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Grupo de trabalho do governo e da AL vai avaliar reservas indígenas

De Brasília - Marcos Coutinho e Vinícius Tavares

15 Set 2011 - 12:45

Foto: Josi Pettengill/Secom/MT

Grupo de trabalho do governo e da AL vai avaliar reservas indígenas
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou o governo do Estado e a Assembléia Legislativa de Mato Grosso a formarem um grupo de trabalho (GT) para avaliar todas as propostas e projetos de criação de novas reservas indígenas em território matogrossense, inclusive os atos pretéritos de homologação.

O aval foi dado há pouco em reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB), o presidente da Assembléia, deputado José Riva (PP); o procurador geral do Estado, Jenz Prochnow; os deputados federais Neri Geller (PP) e Homero Pereira (PR); e representantes dos agricultores atingidos, incluindo o advogado Alécio Jaruche, de São Paulo.

"Essa foi uma decisão muito importante porque, de fato, existiram muito abusos na criação das reservas em Mato Grosso. Isso todo mundo sabe", afirmou Silval, em entrevista ao Olhar Direto, logo após a audiência com Cardozo.

Para o governador, o GT vai ser criado imediatamente diante de um cenário de "insegurança para milhares de assentados em Mato Grosso", que vivem à mercê de decisões de órgãos federais.

"Esta foi uma decisão muito inteligente do ministro, porque é inconcebível permanecer no cenário atual em que assentados são extremanente injustiçados por decisões e iniciativas arbitrárias da Funai (Fundação Nacional do Índio)", avaliou o deputado Riva, ao comemorar o resultado do encontro com o ministro.

Apesar da abrangência de atuação do GT, prioritariamente serão tratadas duas reservas: a Rio Pardo, localizada no município de Nova Nazaré, e Marã Iwatsep, situada em Colniza.

Segundo Riva, a situação da reserva Rio Pardo ilustra bem o cenário de abusos. "Esta reserva tinha 106 mil hectares, depois aumentaram o tamanho dela para mais de 200 mil hectares e agora querem aumentar novamente para mais de 450 mil hectares. Isso é inconcebíve", exemplifica o parlamentar.

Técnico, o procurador geral do Estado também elogiou a decisão do ministro e ressalta que "todos os critérios para criação das reservas vão ser avaliados e reavaliados". "Vamos analisar todas as justificativas e fazer um levantamento amplo. Vamos inclusive provocar a Funai nas esferas administrativa e jurídico se for necessário", esclarece Prochnow.

Mais informações em instantes/Primeira atualização às 14h19

7 comentários

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  • Kumare
    26 Set 2011 às 13:11

    Governador do Mato grosso esta procurando uma guerra , pois vai conseguir, porque os indigenas vão reagir da forma cultural para ter sua terra de volta..

  • José Assunção Castilho/ Funai Xingu
    26 Set 2011 às 07:28

    O Mato Grosso é um dos estados mais devastados pelo desmatamento criminoso patrocinado pelo governo estadual e por plantadores de soja gananciosos que nem sequer geram empregos, pois é tudo mecanizado. Querem acabar com os únicos que vivem da natureza sem envenená-la, os povos indígenas. A Funai não faz mais do que cumprir o seu papel de orgão indigenista do estado brasileiro, que tem uma imensa dívida histórica com esses povos.

  • Kilvya Camyla de Araujo Prioli
    16 Set 2011 às 22:12

    "Inconcebível" é a quantidade de propriedade pertencente ao senhor Riva e companhia! Por que será que ele quer revisão destas terras? Deve ser, porque uma de suas propriedades está localizada na região do rio Pardo!

  • saturnino xavante
    16 Set 2011 às 14:55

    quanto falta de humanidade desses corrupitos,gananciosos e cara de paus. pensam que os indios são bobos, pois estão enganados a eleição esta proximo. duvido que esses malditos terão no minimo vergonha de pedir voto. que todos vão para o inferno,,,

  • brasil
    16 Set 2011 às 09:10

    uma tremenda falta de vergonha desses deputados, cara de pau, usam o nome de pessoas carentes para conseguirem o que querem, na verdade estão defendendo os seus interesses políticos e daqueles que os financiaram, que é explorar riquesas minérios em reservas indígenas e plantar soja até no rio,que pena que roda. "estamos de olho cambada de sem vergonha"!

  • deolho
    15 Set 2011 às 15:15

    Todos interessados nas riquezas que estão nas terras indígenas,minério,madeira,fármacos,e por ai vai.Cambada de gananciosos,já não basta 500 anos de dominação e exploração,nunca estão satisfeitos.MPF abram os olhos contra essa tentativa de estupro da nossa constituição.É o fim da picada mesmo!!!!

  • Jorge Luiz
    15 Set 2011 às 14:32

    Pelo visto os índios de Mato Grosso vão para um Novo Xingu da vida, pois, onde estão certamente virará mais um campo de soja. Vamos que vamos Brasil.

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