraudadas junto a Secretaria.

Entenda o Caso:

Foram apontados fatos criminosos envolvendo cobranças de propinas relativas a contratos firmados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com empresas de construção.  

Segundo o Gaeco, a organização criminosa que vem sendo desarticulada desde a primeira fase da Operação Rêmora era composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. O núcleo de operações, após receber informações privilegiadas das licitações públicas para construções e reformas de escolas públicas estaduais, organizava reuniões para prejudicar a livre concorrência das licitações, distribuindo as respectivas obras para empresas, que integravam o núcleo de empresários.

Por sua vez, o núcleo dos agentes públicos era responsável por repassar as informações privilegiadas das obras que ocorreriam  e também garantir que as fraudes nos processos licitatórios fossem exitosas, além de terem acesso e controlar os recebimentos dos empreiteiros para garantir o pagamento da propina.

Já o núcleo de empresários, que se originou da evolução de um cartel formado pelas empresas do ramo da construção civil, se caracterizava pela organização e coesão de seus membros, que realmente logravam, com isso, evitar integralmente a competição entre as empresas, de forma que todas pudessem ser beneficiadas pelo acordo.

Conforme o delator premiado, a divisão dos valores arrecadados pelo esquema se dava da seguinte forma: 25% seriam destinados ao ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto Filho; 25% ficava com o empresário Alan Malouf, que segundo o delator, fazia a intermediação para os interesses escusos do executivo Estadual; 25% para o deputado Guilherme Malouf; 10% ficava com o próprio Giovanni Guizardi; 10% era destinado aos ex-servidores Wander Reis e Fábio Frigeri e os demais 5% eram destinados a cobrir despesas gerais para manutenção do grupo criminoso, como combustível, celulares, chips, etc. 

 

23 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • JUSTIÇA
    25 Mai 2017 às 10:06

    Para desviar milhões ele está impecável, tanto fisicamente, quanto mentalmente. Agora para arcar com as responsabilidades dos crimes praticados, está doente. Ninguém doente, tem capacidade para arquitetar um esquema de desvios de verbas públicos desta natureza.

  • CIDADÃO
    24 Mai 2017 às 11:19

    Pena que não foi diagnosticado com câncer. A corrupção é um câncer em nossa sociedade, pois mata a mingua as pessoas de bem. .

  • fffffffffffffffffffff
    23 Mai 2017 às 17:37

    Na cadeia, até eu ficaria doente....kkkkkkkkkkkk

  • joso
    23 Mai 2017 às 17:21

    Trocaram o nome, agora não é mais malandro virou doente.

  • Renato
    23 Mai 2017 às 16:41

    É só largar da química !!!!

  • Renato
    23 Mai 2017 às 16:41

    É só largar da química !!!!

  • Joaocanamansa
    23 Mai 2017 às 16:33

    E tá serto mas devolva todo o dinheiro que recebeu de propina pede conta do serviço público entrega todos os comparça ta resolvido.e pede uma vaga no Adalto Otelo e vá morar lá.

  • JCQuixabeira
    23 Mai 2017 às 16:12

    Que é isso, hein? Pagar de louco para se livrar da cana, não é para qualquer um não!!!!!! Precisa ter muita cara de pau.

  • Geraldo
    23 Mai 2017 às 16:04

    Na hora de PANHAR o alheio não era bi polar, agora é doente... Brasil brasil

  • Agora essa
    23 Mai 2017 às 15:07

    Transtorno bipolar? E como era? Era assim? Uma hora ele dizia: " aqui só consegue licitação quem pagar tantos por cento. E outra outra hora ele dizia "não, aqui não é com propina não, aqui é com trabalho honesto"... Era assim o transtorno dele ou na hora das falcatruas o transtorno era sempre monopolar? Povinho sujo.... Tem que avisar esse povo que ninguém é completamente são nessa vida, que todos temos problemas de saúde, ora emocionais ora físicos e mesmo assim tem um monte de gente ai, tentando por tudo nessa vida, ser honesto.

Sitevip Internet