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Sucessão vive crise de candidaturas para governador e senador em 2010

Apesar de o vice-governador Silval Barbosa já ter contratado um marqueteiro para tentar viabilizar sua candidatura à sucessão de 2010, desde que Mato Grosso foi dividido em 1978, nunca ocorreu um processo pré-sucessório tão sem nomes confirmados como atualmente.

Da Redação /Marcos Coutinho

22 Abr 2009 - 10:00

Foto: Reprodução

Sucessão vive crise de candidaturas para governador e senador em 2010
Apesar de o vice-governador Silval Barbosa já ter contratado um marqueteiro para tentar viabilizar sua candidatura à sucessão de 2010, desde que Mato Grosso foi dividido em 1978, nunca ocorreu um processo pré-sucessório tão sem nomes confirmados como atualmente. A 18 meses  das eleições gerais do próximo ano, muitos são os players (jogadores) na disputa, mas nenhum está plenamente confirmado, nem mesmo o nome de Silval, apesar da forte pressão interna. Ou seja: o clima é de especulação em alto grau.

Quem afirmar com certeza, por exemplo, que o prefeito Wilson Santos, do PSDB, é um candidato 100% confirmado para disputar a sucessão de Blairo Maggi pode se arriscar a dar um tiro no próprio pé ou ver sair pela culatra o disparo da insensatez analítica.

O mesmo vale para o senador Jaime Campos, do Democratas (DEM), outro forte pré-candidato que, apesar da “certeza de assessores, bajuladores de plantão e/ou simplesmente simpatizantes”, ainda titubeia diante de um microfone aberto quando o assunto é ser candidato a governador de Mato Grosso.

Além disso, o PSDB e o DEM articulam uma candidatura em âmbito nacional, tendo o governador tucano José Serra (São Paulo), na cabeça de chapa, que pode consolidar alianças em âmbitos regionais. Ou seja: ambos os líderes terão que esperar até o último prazo para definir quem seria o candidato de uma chapa PSDB-DEM ou vice-versa. Um jogo de gato e rato.

Ser ou não ser, eis a questão. Já o PR do governador Blairo Maggi, maior partido do Estado, tinha no diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit), Luiz Antonio Pagot, um forte candidato, mas seu projeto pessoal ‘minguou’ diante da ciumeira interna no próprio partido e dos “aliados” da atual base de apoio do Palácio Paiaguás, que torpedearam a pretensão do republicano.

O deputado estadual Sérgio Ricardo, também do PR, fez seu jogo de cena enquanto Pagot lançouse candidato, mas já recolheu o flap, como um bom player, que sabe dos percalços e das pressões de lançar uma candidatura sem o respaldo do partido e de forma prematura.

O juiz federal Julier Sebastião da Silva, da Primeira Vara, conforme adiantou o Olhar Direto, afirma que vai disputar o cargo de Maggi. Só ainda não sabe por qual partido e como pretende articular sua base de apoio. Isso sem falar em sua baixa densidade eleitoral. Contudo, Julier é um player interessante porque representa, em si, a moralidade e o que pode ser considerado ético.

Além disso, tem como trunfo o fato de ter mandado o comendador João Arcajno, chefe do crime organizado para a cadeia, num momento em que o bicheiro mandava e desmandava em Mato Grosso e tinha autoridades dos três poderes em sua folha de pagamento, segundo a Abin, assim como coronéis e delegados de polícia. Contudo, isso só não basta para ser candidato a governador.

E o jogo para as duas vagas do Senado também é de gato e rato. Todos estão compasso de espera, com exceção da senadora Serys Slhessarenko, do PT, que já afirmou ser candidata à reeleição e que não abre mão desse seu projeto, também cnforme antecipou o Olhar.

Todavia, Serys, a exemplo de outros parlamentares federais, vive uma espécie de isolamento, que é perigoso, apesar de suas constantes visitas às bases. Mas só visitas não bastam. Serys vive o desgaste de quase seis anos e quatro meses de Brasília e sua atuação pode ser considerada discreta sob todos os aspectos.

Gilberto Gölner, que assumiu o vaga do ex-senador Jonas Pinheiro, falecido no ano passado, em exclusiva para o Olhar Direto,  em Brasília, diz ser o candidato natural do Democratas ao Senado. Contudo, ressaltou que estaria disposto a sacrificar seu projeto em prol de um entendimento do arco de alianças que elegeu Blairo Maggi governdor de Mato Grosso por duas vezes.

O procurador da República, José Pedro Taques, conforme antecipou ao Olhar, também anunciou sua pretensão em ser candidato ao Senado garantiu não ter nenhum preconceito com relação a partido. Segundo fontes, Taques estaria entre o PV e do PDT, mas sabe que, antes de tudo, precisa viabilizar sua candidatura.

2 comentários

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  • Antonio Carlos Miranda
    23 Abr 2009 às 15:34

    A memoria do povo e curta, RIVA (trecho ofensivo não publicado) e Humberto Bosaipo, todos esquecerem que pagavam despesas particulares e trocavam cheque da AL nas Factors de João Arcanjo Ribeiro, faziam a farra do boi com nosso dinheiro. Pessoal vamos dar a resposta nas urnas. RIVA nem para sindico de predio serve.

  • chiquinho
    22 Abr 2009 às 11:26

    Muito boa a análise do Coutinho, pena que esqueceu de citar o nome do José Riva, que é cotado tanto para o Senado como para o Governo, então, a análise ficou meio que incompleta

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