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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

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Governo anuncia decretos proibindo aumentos de salários e de negociação com fornecedores

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo/ Ronaldo Pacheco

03 Nov 2017 - 14:34

Foto: Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Governo anuncia decretos proibindo aumentos de salários e de negociação com fornecedores
O Governo anunciou na manhã desta sexta-feira (3) a elaboração de dois decretos com o objetivo de melhorar o fluxo de caixa neste fim de ano. No primeiro foi determinado a negociação de pagamento a fornecedores que tem contratos com o estado e no segundo houve a determinação da não criação de mais despesas como novos cargos, além de aumentos de salários.

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Em entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, o procurador-geral do Estado Rogério Gallo detalhou os dois decretos que foram elaborados para ajudar o período de dificuldade financeira do estado. Ele explicou que o primeiro decreto está sendo elaborado pelo fato de o estado estar tendo dificuldades em honrar os compromissos com empresas fornecedoras.

“Nós não podemos ter fornecedores que paralisam suas atividades causando danos aos serviços públicos. Portanto a preocupação em relação a essa repactuação é chamar esses contratados do estado para que eles repactuem as condições de prazo, de valores oferecendo descontos, dando alongamento dos seus passivos. Então haverá essa negociação”, pontuou.

Já o segundo decreto, trata do custeio da máquina pública e também das despesas com pessoal. “Nós temos que editar um decreto por imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal, portanto esse segundo decreto é dirigido a toda estrutura do poder executivo para que não encaminhem qualquer projeto de lei que criem cargos públicos, que aumente os salários, que crie novas despesas com pessoal, reenquadramento, e qualquer reestruturação que implique aumento de despesa com o pessoal e também as despesas de custeio. Ele também irá impor limite para reduzir energia elétrica, consumo de água, consumo de telefonia e todos esses grupos de despesa que as secretarias tem no seu conjunto”, explicou.

O procurador também destacou que em agosto de 2016 houve um decreto semelhante a esses dois que trouxeram uma grande redução de gasto de despesas públicas como custeio para manter a máquina funcionando.

“Eu creio que esses dois decretos irão trazer uma austeridade no gasto público. É importante dizer que já houve um decreto como esse em agosto de 2016 e que implicou em redução de despesas públicas com o custeio. Nós tivemos uma grande redução com o custeio de despesas como locações, telefonia, energia elétrica, o que mais é necessário para se manter a máquina funcionando. Então é outro esforço que se faz nesse momento de restrição fiscal”, finalizou.

20 comentários

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  • Olheiro
    06 Nov 2017 às 06:19

    O GTAF denunciou a lei dos AAFs no TCE agora ferrou com outras categorias tb....a lei do GTAF e SEMA tb estão dentro pq há meses anteriores o governo já havia extrapolado o limite e os dexaram fora.......algo muito estranho

  • alexandre
    04 Nov 2017 às 18:09

    As empresas amigos do governo, o que defendem o governo na imprensa, tem reajuste de 16%.

  • Contribuinte
    04 Nov 2017 às 10:35

    E por que vc não faz a reforma administrativa? Qual o motivo? Esse governo precisa de planejamento! Precisa cortar na carne!

  • Marcos
    04 Nov 2017 às 10:29

    Bando de ...... Para grupo TAF que já ganha os melhores salários do Estado foi dado aumento e verba indenizatória. Agora para Detran e área meio nada. então o negócio é ficar em greve e prejudicar o máximo que puder esse grupo político do ..... , não gostam de fazer política dando aumento para TAF ? então vamos fazer política ficando em greve e ..... com esses ..... o máximo que der. pronto.

  • Magda
    04 Nov 2017 às 08:18

    Tem funcionário que faz o horário que bem entendi acorda governador cadê a economia.

  • ronaldo
    04 Nov 2017 às 07:29

    Como sempre forum sindical ta comendo moscas e o governo, arregassando com servidor. Deu calote RGA, mudou data pagamento, esta escalonando salário, Pec do teto de gastos e agora esse decreto. continuem assim passivos. Isso não vai parar.

  • Servidor
    04 Nov 2017 às 00:34

    Pra que cortar a água por exemplo, se no interior a gente que paga água, compra materiais, porque senão não dá pra fazer o mínimo pelo povo

  • Túlio
    03 Nov 2017 às 22:48

    Pior governo do estado de MT.

  • Dr Davi
    03 Nov 2017 às 22:47

    Taques peça a renúncia, não consegue administrar um dos estados mais ricos do país. Único setor que se vê representado é a agricultura, pecuária, comércio e funcionalismo todos sendo explorados.

  • Marcos
    03 Nov 2017 às 22:08

    mais um? já tem um decreto desse e nada se respeitou... o próprio governo deu aumentos. decreto 675 de 30 de agosto de 2016. artigo 3

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