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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

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Taques recorda que "apanhou" por ser contra troca do BRT e agora só terminará VLT com ‘preço justo’

Da Redação - Ronaldo Pacheco

13 Set 2017 - 17:20

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Pedro Taques assegura que nada será jogado

Pedro Taques assegura que nada será jogado

A conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai acontecer quando houver viabilidade jurídica e pelo preço correto e com tarifa justa. A projeção partiu do governador José Pedro Taques (PSDB) ao lembrar que na época de definição do novo formato, em 2011, apanhou mais do que “cachorro de bugre” por ser contrário à mudança de modal e defender a manutenção do Bus Rapid Transit (BRT).
 
“Eu e o senador Blairo Maggi fomos os únicos a defender publicamente a manutenção do BRT, que já tinha até financiamento assegurado. Fomos contra o VLT. Apanhava pra caramba na imprensa, a cada manifestação [contrária ao VLT], no Senado”, citou ele, nesta quarta-feira (13), durante entrevista ao programa SBT Comunidade (TV Rondon), ancorado pelo apresentador Agnelo Corbelino.
 
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Num contexto ampliado, Pedro Taques confessou sua irritação com aqueles que te criticavam quando era contrário o VLT e agora exigem pressa, na conclusão. “Aqueles que criticavam o meu papel contra o VLT, quando eu era senador, agora ficam criticando porque não terminamos o VLT. Eles valorizaram a bandalheira da administração  passada. Só se pensava em roubar”, atacou ele, sem citar nomes – até 2016 as críticas com maior contundência eram do atual prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), de Cuiabá, e da deputada estadual Janaína Riva (PMDB).
 
Pedro Taques lembrou que foi vítima de toda sorte de ataques, quando se postou contrário do Veículo Leve sobre Trilhos. “Eu apanhei mais  do que vaca na horta. Me chamaram de pertencente à máfia do combustível por causa disso. Sempre mantendo a minha coerência. Foram para a Europa e trouxeram o VLT dentro do bolso”, afirmou o chefe do Poder Executivo.
 
Na vitoriosa campanha eleitoral de 2014, ele se comprometeu em concluir a obra, mas sem deixar as mazelas na obscuridade. “Eu disse: não jogarei o lixo para baixo do trilho. Tenho programa eleitoral tratando disso. Nós queremos terminar o VLT, mas com preço razoável; no preço que o cidadão possa pagar, no modelo de operação e tarifário exeqüível. Temos estudos a respeito disso. É possível”, observou Taques, no SBT Comunidade.
 
Para demonstrar que não foi omisso, recordou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) com o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal ajuizaram ação contra o Consórcio VLT Cuiabá, em 2015.
 
E mais: a Operação Descarrilo surgiu, a partir de dados encontrados em auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE).  “Fizemos o relatório da KPMG para apontar custo e viabilidade da obra. Veio a Operação Descarrilo, que se fundamenta no relatório número 13, da CGE, que nossa administração mandou fazer logo no início. MP entendeu que houve corrupção e mandei suspender a negociação com o Consórcio VLT muito antes da delação”, sintetizou o governador, se referindo ao novo cenário, após a denúncia do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

7 comentários

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  • Paulo Lima
    14 Set 2017 às 11:41

    Esperamos que o governador ao menos no seu mandado, ainda consiga retomar as obras do VLT e que outro fururo governador eleito em 2018 consiga terminar o projeto na cidade . Sou contra que o projeto do VLT seja usado para corrupção, sou a favor que o modal seja realmente usado para melhorar o transporte público e também que faça bem pra saúde da cidade por não ser poluente, silencioso e redesenha e organiza o mapa do transporte público da cidade. Agora lamento aqueles que ainda insiste nesse atrasado BRT, e ainda dizendo se fosse escolhido o BRT as obras ja estariam concluídas e não teriam corrupção. Lógico que com ceteza se fosse obras do BRT, as obras estariam na mesma situação parada e também causando transtorno, ou seja, BRT ha também corrupcao e entre outras obras públicas

  • bom senso
    14 Set 2017 às 11:15

    Quando foi aprovada sua construção escrevi, sem bola de cristal: “Creio que o VLT é a obra mais irresponsável aprovada pelos políticos do Estado. Gostaria de estar errado, mas daqui a dois anos o VLT estará com um custo de 4 bilhões e não estará concluído. O elevado do Despraiado que tem 320 metros de comprimento custou 25 milhões. Se ao invés de aprovarem o VLT, os políticos pegassem 750 milhões, seria possível construir 30, isso mesmo, trinta viadutos iguais ao do Despraiado. Os ônibus andariam, os carros também, a problemática do trânsito estaria rapidamente resolvida, Cuiabá estaria modernizada e todos, talvez com exceção dos políticos, estaríamos felizes.”

  • moreira
    14 Set 2017 às 10:53

    Eu lembro disso. Fui contra o governador, na época senador, e fiz campanha contra ele. Hoje vejo que ele não estava errado, pois acreditei no Riva. Já eramos pra ter o BRT rodando e funcionando muito bem em Cuiabá.

  • Pedroca
    14 Set 2017 às 02:09

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Gilberto Boesing
    13 Set 2017 às 21:45

    Cuiabá é a capital de um estado turístico, vários biomas, nada mais justo que ter meios de transporte modernos, votei em voçê Pedro Taques, agora larga de rolo e termina logo isso, pare de chorar e trabalhe, ou largue esse osso cheio de carne e mostre que realmente é honesto...

  • Davi
    13 Set 2017 às 17:56

    Conversa fiada. Escalou o Wilson Santos (homem do Rodoanel) para retornar a assembleia para aprovar o relatório da CPI favorável a manutenção do consórcio acusado a frente da obra. Só não obteve êxito em razão da delação de Silval Barbosa, senão seria mais UM BILHÃO jogado no ralo.

  • renato mrllo
    13 Set 2017 às 17:47

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