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Sábado, 25 de novembro de 2017

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PM afasta três policiais investigados na morte de tenente do Bope durante operação

Da Redação - Wesley Santiago

16 Jul 2017 - 14:38

Foto: Reprodução

PM afasta três policiais investigados na morte de tenente do Bope durante operação
Os três policiais militares investigados no Inquérito Policial Militar que apura a morte do tenente da Polícia Militar, Carlos Henrique Scheifer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), continuam afastados e trabalham apenas administrativamente. O PM foi morto por um disparo acidental efetuado por um colega de farda, no dia 13 de maio, durante uma troca de tiros contra assaltantes de bancos na zona rural de Matupá (distante a cerca de 683 km de Cuiabá).

Leia mais:
Tenente do Bope morto em confronto foi atingido por disparo de colega de farda
 
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, três policiais que estavam junto ao tenente no dia do ocorrido continuam afastados das atividades operacionais e seguirão fazendo trabalho administrativo até a conclusão da investigação, que tem o prazo de 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20.
 
A revelação de que o tenente foi morto por ‘fogo amigo’ aconteceu na noite do dia 06 de junho, após laudo de exame de balística que foi anexado ao Inquérito Policial Militar instaurado para apurar o caso. Todos os policiais envolvidos pertencem ao Batalhão de Operações Especiais (Bope).
 
Durante o confronto, um dos disparos de arma de grosso calibre atingiu a arma do policial, sendo suficiente para ela se partir ao meio. Na sequência, ele foi ferido no peito. Socorrido, não resistiu e faleceu poucas horas depois.
 
O caso
 
O tenente Scheifer foi alvejado no abdome enquanto participava da operação de buscas pelos criminosos no Distrito de União do Norte, próximo a Peixoto do Azevedo (695 km de Cuiabá). A vítima havia integrado o batalhão há pouco tempo, depois de deixar o Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
 
Antes da morte do policial, os militares da região e do Bope haviam capturado quatro homens suspeitos de integrarem a mesma quadrilha. Essas prisões levaram à apreensão de armas, entre as quais dois fuzis 556, e munições. Os quatro presos são suspeitos de terem trocado tiros com uma guarnição da PM na manhã de sexta-feira (12), no distrito União do Norte, no município de Peixoto de Azevedo.
 
Confira a nota da Polícia Militar:
 
"A Polícia Militar de Mato Grosso de forma isenta e transparente instaurou um inquérito policial militar (IPM) para apurar a morte e as circunstâncias que levaram ao óbito do tenente Carlos Henrique Scheifer, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), na noite do dia 13/05. Para tanto, designou um oficial com mais de 19 anos de caserna para conduzir a investigação.
 
No dia 13/05 do corrente ano, na zona rural de Matupá, a guarnição do BOPE estava em operação de buscas a assaltantes de banco pela região. Naquela manhã, já haviam capturado quatro homens suspeitos de integrarem a mesma quadrilha, sendo que o tenente foi alvejado, em um confronto com os suspeitos, no início da noite.
 
Durante a instrução do inquérito, o oficial encarregado solicitou exame de balística e constatou, lamentavelmente, que o disparo que vitimou o Tenente Scheifer partiu da arma de outro policial militar que o acompanhava.
 
Os envolvidos já estão afastados das atividades operacionais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e se encontram à disposição do encarregado do inquérito e da justiça no Comando de Policiamento Especializado.
 
O inquérito policial militar busca individualizar as condutas e, após concluso, será enviado para a Justiça Militar. Neste difícil momento, permanecemos solidários à família e aos amigos do Ten Scheifer prestando todo o apoio e suporte necessários."

6 comentários

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  • Madeirador
    17 Jul 2017 às 14:58

    Tdo isso é o despreparo..ta feia as forças policiais do estado...

  • So observo
    17 Jul 2017 às 11:44

    Os caras trabalham juntos, aquartelam juntos, vivem juntos, e mesmo assim fazem isso com o companheiro, imagina com pessoas normais. Tem q serem exonerados, nao pela morte acidental, mas sim pela fraude, alias, como de costume, eles adoram forjarem B.O. nas delegacias.

  • Jorge,Um brasileiro
    17 Jul 2017 às 10:03

    VIRA NADA....O BOPE SEMPRE ERRANDO,LEMBRA DOS TIRO DENTRO DO ONIBUS QUE MATOU GENTE EM UMA EVENTO??

  • De Olho
    16 Jul 2017 às 23:09

    Os 3 envolvidos não deveriam estar afastados... Deveriam estarem presos!!! Sabiam de tudo desde o começo e não falaram nada? Mobilizaram todo o aparato da segurança pública de MT.. Mentiram para todos e ainda tentaram ludibriar a justiça! (Além do homicídio) Isso é, no mínimo, fraude processual nos 3 PM.... Cadê a justiça??? MT está cada dia pior... afffff

  • Juinense
    16 Jul 2017 às 22:57

    Naquele momento era o que os policiais acreditavam que havia ocorrido. Que ele tinha sido morto pelos assaltantes. E outra... Grande coisa se isso foi pretexto para matar bandido. Quem liga para a vida desses marginais.

  • fabiano ferreira bezerra
    16 Jul 2017 às 15:46

    Usaro o erro para matar os assaltantes jogando a culpa neles

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