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Acervo do Museu Histórico de MT conta pouco mais da nossa história

Da Redação - Vanessa Alves

27 Nov 2011 - 10:03

Foto: Vanessa Alves/OD

Acervo do Museu Histórico de MT conta pouco mais da nossa história
Mato Grosso é um Estado de cultura multifacetada, com comidas típicas, danças tradicionais, músicas regionais e pontos turísticos belíssimos. O Pantanal é uma região muito rica em belezas naturais, com um ecossistema de fazer inveja. Porém, a própria sociedade mato-grossense não se interessa muito em conhecer mais a fundo as belezas do Estado.

Tanto é assim que o Museu Histórico de Mato Grosso, há mais de 24 anos na Capital não recebe muitas visitas, segundo a monitora do museu, Natalia Rocha. Ela considera que o local é pouco conhecido devido à falta de interesse das pessoas em conhecer a fundação do Estado onde moram.

Antigamente o acervo cultural estava espalhado por vários municípios de Mato Grosso. Decidiu-se então juntar esse acervo e centralizá-lo em Cuiabá. Em 20 de agosto de 1987 foi criado o Museu Histórico de Mato Grosso, instalado originalmente no antigo prédio do Palácio da Instrução. Muitas obras são provenientes de doações, principalmente os retratos e as esculturas de Marechal Rondon.

"O objetivo do acervo é mostrar a cultura, tentar transmitir um pouco da história de Mato Grosso à população, que, infelizmente, não procura se inteirar dos detalhes da nossa cultura', diz a monitora. A instituição é procurada mais pelos turistas que vem para Cuiabá. A média de visitas fica entre 50 e 60 pessoas por dia.

Por falta de espaço, o arquivo do acervo ficou muito tempo guardado e acabou sofrendo uma série de avarias. Algumas peças se estragaram, foram quebradas ou criaram mofo por terem sido empilhadas em lugar fechado. Os arquivos que faziam parte do primeiro cinema de Cuiabá, o Cine Bandeirantes, foram doados ao acervo do município de Vila Bela da Santíssima Trindade. Hoje o museu depende do apoio do governo do estado e da Prefeitura de Cuiabá para continuar funcionando, pois gasta com energia e outras despesas.

Cada uma das salas conta um pouco da história do Estado. O período do combate contra os paraguaios e da chegada de Rodrigo Cezar de Manezes em Cuiabá, para citar um exemplo, está representado na primeira sala, com quadros, pinturas e maquetes. A história da primeira capital mato-grossense, Vila Bela da Santíssima Trindade, e os fatos políticos e sociais de então são retratados em pinturas e esculturas nas paredes.

O museu conta ainda com obras sobre a Batalha Fluvial do Alegre, a inauguração da Praça Alencastro e outros fatos que resumem a história do estado de Mato Grosso. O acervo está aberto à visitação de segunda a sexta-feira da 8h às 17h. A entrada é gratuita.

4 comentários

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  • Sérgio G
    27 Nov 2011 às 16:18

    Ninguem mais quer fazer doação para museu. O Governo (CULTURA) juntamente com os historiadores teriam que ir a caça de peças e escritos para aumentar o acervo do museu.(para a copa seria um grnade atrativo)

  • Josemara
    27 Nov 2011 às 13:20

    apesar da falta de procura por parte da sociedade em visitar museus (eu adoro ir a museus) existe também a falta de preparo dos funcionários em receber os visitantes, tornar o museu atrativo... não é colocar um monte de itens diferentes que torna o museu interessante... falta gestao cultural e investimentos por parte do governo e também interesse por parte da sociedade

  • jeferson
    27 Nov 2011 às 13:10

    Talves um dos grandes motivos que afasta a população é a falta de informação e da busca por ela. mudar os horarios de visitas para sabado ou domingo com serteza teriamos outra realidade

  • José Bonifácio
    27 Nov 2011 às 12:01

    Não só os matogrossenses, mas infelizmente os brasileiros não dão importância à sua história. É lamentável. Por isso os historiadores através da ANPUH estão resgatando valores históricos e inserindo no contexto da história do Brasil, buscando criar nos cidadãos o interesse pelo conhecimento do passado. Esperamos que haja sucesso e a ANPUH alcance seus objetivos.