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Terça-feira, 23 de janeiro de 2018

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USP confirma falsificação em especialidade de médica suspeita por morte de prefeito

Da Redação - Arthur Santos da Silva

12 Jan 2018 - 09:36

Foto: Reprodução

Yana Fois e Antônio Pereira

Yana Fois e Antônio Pereira

A Coordenação Geral da Comissão de Residência Médica (Coreme) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo enviou resposta ao Ministério Público de Mato Grosso, na última semana, esclarecendo que a médica Yana Fois Coelho Alvarenga não possui título em pediatria pela instituição.
 
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O órgão ministerial, por meio da Promotoria de Justiça de Colniza, denunciou Yana por uso de certificado falso de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria pela Universidade de São Paulo.
 
Ela está presa por suposta participação na morte do prefeito de Colniza (1.065 km), Esvandir Antonio Mendes, ocorrida no dia 15 de dezembro de 2017. 

De acordo com os autos, em fevereiro de 20015, a médica fez uso de documento falso no Hospital André Maggi, onde apresentou certificado de conclusão de residência médica de pediatria.
 
“Ao ser questionada pela autoridade policial onde teria realizado sua residência, a médica respondeu que ‘na USP de São Paulo’, dados que foram negados pelo Coordenador Geral da Comissão de Residência Médica – Coreme - da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”. Ao ser interrogada, a denunciada confessou que “não possui título em pediatria”.

Conforme o MPE, em entre abril a maio de 2015, no mesmo hospital, a denunciada inseriu declarações falsas, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
 
“Atestou-se que a denunciada se referia como ‘pediatra’, tanto que em perfil do hospital em rede social, há a informação de que a médica é ‘Pediatra com pós-graduação em dermatologia’. A denunciada também confessou que atendeu no Hospital Municipal e nos lugares onde atuou, em suas consultas, assinava como pediatra, o que também pode ser constatado no Atestado de Saúde”.

A médica é mulher do empresário Antônio Pereira Rodrigues, apontado como mandante do homicídio. Ela está presa desde o dia 26 de dezembro na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Ao todo quatro suspeitos de cometerem o crime foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público de Mato Grosso. Além da médica e o empresário, foram denunciados Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva. Eles vão responder pelos crimes de organização criminosa, e homicídio qualificado por motivo fútil e promessa de recompensa.

6 comentários

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  • Jorge,Um brasileiro
    14 Jan 2018 às 01:27

    Amanha ta solta , linda bela e recatada.....Imagine quanto óbitos de criancinha o CRM foi omisso na investigação administrativa!?

  • nonato
    13 Jan 2018 às 19:01

    E CD O CRM QUE NAO DESCOBRIU QUE MULÉ é ESPECIALISTA EM PEDIATRIA

  • wilson
    13 Jan 2018 às 18:41

    ME ADMIRA O HOSPITAL CONTRATAR UMA PESSOA QUE SE DIZ MÉDICA E NÃO IR ATRÁS DE INFORMAÇÕES SE REALMENTE O DIPLOMA DELA É VERIDICO. É INADIMICIVÉL.

  • Willian
    13 Jan 2018 às 17:25

    Vai ver nem médica é...

  • ECL
    13 Jan 2018 às 17:05

    Tem que ter leis rígidas neste País, estamos presenciando a acessão do crime. Estamos vendo dia após dia leis sendo criada para proteger o crime, que País é este...

  • Durval Breda
    12 Jan 2018 às 18:47

    Quem vê uma mulher com essa aparência, bonita e aparentemente dócil, não imagina o perigo que seu coração retransmite.

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