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Quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

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Investigados por lavagem e crimes tributários; confira a ficha judicial dos senadores de MT que analisarão impeachment

Da Redação - Lázaro Thor Borges

26 Abr 2016 - 15:34

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Senador Blairo Maggi (PR)

Senador Blairo Maggi (PR)

Depois de passar pela Câmara dos Deputados o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef será votado, em sua admissibilidade, no Senado Federal. Mato Grosso possui três senadores na casa, entre eles, dois (José Medeiros e Wellington Fagundes) analisarão a questão.

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Maggi, José Medeiros (PSB) e Wellington Fagundes (PP) já se posicionaram favoráveis ao recebimento do processo. Caso isso aconteça, Dilma ficará afastada do cargo por 180 dias, para que ocorra o julgamento definitivo (com todos os nomes), e o vice-presidente, Michel Temer, assume. O Olhar Jurídico levantou a ficha judicial dos três senadores de Mato Grosso. A apuração foi feita com dados do site Transparência Brasil e do Supremo Tribunal Federal (STF). Confira:

Blairo Maggi (PR) – Blairo Borges Maggi é formado em agronomia e chegou a ser considerado o maior produtor de soja do mundo. Ele assumiu um cargo político pela primeira vez em 1999, na condição de suplente, ao assumir o mandato do senador Jonas Pinheiro que foi afastado por questões de saúde. Blairo foi governador do Estado pelo Partido Popular Socialista (PPS) duas vezes (2003-2007/ 2007-2011) e foi eleito senador em 2010 pelo Partido Republicano (PR).

TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso - Processo Nº 0018845-96.2011.4.01.3600 - É alvo de ação de improbidade administrativa (dano ao erário) movida pelo MPF.

TJ-MT - Comarca de Juara - Processo nº 1732-72.2006.811.0018 - É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em que o parlamentar responde pelas condições ruins de um centro de detenção de crianças e adolescentes, detectadas durante seu primeiro mandato como governador.

TJ-MT - Comarca de Cuiabá Cível - Processo nº 59959-05.2014.811.0041 - É alvo de ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

TJ-MT Comarca de Juína Cível Processo Processo nº 0/2008 – Blairo também é alvo de ação indenizatória por dano moral proposta por um morador do município de Juína alega que sua casa foi invadida por policiais militares sob alegação de averiguar uma denúncia anônima de que ali se encontraria uma motocicleta objeto de furto. Na época do ocorrido, Blairo era governador do Estado.

STF – Inquérito n° 3161 - É alvo de investigações por suspeita de crimes previstos na legislação extravagante, crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Genético. Também é investigado por crimes praticados por funcionários públicos contra a administração e prevaricação

STF – Inquérito n° 3355 – É alvo de investigações por suspeita de crimes previstos na legislação extravagante e crimes da lei de licitações.

STF – Inquérito n° 3754 – É investigado por crimes contra o patrimônio, estelionato, crimes contra a administração da justiça e favorecimento pessoal.

Maggi ainda é investigado no STF em um inquérito sigiloso fruto da Opração Ararath, que versa sobre um rombo de aproximadamente R$ 500 milhões nas contas públicas de Mato Grosso. Crimes de "Lavagem", Ocultação de Bens, Direitos ou Valores.

Wellington Fagundes (PR) Wellington Antonio Fagundes é formado em veterinária, proprietário rural e possui concessão de radiodifusão. Foi deputado federal pelo Partido Republicano na legislatura passada (2011-2015) e pelo Partido Liberal (PL) nas cinco legislaturas anteriores (1991-1995/ 1995-1999/ 1999-2003/ 2003-2007/ 2007-2011). Foi ainda secretário de Projeto Estratégico de Mato Grosso (1999) e de Planejamento do município mato-grossense de Rondonópolis (1989).

STF – Inquérito n° 3496 – É alvo de investigações por suspeita de crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral e peculato.

STF – Inquérito 2195 – É suspeito de cometer crimes previstos na legislação extravagante e crimes contra a ordem tributária.

