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Quarta-feira, 24 de maio de 2017

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Israel insiste que vai continuar construções em Jerusalém Oriental

Folha Online

26 Mar 2010 - 13:38

O governo de Israel vai continuar com as construções em Jerusalém Oriental, reiterou nesta sexta-feira o gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. "A política de construções em Jerusalém permaneceu a mesma por 42 anos e não vai mudar", afirmou o comunicado oficial.

A declaração foi divulgada antes mesmo do encontro de hoje entre o premiê israelense e altos membros de seu gabinete, justamente para formular uma resposta à exigência americana para que Israel retome as negociações com os palestinos.

Autoridades americanas tentam persuadir Israel a suspender novos projetos em Jerusalém Oriental e a discutir questões-chave, como suas fronteiras e o status de Jerusalém, como parte de negociações indiretas com os palestinos.

Crise internacional

Israel ocupa parte da Jerusalém Oriental desde 1967, sem reconhecimento internacional. A cidade é pleiteada pelos palestinos como capital de um futuro Estado e central nos esforços de negociação de paz.

O governo israelense anunciou recentemente a construção de mais de 1.600 novas casas nos assentamentos judaicos na região. O anúncio veio em meio aos esforços dos Estados Unidos para reaproximação de Israel e palestinos. Causou não apenas a suspensão das negociações indiretas por parte dos palestinos, mas também uma das mais graves crises na relação Israel-EUA.

Na última terça-feira (23), Israel anunciou ainda que outras 20 unidades foram aprovadas para o bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, piorando a situação que já era tensa.

Para Washington, o fato de Israel construir em Jerusalém Oriental é uma atitude provocativa e prejudica o andamento das negociações.

O Quarteto para o Oriente Médio --formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU (Organização das Nações Unidas)-- pediu a Israel e à liderança palestina que fechem um acordo de paz em um prazo de 24 meses, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
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