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Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

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Elicarlos, do Cruzeiro, acusa atacante Maxi López de racismo

UOL Esporte

25 Jun 2009 - 00:13

Após a vitória do Cruzeiro por 3 a 1 sobre o Grêmio, nesta quarta-feira, no Mineirão, pela semifinal da Copa Libertadores, o volante do time mineiro Elicarlos acusou o atacante argentino da equipe gaúcha, Maxi López, de ter cometido ofensas racistas durante a partida. Em consequência da acusação, policiais civis e militares cercaram o ônibus da delegação gremista, com o objetivo de tomar o depoimento do jogador do clube gaúcho.

Elicarlos alega que Maxi López o chamou de "macaco". "Fui atrasar o jogo do time do Grêmio, o atacante Maxi López me chamou de macaco, eu e o Wagner partimos para cima dele. Ele falou isso para mim", relatou o jogador do Cruzeiro.

Elicarlos, que foi substituído pelo lateral-direito Jancarlos, ao final do segundo tempo, falou ainda com o jogo em andamento que iria dar queixa. "Sem dúvida, vou chegar na polícia ali, vou falar para eles", afirmou.

Ao fim do jogo, Elicarlos se dirigiu à Delegacia da Polícia Civil localizada no estádio. Acompanhado do diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes, o jogador foi orientado a não falar com a imprensa novamente.

Após a queixa prestada por Elicarlos, a Polícia esteve no vestiário do Grêmio em busca do jogador do Tricolor gaúcho, que já havia se dirigido ao ônibus. Policiais foram atrás do atacante gremista, que já estava dentro do ônibus.

Houve um impasse, já que o jogador estava se recusando a deixar o veículo. Policiais entraram no interior do veículo. Os portões do Mineirão foram fechados para evitar a saída, com o jogador dentro. A diretoria do clube gaúcho insistia para que o depoimento não fosse prestado na delegacia do Mineirão e sim no hotel onde a delegada está hospedada.

Maxi Lópes, ao ser levado para o ônibus pelos dirigentes gremistas, disse aos repórteres, que "Não houve nada". "Ele - Elicarlos - está querendo criar polêmica", afirmou. Em meio a enorme confusão, o presidente Duda Kroeff procurou defender Maxi, dizendo que "deve ter sido um mal entendido, confusão de idiomas, pois o Maxi é uma das pessoas mais educadas que conheço".

De acordo com Elicarlos, a ofensa teria acontecido no primeiro tempo. O armador do Cruzeiro, Wagner, trocou empurrões com Maxi López, mas nenhum jogador foi advertido pelo árbitro chileno Henrique Osses, que estava de costas para o lance. O meia cruzeirense gesticulo muito em direção ao atleta adversário e fazendo o sinal negativo, com o dedo.