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Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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Com R$ 23 milhões em dívidas, construtora e indústrias de MT avançam em suas recuperações judiciais

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

12 Set 2017 - 15:20

Foto: Divulgação

Empresa em recuperação judicial

Empresa em recuperação judicial

A Primeira Vara Cível de Falência e Recuperação Judicial de Cuiabá homologou dois planos de recuperação e deu prosseguimento a outro. A J. Marques Indústria de Artefatos de Cimento Ltda., a Larc Construções Comércio e Serviços Ltda. e a Lopes e Vieira Ltda. - Luis Carlos Pavão Transportes – ME estão em processo de superação de crise financera, sendo submetidos a administradores judiciais.

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A Larc Construções Comércio e Serviços Ltda. foi constituída em janeiro de 2002, para o desenvolvimento de atividades voltadas para a execução de pequenas obras, reformas e serviços em gerais. Em 2009 atacou o ramo da construção civil. Em 2015, já tinha em fase de construção 4 mil Unidades Habitacionais do Projeto Minha Casa Minha Vida, empregando 400 funcionários diretos. Alega, entretanto, ter sofrido “calote” da Caixa Econômica Federal referente a vistorias e medições realizadas.

As dívidas da construtora hoje chegam a quase R$ 1 milhão.

Já o conglomerado de empresas formado por Lopes e Vieira Ltda. e Luis Carlos Pavão se submete a recuperação judicial desde o ano de 2013. Todas as empresas desta recuperação são constituídas pelos mesmos fundadores do grupo familiar e atuam em conjunto desde a formação da lavoura em plantio próprio, fornecendo insumos para agricultores parceiros.

Relataram naquele ano que a crise ocorreu em razão da alta inadimplência de alguns clientes de grande expressão orçamentária para a requerente, elevada carga tributária do mercado interno, elevadíssima taxa de retorno paga aos investidores como bancos, factorings, tradings financeiras e empréstimos pessoais a altas taxas de juros, alto valor dos financiamentos contraídos em negociações na compra de maquinários, acessórios e veículos naquele momento e investimento em atividades paralelas sem o retorno a curto prazo anteriormente previsto.

Resultado, um passivo calculado em R$ 18.876.139,39.

Por fim, a J. Marques Indústria de Artefatos de Cimento Ltda., de nome fantasia “Constubos”, encontra-se em processo de recuperação desde 2015 e acumula dívida de R$ 7.425.153,49.

Narra que foi fundada há mais de 30 anos para atuar na fabricação de estruturas pré-moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda, tubos de concreto, galpões pré-moldados, pontes e galeria e bueiros celulares, sendo líder no segmento regional.

“Desempenhou papel importante no desenvolvimento de Cuiabá e interior, fornecendo grande parte das estruturas pré-moldadas para as empreiteiras que aqui realizam suas obras”.

Em 2006, o Estado de Mato Grosso, sob gestão Blairo Maggi, lançou plano de investimento, foi quando a empresa constituiu suas primeiras dívidas significativas, mediante empréstimos e financiamentos realizados para a renovação de seus maquinários que já se encontravam velhos e sucateados.

“Assim, a requerente desenvolveu suas atividades sem maiores dificuldades durante os 06 anos seguintes, porém toda a expectativa criada para o ano de 2014, em razão da realização da copa do mundo, foram por água abaixo, 'fazendo por desmoronar toda a cadeia relacionada à construção civil'”, narra a requerente.

“Noticia ainda a inadimplência dos Governos Estadual e Federal em detrimento de empreiteiras”. Assevera ainda a existência de bloqueio de pagamentos do Estado em relação a vários serviços já realizados por seus clientes, desde o final do ano passado, quando a auditoria no Governo Estadual inviabilizou o recebimento da contraprestação a que diz fazer jus.

Não bastando, veio a crise financeira de 2014.

Andamento:

Os planos de recuperação judicial das empresas J. Marques Indústria de Artefatos de Cimento Ltda. e Larc Construções Comércio e Serviços Ltda. foram homologados recentemente. O que significa um passo à frente na evolução do projeto de reconstrução econômica das requerentes.

Já a Lopes e Vieira Ltda. - Luis Carlos Pavão Transportes – ME, encontra-se um passo atrás. Recebeu ordens da Primeira Vara para que realize seu conselho de credores para deliberar um plano de recuperação à ser seguido.

Por outro lado, obteve do juízo autorização para que seja exigido do Banco do Brasil a liberação de créditos ficando ainda a referida instituição obstada de promover novos bloqueios, bem como de impedir qualquer tipo de acesso via caixa eletrônica ou internet desde a distribuição da recuperação judicial.

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