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Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

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Ministério Público ingressa com ação requerendo interdição de motel e indenização

Da Redação - Arthur Santos da Silva

06 Dez 2017 - 16:43

Foto: Reprodução

Ministério Público ingressa com ação requerendo interdição de motel e indenização
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ingressou com ação civil pública pedindo a interdição do motel "Classe A Motel", construído no bairro CPA II, em Cuiabá. O MPE requer, ainda, a suspensão das atividades, e pagamento de indenização tendo em vista que o empreendimento está completamente irregular e incompatível para o local. O valor da causa é de R$ 200 mil.

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Conforme a ação, o projeto aprovado na Prefeitura de Cuiabá foi para a construção de um Apart Hotel, “enquanto que as características do imóvel são de motel, tratando-se de atividade classificada pela legislação de médio impacto, com necessidade de relatório de atividade e análise de localização”.

Na ação o MPE pleiteia, também, que o proprietário do estabelecimento comercial elabore e execute projeto de adequação do imóvel à legislação municipal (no que diz respeito a índice de permeabilidade, acessibilidade, calçada padrão, arborização, correto tratamento e destinação final dos efluentes e resíduos sólidos, etc), com as eventuais necessárias demolições, devendo o projeto ser submetido à apreciação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

Dos 24 imóveis que existem no entorno do empreendimento, 14 são residenciais (58,33%) e 10 comerciais (41,66%), o que, segundo a ação do MPE, torna a atividade incompatível com o local, “consoante o parâmetro aceitável de que pelo menos 60% dos imóveis lindeiros também tenham uso não residencial, mencionado na lei complementar 389/2015. Outrossim foi confirmado que segundo a legislação vigente à época da aprovação do projeto não era permitida a instalação de motel nesse local”.

Segundo o MPE, o proprietário do imóvel já assinou TAC com o município de Cuiabá, em 2006, no qual se comprometeu, dentre outras obrigações, a regularizar a situação do seu imóvel, adequando e executando os projetos técnicos necessários. “Contudo, o referido acordo não foi cumprido. Demonstra-se, portanto, a total irregularidade do estabelecimento e infração às normas de ordenamento urbano, urgindo uma decisão judicial, tendo em vista a recalcitrância do infrator”.

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