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Segunda-feira, 16 de outubro de 2017

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Por suspeitas de irregularidade, Controladoria audita contratos de Wallace com três empresas

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

09 Jan 2017 - 16:24

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Wallace Guimarães

Wallace Guimarães

A Controladora Geral do Município de Várzea Grande, por meio da Controladora Geral Denize Rosa de Morais, determinou abertura de auditoria para apurar possíveis irregularidades nas liquidações de despesas oriundos de contratos firmados entre a Prefeitura, durante a gestão Wallace Guimarães, e empresas contratadas em 2013. A portaria foi publicada no último dia 06.

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Serão submetidos à auditória os contratos firmados entre o prefeito Wallace Guimarães e as empresas KS Controle de Pragas e Soluções Ambiental Ltda., Somec Serviços, Médicos Ltda. e Centro de Imagenologia do Centro Oeste.

A Controladoria determinou ainda formação de comissão com três servidores, Sergio Freitas da Silva, Aracelly Ferreira Campos e Geisiane de Almeida Silva. Eles terão prazo de 60 para concluir a Tomada de Contas Especial.

As três empresas fecharam contratos com a Prefeitura de Várzea Grande em 2013. A KS Controle de Pragas fechou contrato de R$ 573.953,84 para executar serviços de limpeza, manutenção e adequação sanitária da Secretaria de Saúde.

Já o contrato da Ceico foi de R$ 1.638.170,50, para realização de exames de tomografia, exames computadorizados e ultrassonografia em regime de urgência e emergência.

O terceiro, último e maior contrato, foi firmado com a Somec: R$ 3.864.000,00 para promover cirurgias gerais emergenciais, cirurgia geral / trauma nas dependências no Pronto-Socorro Municipal.
 

* Texto que determina abertura de auditoria.

Wallace Guimarães teve suas atividades políticas colocadas sob suspeita após tornar-se réu na ação penal oriunda da "Operação Sodoma". De acordo com a promotora do Ministério Público Estadual (MPE), Ana Cristina Bardusco, o ex-prefeito de Várzea Grande promoveu corrupção ativa. Segundo a peça da denúncia, Wallace, acompanhado de outros dois, teriam sido beneficiados em cerca de R$ 2 milhões, em. Teria ainda afirmado que parte das negociações era “assunto que eu resolvo”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Antonio Roni de Liz e Evandro Gustavo Pontes da Silva teriam agido como comparsas de Wallace Guimarães no esquema da “Sodoma”.

A comunhão dos três garantiu a entrega de R$ 2 milhões à organização criminosa “para que fosse autorizada a adesão de várias Secretarias e/ou contratação de empresas gráficas, parcialmente identificadas, no Pregão 093/2011, com o propósito de simular fornecimento e promover o desvio de receita pública”, segundo consta dos autos. Fraude esta que é objeto de outra investigação policial.

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