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Quarta-feira, 28 de junho de 2017

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Alan Malouf tenta revogar prisão domiciliar pela 2ª vez após revelar mais detalhes de esquema

Da Redação - Lázaro Thor Borges

14 Jun 2017 - 11:35

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Alan Malouf tenta revogar prisão domiciliar pela 2ª vez após revelar mais detalhes de esquema
O empresário Alan Ayoub Malouf, sócio-proprietário do Bufett Leila Malouf, entrou com novo pedido de revogação de prisão domiciliar na Sétima Vara Criminal nesta terça-feira (13). O pedido deve ser analisado pela juíza Selma Rosane Arruda, que já revogou solicitação semelhante.

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Parte da justificativa da defesa de Malouf tem ligação com o último depoimento do empresário, que revelou novos fatos durante audiência realizada na última quinta-feira (08). Em interrogatório declarou que o governo do Estado empregou de caixa 2 durante a campanha de 2014 mediante a ciência de Pedro Taques. Em resposta, o governador afirmou que  as declarações são "levianas e mentirosas".

Foi também na última quinta-feira que Selma Arruda negou pedido de revogação semelhante feito pela defesa do acusado. No pedido, os advogados do empresário argumentaram que ele está colaborando com as investigações e que possui ocupação lícita. O Ministério Público, porém, registrou que os motivos que justificam a prisão domiciliar ainda persistiam.

Alan foi preso durante a 3ª fase da Operação Rêmora, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), a mando da juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.
 
A operação apura um esquema de propina e fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Educação. (Seduc). O esquema consistia na exigência de dinheiro de empresários que tinham valores a receber da Pasta.
 Alan Malouf é acusado de ser um dos líderes do esquema, ao lado do ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB), e do empresário Giovani Guizardi, que é delator das tratativas ilícitas.

Veja íntegra da nota divulgada pelo Governo do Estado:

"O governador Pedro Taques reagiu com indignação às declarações mentirosas, irresponsáveis, levianas e sem provas do senhor Alan Malouf sobre a existência de um suposto “caixa 2” na sua campanha de 2014.

O governador reitera o que já disse publicamente sobre o caso: não houve caixa dois em sua campanha e que sua prestação de contas foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral, onde pode ser acessada por qualquer pessoa.

O governador também esclarece que tomou todas as medidas que competiam ao Estado assim que a operação do MPE foi deflagrada para apurar a existência do esquema de conluio de empresários, entre os quais o senhor Alan Malouf, e servidores públicos para fraudar licitações na Secretaria de Estado de Educação.

Entre as medidas, foi realizada uma auditoria pela Controladoria Geral do Estado, e todos os servidores públicos citados foram exonerados (no caso dos exclusivamente comissionados) ou afastado de suas funções até conclusão do respectivo Processo de Administrativo Disciplinar (no caso do servidor efetivo). Esclarece, ainda, que dos 16 contratos denunciados pelo Ministério Público nas três fases da Operação Rêmora, o Governo rescindiu 14 deles, impedindo a materialização de prejuízos ao Erário, além de outras medidas, inclusive judiciais, para ressarcimento de valores que eventualmente tenham sido desviados dos cofres públicos.
 
Dois contratos não foram rescindidos porque já estavam com sua execução praticamente concluída, sem prejuízo de eventuais sanções por comprovação de alguma ilegalidade. Portanto, o governador rechaça com veemência a insinuação mentirosa do senhor Alan Malouf – réu confesso de receber propina do esquema e apontado pelo MPE como líder da quadrilha - de que ele tivesse conhecimento prévio das ilegalidades. Por fim, o governador Pedro Taques reitera sua confiança na Justiça e no Ministério Público, e tem convicção que ao final das investigações e ações judiciais em curso, a verdade prevalecerá, e todos aqueles que tiverem responsabilidade nos crimes cometidos serão punidos na forma da lei
".

Cuiabá-MT, 08 de junho de 2017. GCOM – Secretaria do Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso.

1 comentário

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  • Ignez
    15 Jun 2017 às 09:41

    Nao Sr Alan, o Sr nao entendeu. Criminoso confesso tem mesmo que ficar na cadeia. Admitir e denunciar nao lhe inocenta. Alias o Sr tem muita sorte por nao estar onde e de fato o seu lugar, no presidio.

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