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Quarta-feira, 18 de outubro de 2017

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Jarbas destaca seriedade e garante que Corregedorias vão afastar envolvidos nos grampos, caso seja necessário

Da Redação - Patrícia Neves/ Da Reportagem Ronaldo Pacheco

19 Jun 2017 - 08:37

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Jarbas destaca seriedade e garante que Corregedorias vão afastar envolvidos nos grampos, caso seja necessário
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), Roger Jarbas, afirmou que é de competência das Corregedorias das Polícias Militar e Civil determinar o afastamento, caso comprovado, de autoridades se houver comprovaçãço de participação em um esquema de interceptações clandestinas envolvendo médicos, advogados, jornalistas e políticos.

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"Quem faz isso, até por  competência legal, são as instituções que realizam as conduções. Se for necessário, os respectivos corregedores farão isso", declarou durante evento de entrega de viaturas pelo Governo do Estado, na data de hoje, 12 de junho, no Palácio Paiaguás.

Quanto ao teor das investigações, ele refutou qualquer possibilidade de corporativismo. "Quem está conduzindo são as respectivas corregedorias. São equipes  compostas por pessoas muito sérias e a Secretaria está aguardando o resultado. Se comprovado, serão responsabilizados à luz da legislação", asseverou.

O caso sobre supostos grampos veio à tona em meados de maio após denúncia do ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, promotor Mauro Zaque ao programa global, Fantástico. 
Na última sexta-feira, 9, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), decidiu retirar o sigilo parcial nas investigações sobre o caso. 

O desembargador Orlando Perri determinou ao Procurador-Geral de Justiça que faça a investigação do caso no âmbito do Ministério Público de Mato Grosso . 

Orlando Perri chegou a designar o delegado especial Flávio Stringueta para a condução das investigações, contudo, diante dos indícios da prática de infração penal por parte de membro do Ministério Público, o desembargador determinou que a investigação seja conduzida pelo Procurador-Geral da República.

Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados. Neste caso específico, as vítimas foram inseridas em uma apuração sobre tráfico de drogas.

O esquema de grampos levou à prisão o ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson  Luiz Ferreira Correa Júnior foram  presos pelo juiz Marcos Faleiros (11º Vara Militar). A medida foi necessária, conforme a decisão judicial, para garantir ordem pública, "visto que ambos possuem laços sociais que facilitariam a destruição de provas e diante da gravidade dos fatos que revelam a perigosa violação de direitos e garantias fundamentais. Zaqueu está preso na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
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