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Sexta-feira, 22 de setembro de 2017

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De MT, sobrevivente ao furacão conta que se abrigou em banheiro: “quando saímos do hotel é que vimos a destruição”

Da Redação - Vinicius Mendes

13 Set 2017 - 17:18

Foto: Reprodução

De MT, sobrevivente ao furacão conta que se abrigou em banheiro: “quando saímos do hotel é que vimos a destruição”
As irmãs Sara Cristina Nunes Bandeira Joseph, 24 anos e Samara Cristina Nunes Bandeira, 17 anos, e o bebê Brian, de um ano, que estavam em uma das ilhas atingidas pelo furacão Irma, na região do Caribe, chegaram em Cuiabá na manhã desta quarta-feira (13). Sara contou ao Olhar Direto como foi o momento em que o furacão passou pela ilha.

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De acordo com Sara, elas saíram da ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas do Caribe, por volta das 17h de segunda-feira (11) e chegaram a Cuiabá por volta das 7h45 desta quarta-feira. No momento, Samara, Sara e seu filho de uma ano estão aproveitando o tempo com a família.

Ao Olhar Direto, Sara contou que não chegou a ver o momento em que o furacão atingia a ilha, porque estava com a família em um hotel seguro. A destruição só foi percebida por ela depois da passagem do furacão.

“Eles orientaram que as pessoas que moravam em áreas de risco procurassem abrigos ou hotéis seguros. Nós fomos para um hotel, durante a passagem do furacão nós ficamos no banheiro, que dizem que é o local mais seguro. Ficamos neste hotel umas cinco horas, que foi o tempo que o furacão levou para passar. Nós sabíamos que ele estava passando, não vimos nada, mas ouvimos, aí quando saímos do hotel é que vimos a destruição”.

Sara morava na ilha já há cinco anos e é casada com um morador de Tortola, que nasceu lá. Ela contou que seu marido ficou na ilha para cuidar das coisas e dos familiares que ficaram. Até ele se surpreendeu com a devastação causada.

“Ele falou que nunca viu furacão assim, que normalmente quando tem arranca só as telhas, mas este foi devastador, destruiu nossa casa. Eu sentia medo, mas ao mesmo tempo me sentia segura, orava muito para que nada acontecesse conosco”, contou.

Sara, sua irmã e seu filho conseguiram sair da ilha com a ajuda de um brasileiro, identificado como Rodrigo Duarte, que estava na região com seu helicóptero. Ele seguia para Miami, mas por causa do furacão teve que parar no Caribe, e lá ofereceu ajuda. A comunidade de brasileiros se mobilizou e avisou a ele que Sara, Samara e Brian, queriam sair da ilha.

De lá eles foram para Porto Rico, de onde pegaram um avião para voltar para o Brasil. Sara diz que pretende voltar para Tortola em alguns meses. Ela e o marido trabalham na ilha e tinham uma vida boa.

“Foram muitas pessoas que perderam as casas. O Governo disse que vai ajudar todo mundo. Disseram que deve demorar de 3 a 4 meses para retornar o fornecimento de água e energia elétrica, então nesse tempo eu vou ficar no Brasil, mas depois vou voltar. Tenho uma empresa lá com meu marido, de limpeza de carpetes, e ela não foi atingida, ainda temos os veículos e equipamentos”.

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