José Medeiros (PPS) - José Antonio Medeiros é formado em matemática e direito, foi professor e agente da Polícia Rodoviária Federal. Foi suplente do ex-senador Pedro Taques na legislatura 2011-2019, assumiu o cargo em janeiro de 2015 no lugar quando Taques foi eleito governador do Mato Grosso.

O senador José Medeiros não possui ficha nos órgãos do Poder Judiciário.

Outro lado


Segundo a assessoria do senador Blairo Maggi (PR), todos os processos no Supremo Tribunal Federal (STF) foram arquivados. Sobre os processos no Tribunal de Justiça do Estado (TJMT) a assessoria de Blairo afirmou que o processo nº 1732-72.2006.811.0018 foi extinto sem julgmento de mérito e o processo n° 59959- 05.2014.811.0041 foi recebida a notificação e aprensetada a defesa prévia. Em relação ao pedido de danos morais, a argumentação é a de que Maggi foi apenas citado no processo, na condição de governador na época. A assessoria também comentou sobre o processo no TRF1 em que o senador foi inocentado e o processo foi extinto. 

Segundo a assessoria do senador Wellington Fagundes (PR), o inquérito n° 3496 é um procedimento de apuração instaurado em junho de 2012 em que não houve qualquer conclusão do Ministério Público Federal por qualquer prática criminosa. O senador, segundo a resposta enviada ao Olhar Jurídico, aguarda convocação da Justiça para exercer sua defesa. Já sobre o inquérito n° 2195 a assessoria informou que o processo foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal a pedido do MPE.




 

13 comentários

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  • Marcelo José
    21 Nov 2016 às 18:59

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  • jose de souza
    27 Abr 2016 às 14:55

    BLAIRO, MP REABRE O CASO DO MAQUINÁRIOS

  • welber
    27 Abr 2016 às 12:05

    esse tipo de matéria serve para que possamos escolher melhor (ou menos pior) em cada eleição, uma pena que gente como Blairo e Wellingnton, sejam expoentes da política partidária de suas agremiações dado ao poder (financeiro e de mídia) que possuem nas mãos. Poderiamos ter gente mais capacitada e honesta na política, se fossemos mais vigilantes quanto as ações dos que elegemos. Só assim conseguiremos depurar do sistema político, gente como Cunha, Blairo, Renan Calheiros e CIA-LTDA

  • JEFERSON MATOS
    27 Abr 2016 às 12:03

    Primeiro, não há golpe em curso. Segundo, quem tem cargo político normalmente responde, já respondeu ou responderá judicialmente. Ninguém ali no Senado ou na Câmara Federal tem moral alguma pra falar de ninguém. Temer é tão sujo quanto Dilma e Cunha

  • Marquinho2
    27 Abr 2016 às 09:17

    Medeiros não tem processo ainda mas, na politica, o caminho que ele prefere seguir, logo-logo vai estar fichado na policia judicaria,ou vai ficar isolando lá no congresso ja que lá tem os conchaves pra aprovar ou não matéria do Temer.

  • Verônica Rodrigues
    27 Abr 2016 às 08:16

    Por favor, respeitem nossa língua patria! Em português não existe " presidenta", como não existe " estudanta".

  • Tito Lampreia
    27 Abr 2016 às 08:15

    Povo engolindo o Golpe!!! SUPRIMIR DIREITOS TRABALHISTAS!!!

  • luiz otavio
    27 Abr 2016 às 06:54

    se a justiça brasileira fosse rapida,Maggi estaria preso

  • ao songamonga
    27 Abr 2016 às 06:37

    Resumindo é golpe golpe golpe golpe ....e o governador apóia.

  • joão vasconselos
    26 Abr 2016 às 18:29

    Com todo o respeito, o sr. senador MEDEIROS, é alvo de investigação pela polícia federal, referente a ata de convenção partidária que foi objeto de fraude, de falsificação. Inclusive no senado federal, é alvo de denuncia no conselho de ética.

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