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Quinta-feira, 18 de outubro de 2018

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Justiça cobra explicação de militar da Grampolândia que foi a casa noturna armado

Da Redação - Vinicius Mendes

10 Out 2018 - 14:34

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Justiça cobra explicação de militar da Grampolândia que foi a casa noturna armado
O juiz Wladymir Perri, da Décima Primeira Vara Criminal Especializada Justiça Militar, determinou que a defesa do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, se manifeste sobre as provas apresentadas pelo dono de uma casa noturna, uma ficha de clientes que portavam arma de fogo e frequentaram o local. Gerson teria assinado este documento, o que descumpriria as condições impostas em sede de Habeas Corpus.
 
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No último dia 29 de setembro, por volta das 16h, o proprietário da casa noturna procurou a Justiça para entregar um documento original, uma “ficha cadastral de clientes portando arma de fogo” do dia 30 de agosto, com a asinatura de Gerson Luiz Correa.

O juiz Wladymir Perri então intimou a defesa do militar para que se manifestasse sobre os documentos apresentados. O magistrado ainda determinou que, com ou sem manifestação, após este prazo que o Ministério Público se manifeste.

O juiz Murilo Moura Mesquita, da Décima Primeira Vara Criminal Especializada Justiça Militar, já havia intimado a defesa do cabo Gerson Correa a dar explicações sobre duas violações das medidas cautelares impostas ao militar, praticadas nos dias 29 e 31 de agosto.

O Ministério Público havia recebido uma denúncia de que o cabo esteve em um bar na noite do dia 30 para 31, o que descumpriria as condições impostas em sede de Habeas Corpus. Estes novos documentos seriam prova disso.

Ao Olhar Jurídico a defesa de Gerson já havia dito que “repudia totalmente as acusações de violações e serão os fatos provados contrariamente”. Sobre os novos documentos, afirmaram que ainda estão estudando o caso, para se manifestar.
 
Medidas cautelares
 
Gerson foi solto, mas lhe foram impostas medidas cautelares. O cabo está proibido de sair da região metropolitana de Cuiabá, sem autorização da Justiça, e terá que comparecer ao Fórum todos os meses, além não poder manter contato com testemunhas e outros acusados no processo.
 
Gerson também está impedido de frequentar órgãos públicos, especialmente a Polícia Militar.
 
Além do monitoramento eletrônico, o cabo fica submetido a recolhimento domiciliar entre 20h e 6h durante a semana e de forma integral aos finais de semana e feriados.

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