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Presidente do TJ critica atos e afirma que manifestantes estão 'servindo de massa de manobra'

Da Redação - Arthur Santos da Silva

A desembargadora Maria Helena Póvoas, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acredita que manifestantes que tomaram as ruas de várias cidades após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) estão servindo de massa de manobra.

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Ainda segundo a magistrada, não houve fraude eleitoral e o resultado, que consagrou Lula (PT) como o próximo presidente, deve ser respeitado por todos. Entrevista foi concedida nesta segunda-feira (7), na sede do TJMT.
 
“Eu queria não estar vendo isso. Isso parece coisa de quem não viveu uma era bastante conturbada neste país, onde uma cortina negra se abateu sobre o país. Eu vivenciei essa era. Eu sei o que é esse regime. Em segundo lugar, acredito eu, essas pessoas estão sendo massa de manobra de alguém, de quem a gente não sabe. Eu passei pelo Tribunal Eleitoral e posso garantir que não há fraude na urna eletrônica”, salientou a magistrada.
 
Ainda segundo Maria Helena Póvoas, manifestar insatisfação é um ato democrático. O que não é democrático, porém, “é assacar leviandades principalmente dizendo que a eleição foi fraudada. Não foi fraudada”.
 
A presidente do Tribunal de Justiça (TJMT) preferiu não polemizar sobre a atuação da Secretaria de Estado de Segurança. Segundo a magistrada, o desempenho do Governo de Mato Grosso, algumas vezes questionado por suposta negligência, está correto.
 
“A manifestação não está mais obstruindo as vias de acesso. O estado tem se comportado como verdadeiro democrata”, salientou Mari Helena.
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