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Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

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Justiça concede liminar para Estado custear tratamento de fertilização in vitro

Da Redação - Arthur Santos da Silva

24 Set 2017 - 14:45

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Justiça concede liminar para Estado custear tratamento de fertilização in vitro
O Defensor Público Fábio Barbosa, que atua na comarca de Pedra Preta, obteve uma liminar para que uma assistida da Instituição pudesse realizar um tratamento de fertilização in vitro custeado pelo Estado.

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A assistida relatou seu caso dizendo que quando contava com apenas 22 anos de idade, acabou se submetendo a uma laqueadura em suas trompas após ter o primeiro filho por pressão familiar.

Passados mais de dez anos, e vivendo outra relação conjugal, a assistida disse já ter buscado diversas formas de reverter o procedimento de esterilização, mas sem sucesso até o momento.

Foi quando uma junta médica a informou de que apenas pela fertilização in vitro ela teria a chance de engravidar novamente.

“Com essa notícia, o casal buscou economizar afim de tentarem o tratamento, mas novamente não obtiveram êxito. Agora, aos 39 anos, procuraram a Defensoria Pública em Pedra Preta como última esperança no sentido de obter do Estado o custeio da fertilização. Com base no princípio da dignidade humana, e na necessidade de os Tribunais reconhecerem a infertilidade humana, ainda que provocada, como uma questão de saúde pública, alcançamos este resultado tão importante para a família”, declarou o Defensor.

10 comentários

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  • Claudio Gaucho
    28 Set 2017 às 10:19

    Uma série de erros nesse caso. Laqueadura com 22 anos é absurdo num pais como o Brasil, que precisa de mão de obra barata. Outro erro é o Erário custear esse tipo de tratamento, enquanto existem milhares de crianças sem lar. O Estado deveria concentrar os recursos em casos de doenças e epidemias, não financiar novos nascimentos, pois quem não tem recursos não deve por filho no mundo.

  • Denyelle cesar Coelho
    26 Set 2017 às 08:33

    Eu precisaria de ajuda do governo pois tive 2 gestação tubaria fiquei sem as 2 trompas e não tenho filho meu sonho é ser mãe mas devido ao tratamento ser muito caro e ja estou com 36 anos acho que infelizmente não vou poder fazer custear esse tratamento. Esses casos sim o sus deveria pagar pois é questão familiar

  • Daniela
    25 Set 2017 às 17:57

    Acho um absurdo quem nunca passou pela dor de querer ter filhos e não conseguir, julgar absurdo essa decisão. É muito simples avaliar a necessidade do outro quando esta não é a sua própria! Apesar da requerente já ter outro filho, é digno uma família querer se expandir através da gestação de uma criança. Que o Estado gaste seu dinheiro, que é da sua população com algo digno - constituição familiar.

  • Maria
    25 Set 2017 às 14:35

    E isso agora é responsabilidade do Estado? Absurdos que vemos por aí... vai cobrar da família que a obrigou a fazer o procedimento. Não do Estado.

  • Jane
    25 Set 2017 às 12:34

    ABSURDO

  • Rafa
    25 Set 2017 às 09:07

    Eita... lá vai o Estado ter que custear mais um procedimento caríssimo e desnecessário. É um completo absurdo isso! A pessoa era maior e deveria arcar com as consequências dos seus atos. Além disso, não é uma doença, algo grave, não é nenhuma prioridade um procedimento médico dispendioso desses, enquanto milhares de pessoas ainda morrem de lepra no Brasil, por falta de recursos. Não há Estado no mundo que aguente custear todos os procedimento a todas as pessoas. A judicialização da saúde, por esse ativismo da Defensoria Pública, por vezes, causa certo espanto, tamanha ausência de critérios para escolha das demandas.

  • L Soiares
    25 Set 2017 às 05:01

    Também assim é demais!

  • Luiz Guilherme
    24 Set 2017 às 21:37

    Simplesmente um absurdo. Com esse judiciário que decide de acordo com que é mais fofinho, bonitinho, legalzinho aos olhos da plateia, qualquer planejamento de políticas públicas para o país está fadado ao fracasso.

  • Luiz
    24 Set 2017 às 20:25

    Isso é um absurdo se virar moda, haja dinheiro público.

  • Cal
    24 Set 2017 às 19:25

    Respeito a vontade e dor dessas pessoas , afinal ja passamos por isso.não consigo avaliar ate que ponto isso é justo diante de situações tão complicadas de saúde pública .Em nosso caso adotamos duas crianças , as quais amamos muito e por elas somos amados.

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