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Sexta-feira, 26 de maio de 2017

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Novo chefe do MP garante fortalecer ações de combate a corrupção em Mato Grosso

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

11 Jan 2017 - 14:17

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD e Expresso MT

Novo chefe do MP garante fortalecer ações de combate a corrupção em Mato Grosso
O novo chefe do Ministério Público Estadual (MPE), o promotor de Justiça, Mauro Curvo, garantiu que o reforço estrutural e de equipes ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) será prioridade de sua gestão. O grupo, sob a batuta do promotor Mauro Aurélio Castro, foi responsável por desbaratar diversos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro em Mato Grosso no ano de 2016.

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"Vamos trabalhar fortemente em outro eixo que é o combate a corrupção", adiantou Curvo. "O MPE de Mato Grosso é o que tem hoje a melhor estrutura fisica de trabalho, o que vamos fazer é colocar mais um colega, para melhorar, e trabalhar com tecnologia. Gente e tecnologia, esse somatório vai nos dar resultados no combate à corrupção, que é essencial. A corrupção mata na saúde quem precisa de atendimento médico e não tem, pois o dinheiro foi desviado, mata na estrada com desvio de dinheiro que ia para construção dessa estrada, o cidadão desvia de buracos e sofre acidente", comentou. 

Questionado se podemos esperar novas operações policiais para este ano, Mauro Curvo evitou dar detalhes e disse não saber muito do que pode vir, mas garantiu que a corrupção será ainda mais combatida em sua gestão. "Pode ter certeza que o combate à corrupção vai ser prioridade", garantiu à rádio Capital FM, nesta manhã. 

No último dia 9, o governador Pedro Taques anunciou que, em respeito a votação dos membros do MPE, nomeará Curvo para o cargo de Procurador Geral de Justiça de Mato Grosso para próximo biênio (2017/2018). Ele encabeça a lista tríplice do MP. A nomeação foi publicada nesta terça-feira (10). Curvo assumirá a cadeira em março deste ano. 

“O Governo tem absoluta confiança que o relacionamento entre Executivo e Ministério Público continuará sendo pautado pelo respeito e colaboração institucionais, respeitando-se a independência, autonomia e responsabilidades de cada ente público”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

A entrega da lista tríplice foi feita ao Paiaguás pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, no último dia 2. A lista foi tirada em votação obrigatória de todos os membros ativos do Ministério Público tem em primeiro lugar o promotor de Justiça Mauro Curvo, que obteve 140 votos. O segundo colocado, promotor de Justiça José Antônio Borges Pereira, recebeu 115 votos e a terceira colocada, procuradora de Justiça Eliana Cícero Maranhão, obteve 97 votos. De fora da lista ficou Ana Peterlini, ex-secretária de Meio Ambiente do Estado.

De acordo com a Constituição Federal, a prerrogativa para a escolha do novo chefe do Ministério Público Estadual é do Governador, que tem até 15 dias para efetivar a nomeação. Em Mato Grosso, tradicionalmente, o chefe do Poder Executivo tem escolhido o primeiro colocado na lista tríplice.

A eleição para a definição da lista tríplice ocorreu no dia 14 de dezembro, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça. A comissão eleitoral foi presidida pelo procurador de Justiça, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, com a participação da promotora de Justiça Sasenazy Soares Daufenbach (secretária) e do promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz. Com informações da assessoria de imprensa.

2 comentários

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  • Ana
    12 Jan 2017 às 09:02

    Podia começar vendo porq todos dá operação remora estão soltos e não se fala mais nisso e tantos milhos do estado mais uma vez desviado sem punição ...

  • Davi
    11 Jan 2017 às 16:28

    Essa eleição do MPE foi emblemática, pois afastou a possibilidade do MP se tornar um puxadinho do Paiaguás. Esperamos que o MP continue tendo um papel atuante no combate à corrupção no Estado e que não aconteça como no caso Silval Barbosa, uma atuação tardia que se fosse realizada antes teria evitado desvios milionários. Na gestão atual a atuação do GAECO, sob o comando do MP preveniu que muitos recursos fossem ou continuassem sendo desviados.

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