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Notícias / Agronegócios
09/02/2010 - 09:10

Tecnologias de produção trazem expectativas à safrinha de arroz

Da Redação - Thalita Araújo
Foto: ReproduçãoTecnologias de produção trazem expectativas à safrinha de arroz

Nos últimos anos, pesquisas agrícolas permitiram a criação e o aperfeiçoamento de uma variedade de arroz que possibilita uma safra precoce, que pode ser iniciada logo após a cultura da soja em Mato Grosso. Em teste há dois anos, principalmente nos municípios de Sorriso e Primavera do Leste, a safrinha do arroz deve ser implementada por muitos produtores neste ano, e as expectativas são muito boas.

“É ainda um fato novo. Mas as perspectivas são boas e estamos animados. Acredito que, com o preço baixo do milho, os produtores vão optar pelo arroz”, analisa Joel Gonçalves Filho, presidente do Sindicato da Indústria do Arroz do Estado de Mato Grosso (Sindarroz-MT).

O presidente explica que há pouco mais de três anos não havia disponível um tipo de semente para áreas já abertas. É por esse motivo que o arroz sempre foi visto como um “vilão” do meio ambiente, e apenas como um “preparador” de áreas recém-desmatadas para outras culturas.

Com as tecnologias recentes, a cultura em áreas já abertas torna-se bastante viável e sem alterar em nada a qualidade do produto final. “O arroz era visto como algo para preparar a terra. Nos últimos anos começou a ser visto como atividade agrícola e o mercado se profissionalizou”, diz Joel.

Marcos Lorga, membro do Sindarroz, acrescenta que a cultura do arroz tem sido, inclusive, uma parceira das práticas ambientais, sendo utilizada para recuperação de áreas degradadas.

O ciclo normal no arroz é iniciado entre os meses de outubro e novembro, com colheita entre fevereiro e março. Apesar das expectativas boas em relação à novidade da safrinha, ainda não há estimativas de quanto de área receberá a cultura neste primeiro semestre.

Segundo Lorga e Gonçalves Filho, a produção anual de arroz em Mato Grosso é em torno das 800 mil toneladas, das quais aproximadamente 250 mil são consumidas internamente. É o único produto 100% beneficiado dentro do Estado. O excedente da produção é vendido para Rondônia, Acre, interior de São Paulo e Estados da região Nordeste.

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